sexta-feira, 27 de agosto de 2010

SOBRE O CONCURSO LITERÁRIO

Pois é. Sejamos sinceros. Aumentamos em mais uma semana o prazo para as inscrições para o Concurso Literário por temor de não termos inscrições suficientes. Até que nos dois últimos dias, se consideramos os prazos anteriores, tivemos até um número considerável de inscrições. Só que não suficientes para uma boa apuração. Após ouvir muitas pessoas, após muito pensar, resolvemos mesmo por aumentar em uma semana o prazo de inscrições, o que foi feito. Fizemos a análise e tomamos algumas atitudes que em nossa opinião vai gerar mais interesse e o que é principal: facilidade. Deixamos para traz certas formalidades habituais neste tipo de eventos e abrimos inscrições via internet. A possibilidade das pessoas enviarem suas obras via internet, deve abrir boas perspectivas para mais inscrições e mais qualidade. Houve quem me dissesse também que não está muito divulgado. É verdade. Estamos numa fase de contenção de despesas até o final do ano e divulgações de massa ficam comprometidas. Só que quem não chora não mama. Esta semana conversei com o João da Alternativa e Dimdão que toparam entrar na parceria. A Educação tá fazendo um trabalho de divulgação junto aos professores de literatura. Temos entrevistas agendadas nas rádios para falar sobre o assunto e vamos continuar num viral até o dia do encerramento das inscrições. Mas ainda sobre a pequena procura até ontem, alguns amigos deram sua opinião também. Para a Jaqueline Silvério, atrapalhou o fato de termos colocado tema. Ela acha que temas livres seria o indicado, para não engessar a criativade do pessoal. Em parte eu concordo , mas gostei do nome exatamente por desafiar, tentar puxar de dentro do homem as emoções mais atávicas. Outra crítica foi de que os prêmios foram baixos. Quando vi esse negócio de prêmios, pensei comigo: - Se eu pudesse participar nem seria por causa de prêmios, mas por amor à literatura mesmo! Mas até que um fim de semana em Ipoema cai bem! De qualquer maneira vamos somando conhecimentos e costurando uma rede de boa vontade. Quanto aos valores da nossa gente, vamos ver o que o povo diz...

BARCELONA em MONLEVADE

Caramba! Como eu tenho falado desde que me mudei para cá, a cada dia alguém chega e me traz novas peças pra formar esse quebra-cabeças que é Monlevade. Porém hoje, acho que me encontrei com o dono do quebra-cabeças. Deixa eu explicar. Tem um cara aqui que vale ouro, que fez sozinho o que deveria ser feito pelas instancias políticas, econômicas, culturais, etc de qualquer cidade. Eu não fui visitar o seu acervo, mas ele me fez um relato minucioso de tudo, me mostrou fotos e recortes de jornal, me emocionou com vários casos e me deixou a pensar sobre como a gente aprende conversando com certas pessoas. Muitas já haviam me citado o nome do Chiquinho Barcelona, como autoridade em diversos assuntos. Eu fiquei só ouvindo, até que por intermédio do Marcelo Melo, marcamos de nos encontrar pra conversar hoje sobre o Concurso Literário que estamos promovendo e o Marcelo ficou de levar o Barcelona. Queria ouvir a opinião desses dois depositários da cultura local sobre o Concurso. Mas na hora da conversa o Marcelo não pôde estar presente, mas tive o prazer de receber o Chiquinho e fui percebendo que estava diante de um oráculo. Tive uma aula intensiva de Monlevade, de suas memórias intelectuais, história, enfim. Engraçado que não conhecia o Barcelona nem de foto. Fiquei imaginando um sujeito mais velho, de óculos, fala mais tranquila. Mas eis que me chega um sujeito falante, cheio de energia, cuja idade eu imaginei ser de uns 50, 52 anos. Ele disse ter 58.Chegou e saiu falando e eu fiquei lá um tempo, imaginando o que poderia ser feito, um videodocumentário, parceria na preservação do acervo, workaulas sobre a história do jornalismo monlevadense na FUNCEC, exposições fotográficas. Quer dizer, tudo isso remunerando o multi-homem de alguma maneira, afinal, tudo bem que ele faz essa coisas todas por hobby, mas é também um oficio e todo oficio merece recompensa. Deus queira que em breve eu possa conhecer o QG desse verdadeiro museu vivo. Desabrocha os seus talentos, Monlevade!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

MARCELO MELO, O FIEL DA BALANÇA

Na foto com o jornalista Wir Caetano

Desde antes de vir para Monlevade, costumava passear pelos blogs locais e me encantava com as histórias do Marcelo Melo, que eu nem conhecia pessoalmente, nem tinha muitas informações à respeito. Conheci por acaso através de um link de outro blog e não parei mais de ler desde então. Quando aqui cheguei, comentei com alguém sobre o jornalista e me disseram: - rapaz, tome cuidado! Ele é de oposição (rs)! Em principio, fiquei ressabiado, na defensiva, porém não parei de ler o blog do sujeito e depois o jornal, enfim. Como ativista cultural há muitos e muitos anos, não podia deixar de reconhecer o valor das coisas que o Marcelo escrevia, principalmente de cunho memorialista ( gosto muito de histórias e memórias). Só que o Marcelo é mais que isso. Nunca escondeu suas preferências políticas, suas afinidades, mas nem por isso tem sido um crítico desequilibrado das coisas da administração. Não alivia no que considera errado, como no caso do Estádio Louis Ensch e outras questões, mas nem por isso faz uma crítica insistente, "ferrim de dentista" como se diz popularmente. Tanto que consegue ser admirado por muitos dentro do governo. A coisa só desafina quando ele desanda a xingar o PT, este um real desafato do urso como é chamado por alguns. Mas aí já são questões ideológicas, convicções pessoais e não dá pra discutir. Neste caso deve ter mesmo uma guerrinha que foge à minha compreensão. Inegável é que o sujeito é depositário de vasta cultura e conhece essa "aldeia" como ninguém. Já me disseram que no passado era um terrorista do jornalismo, extremamente ferino, ácido, mas hoje é um desses sujeitos que vê a vida do retrovisor, com sabedoria para não enfiar a mão em certas cumbucas. Marcelo Melo é o fiel da balança, a ponte entre dois mundos em guerra. Só tem um defeito gravíssimo: é atleticano. Fazer o que, né?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

CARAVANAS DO OP - SCANNEANDO A CIDADE

No último sábado, mais uma caravana do OP, desta vez pela Regional II. Passamos por mais 18 comunidades e os problemas não diferem muito do que vimos na semana anterior. Pedidos de aberturas de ruas, redes de esgoto, calçamento e asfaltamento. As pessoas querem obras que melhorem suas vidas no ambiente em que moram e o Orçamento Participativo scaneia esses problemas e disponibiliza à administração tudo de que necessita para realizar essas obras emergenciais. De quebra, o governo ainda tem em mãos quais as outras demandas apontadas pela população. Todo o discurso neoliberal, toda a moral burguesa desaba no confronto com o OP. Que me perdoem os que inimigos do PT que criticam por criticar, que cozinham ódio anos a fio, que odeiam a palavra social. Sei que nem é o caso de todos. Alguns odeiam por históricos pessoais, outros por interesses políticos de outros grupos, mas não há como não reconhecer o quanto o OP municia a administração e dá retorno à população, de forma organizada e sistemática. Um verdadeiro exército voluntário foi montado para sua implementação e a caravana passa, com cães ladrando, mas sem ameaçar os calcanhares . Mas quero falar de outro aspecto interessante. Já pincelei na postagem anterior e volto a reforçar. As caravanas da OP tem sido para os secretários e delegados envolvidos, uma oportunidade única para conhecer João Monlevade melhor . Tudo bem que sou um "forasteiro", como os inimigos gostam de apregoar, mas imagino que muitos presentes na caravana também não conheciam o municipio em toda a sua extensão, como vem tendo a oportunidade de durante as caravanas da OP. Apenas aqueles que estiveram envolvidos com campanhas políticas tiveram a oportunidade de gastar as solas de sapatos visitando os bairros mais longínquos. Já os cidadãos comuns vivem e circulam por uma faixa limitada, por um terreno demarcado, pequeno. Vejo que João Monlevade tem muitas paisagens que muitos de nós não vemos no nosso dia-a-dia. Desta vez tive a oportunidade de vislumbrar os cenários rurais das Pacas( eu que pensava que João Monlevade não tinha nada de roça), o desenvolvimento que vem chegando ao Bairro Boa Vista, passamos também pelo bairro industrial, pelo Sion, enfim, minha memória não é das melhores pra guardar nomes, mas me ajudou a mapear mentalmente mais uma parte da cidade e entendê-la um pouco mais. Além de todos os beneficios gerados pelo próprio OP, tenho certeza de que as Caravanas vão ser de muita utilidade para que os presentes repensem à cidade à partir de horizontes bem mais amplos. Na semana que vem tem mais. Vamos lá.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

IDÉIA DO PRANDINI

Alinhar ao centroDia desses viajávamos para Belo Horizonte para algumas reuniões de trabalho, quando tive oportunidade de conversar por mais tempo com o prefeito Gustavo Prandini. Eu já havia percebido que ele tinha o dom para a escrita desde o momento em que começamos a teclar. Nesta viagem fomos conversando e sonhando sobre muitas coisas boas que poderíamos fazer na cultura para contemplar principalmente a juventude, para dar suporte aos grupos existentes. Essa conversa seguiu acalorada, passando pelas artes plásticas, poesia, teatro e música. Concordamos também sobre a necessidade de dialogarmos também com a classe intelectual, abandonada pela maioria dos governos. Foi aí que partiu do próprio prefeito a idéia de criarmos um Sarau Poético, onde a comunicade pudesse se reunir seja para bate-papos, para declamação de poesias, pequenos shows, enfim. Puxa vida! Excelente idéia! Ele sugeriu inclusive o local ideal para o sarau: o Santuário Bar, da Rita de Abreu, compositora do Hino de Monlevade e maestrina de coral de crianças. Fiquei com aquela idéia na cabeça e doido pra chegar a Monlevade para conversar à respeito com o Luciano Roza. Logo que cheguei, fui até a Fundação Casa de Cultura e o Luciano comprou a idéia na hora. Marcamos com a Rita uma conversa sem que ela soubesse do assunto e pra lá nos dirigimos. A Rita e o Rubinho nos receberam muito bem e já me senti em casa vendo a decoração à partir da Chita made in Alvinópolis. Conversamos com os dois que também se entusiasmaram com a idéia e assim marcamos o primeiro Sarau para o dia 03 de setembro. À princípio, a Rita até havia sugerido um primeiro Sarau com o tema SERENATA, porém, algumas coincidências e pertinências nos fizeram mudar de idéia. Como o dia 03 coindide com o dia da divulgação dos classificados no concurso literário, tudo converge para o tema VALORES DA NOSSA GENTE. Penso que será uma oportunidade de Monlevade como um todo discutir os seus valores, o que lhe vai na alma. Esperamos que os poetas e pessoas da literatura estejam presentes. Haverá ainda violão e música (de conteúdo poético), com presença de vários convidados e desse dublé de violinista. Esperamos vocês por lá.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

SEPARAÇÃO DOLOROSA

Sempre pensei:
cultura e educação
devem caminhar juntos!
Antigamente havia
Ministério da Educação e Cultura.
A separação das pastas
foi ruim para os dois lados,
mas pior para a cultura.
A educação é vista
como necessária
e a cultura como acessória
por grande parte
da sociedade.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

BOAS NOVAS QUE VEM DA CULTURA

Quem esteve presente no seminário de encerramento do Curso de Gestão Cultural, parceria da Arcellor Mital com a Prefeitura de Monlevade, teve a oportunidade de ver a formação de um grande mosaico de opiniões, idéias, de formatações diferenciadas para vários tipos de propostas culturais. Desde projetos de circulação de livros e conteúdos, inclusive com a distribuição das obras selecionadas dentro de ônibus, idéia realizada com sucesso em Belo Horizonte, até a idéia da formação de agentes culturais, afinal, todo canto tem gente ligada à cultura que gostaria de colaborar e integrar uma grande rede. Boa também a idéia da criação de um site que valorize nossas ações e acervos e direcione quem está em busca de opções culturais . Outro bom projeto foi da utilização das praças para difusão de diversos conteúdos culturais como filmes, shows, oficinas, etc. Outra turma, apresentou projeto para difusão da cultura das coorporações musicais principalmente para as escolas. A turma de Alvinópolis apresentou um cronograma que primeiro procurará recuperar parte da memória perdida, seja através de registros históricos, seja por entrevistas com pessoas mais idosas ( memória oral). Depois partirá para a partilha desse conhecimento com escolas para debates e publicação de livro com esses debates e conclusões. Importante citar que haviam pessoas de João Monlevade, Rio Piracicaba, Barão de Cocais, Nova Era e Bela Vista , entre outras, contando com repórteres, fotógrafos, turismólogos, especialistas de diversas áreas, funcinoários da prefeitura, da Arcelor, professores, estudantes poetas e até vereadora, no caso a Dulcinéia, que inclusive compôs a mesa de autoridades. A certa altura fui avisado que teria de falar algumas palavras. Devo confessar que tenho facilidade para me expor por escrito, mas quando tenho de falar em público tenho dificuldades, as palavras vem aos borbotões e embolam na saída. Mas tudo bem, mesmo falando rápido e de forma coloquial, fui breve e dei meu recado. Contei sobre o quanto algumas conversas despretensiosas de internet acabam virando coisa séria depois. Mesmo antes de me mudar para Monlevade, costumava conversar com o João Carlos da Comunicação da Arcelor, isso desde que criei um jingle de natal para a empresa. Já na assessoria de comunicação da prefeitura, enviei email pra ele me colocando à disposição para ações conjuntas na área. Passaram-se alguns dias e ele retornou o email convidando para uma conversa sobre alguns projetos que a Arcelor estava trazendo para a cidade. Liguei para o Luciano da Fundação Casa de Cultura e fomos para a reunião. Lá, fomos recebidos pelo próprio João Carlos, pelo Nivaldo e por mais uma pessoa que nos foi apresentada: o Marcelo, da Fundação ArcelorMittal. O Marcelo nos apresentou projetos maravilhosos e nos passou o que precisariam. A partir daí, começamos a nos relacionar com o Nivaldo, um cara muito cordato, de fácil lida e grande eficiência. De uma maneira geral, tá sendo muito bom trabalhar nesses projetos e as coisas pelo menos ao meu ver estão caminhando muito bem. O clima no Seminário foi excelente. O Prefeito Gustavo Prandini teve um pouco de paz num ambiente altamente positivo . Para quem não sabe, ele tem o dom das letras. Gustavo aproveitou ainda para falar sobre o Concurso Literário "Valores da Nossa Gente". Lembrou ter participado do último realizado há 10 anos, quando foi inclusive premiado. E depois, anunciou em primeira mão o Sarau de música e poesia, parceria entre a Fundação Casa de Cultura e ao Santuário Bar, no Nova Esperança, cuja primeira edição acontecerá no dia 03 de setembro . A idéia é criar espaços para declamações, músicas, lançamentos de cds, livros, debates, bate papos com expoentes. Logo depois do seminário, ainda tive a chance de conversar com Luciano Roza que está curtindo merecidas férias. Ele me passou um monte de incumbências. De férias mais conectado, só que de chinelo de dedo e curtindo The Clash. Luciano é um sujeito muito centrado e temos tido um ótimo entendimento. Muito bom trabalhar com ele. Voltando ao seminário, só pecou por ter se alongado mais do que o recomendável. Mas os conteúdos compensaram. Engraçado que algumas palavras foram recorrentes como rede, interação, intergeracional e amor pela(s) cidade(s). Vamos por aí. Em breve teremos mais novidades sobre a cultura. Podem esperar!!! (OBS - Peço aos formandos do curso de gestão cultural que me enviem os projetos e me disponibilizem para postagem).