Estive num evento muito interessante promovido pela ACIMON com apoio da Prefeitura de Monlevade, da Câmara dos Vereadores e outras instituições do município, do estado e do pais para lançamento do PACE: Posto Avançado de Conciliação Extraprocessual, um projeto realmente revolucionário que pode melhorar e desafogar a tão atribulada justiça do Pais. Depois, quero até me ater ao assunto. Mas agora, não é disso que pretendo falar. Estávamos no Centro Educacional aguardando ansiosamente pelo inicio da palestra. Á minha frente estava o prefeito Gustavo Prandini, a Secretária do Trabalho Social, Cláudia Paiva e a presidente da Fundação Crê-Ser Cleusa Gomes. Do meu lado, o Secretário de Planejamento Ivo José, o Secretário de Meio ambiente e Advogado Cristiano Vasconcelos e o motorista Wilson. No banco logo atrás a companheira blogueira Eliane Araújo e esposo e um pouco mais atrás o atual presidente da AMEPI, José Maria Repolês, juntamente com um dos prováveis candidatos do PSDB, Lucien Marques. O evento estava bastante atrasado quando o mestre de cerimônias pegou o microfone para dar inicio ao evento:- Senhores e senhoras, nos perdoem o atraso, mas é que estávamos aguardando a chegada da Desembargadora Dra Marcia Milanez, mas como é NORMAL, o seu carro se encontra preso num congestionamento da BR 381. Nesta hora, nao pude deixar de manifestar minha indignação e coincidentemente, o atual presidente da AMEPI, José Maria Repolês veio e me deu um cutucão. José Maria, no início de seu mandato, levantou a bandeira da Duplicação da 381, mas de uns tempos pra cá parece que tem se sentido meio impotente também. Ele até me falou da ideia de uma pressão maior em Brasília, mas entre a teoria e a prática, existe uma grande distância. O evento prosseguiu, aliás muito instrutivo, com excelentes palestras e participações, mas a desembargadora não chegou, o que é NORMAL também. Muitas vezes as pessoas ao constatar que o congestionamento tende a não se desfazer tão cedo, retornam pois percebem que não será possível chegar à tempo. Eu mesmo já fui vítima de situação parecida, quando tinha reunião em uma importante multinacional, deixei a diretoria esperando e perdi o cliente. Lembrei-me de uma passagem do livro do escritor monlevadense Raphael Godoy, onde ele trata das normoses, situações muitas vezes trágicas, que pela repetição, consideramos normais em nossas vidas. Assim, quando morre uma família na 381, a gente lê e nem se sensibiliza, mas considera normal. A não ser que seja alguém da nossa família. Mas aí fiquei pensando comigo. Bom, já tentei contato com a ONU e me sugeriram procurar o Ministério Público e entrar com ação. Mas sou apenas um cidadão. Eu sozinho contra o estado? Não sou louco. Mas quem sabe o PACE? Será que podemos chamar o DNIT, o GOVERNO FEDERAL para sentar numa mesa e tentarmos uma conciliação? Será que o governo topa assinar um documento em que se compromete a finalmente tirar essa obra do papel? Embora que como diz o ditado, papel aceita tudo. Quem entrar no meu insignificante blog e pesquisar lá em cima a palavra 381, vai perceber quantas e quantas vezes já houve o comprometimento do governo, seja por intermédio da mídia, seja por declarações formais, entrevistas coletivas, videos e tudo continua na mesma.
domingo, 11 de março de 2012
sábado, 10 de março de 2012
MONOCULTURA É UM SACO
Há tempos me perguntam porque eu não gostava de música sertaneja. Ora, ora! Não tenho nada contra o gênero. Eu não aguento é monocultura. Mas até que ultimamente o cerco fakaipira deu um tempo. Mas a partir do momento em que começar a temporada das cavalgadas, vem uma invasão de duplas. Com certeza deve aparece uma dupla nova da moda. Pode ser Patrick e Zé Renato, João Pedro e Luiz Fernando ou uma dupla de nome engraçado tipo João Goiano e Pardal, Messi e Riquelme, vai saber...Mas vou contar uma coisa para vocês. Monocultura mesmo vem por aí...quer dizer, já é. Em todos os cantos em que vamos a única conversa é a política, isso em todas as cidades. E olha que ainda estamos há 7 meses da eleição. Isso significa que o público está politizado? Sei não! O povo é chegado é num disse-me-disse, num barraco, num escândalo. Se tiver pimenta, se tiver babado, aí sim o povo gosta. No fundo, a maioria encara a política como quem torce para equipes de futebol. Escolhe um time, pega a bandeira, torce e retorce. Vão ser duros os próximos meses para quem quiser colocar outros assuntos nas pautas de discussão. Só vai dar política, política e política. Se eu aprecio? É claro que gosto, que converso, que debato, que colaboro como posso, mas...não tenho paciência é com monocultura. Mas sei que não tem jeito, que é assim mesmo. E olha que daqui a pouco vem a copa do mundo. Aff...
VOCÊ OUVE MÚSICA MESMO?
A pergunta tem pertinência. A questão é que, com o advento da internet, dos notebooks, dos I pads e dos Ipodes crer da vida, o povo passou a ouvir um arremedo da música. Eu explico. Aquele som que sai das caixinhas dos notebooks não é som. Aquilo é uma casca de som. Não tem baixo, não tem nuances, não tem tridimensionalidade, não tem nada. Como se não bastasse a reducionismo dos mp3, tem essa questão da falta de exigência que vem com a cultura vapt-vupt dos tempos internéticos. A maioria ouve música no note mesmo do jeito que dá...mas é como eu disse...um sozinho insosso, que não tem ambiência, não envolve, não tem o efeito que a música em toda a sua plenitude provoca. Aliás, embora eu goste da cultura dos video-clips, prefiro ouvir a música pura e deixar o cérebro criar as cenas. Agora, se você tem um som com capacidade de separar e equalizar bem os graves e agudos, se tem um fone bacana que lhe traz a fidelidade total, considere-se um felizardo. Ouvir música boa com qualidade é um dos maiores prazeres dessa vida.
quarta-feira, 7 de março de 2012
POESIA FLORAL de MARIA DAS GRAÇAS GOMES
A poetisa Maria das Graças Gomes me presenteou com o seu livro Antomania, que para quem não sabe, significa Mania de Flores. A moça já editou 7 livros e está com dois projetos no forno. Segue abaixo uma das poesias do livro, uma das que colhi nas páginas-canteiro-jardins da poetisa. Ela faz cinema com a escrita. enho certeza que vão gostar.
SENDA
Cada manhã que tu vens,
neste rito incansável,
trazes o calor dos sóis
que o tempo inexistente ocultou
(pardal, meu pequenino visitante, que descobriu-me
pelo vidro quebrado da vidraçak
pelo vão do meu descuido!)
Pelo ato da tua ousadia
abriste em mim
um vão maior,
um vão do azul outrora
como um flash
na ingrata memória
(ingrata por fechar, lacrar em si
os meus bens maiores)
Este teu ritmo que a ti foi cedido
por alguém de teus antepassados,
talvez quem sabe,
em grata coincidência
por aquele que conviveu
com a menina
que não conhecia
a prisão dos sapatos
e que dava nomes às brisas,
pelo vitral quebrado,
trouxe a destrava
a chave que alarga
os vãos azuis.
Toca cada objeto da cozinha,
da sala, do quarto com teu bico ingênuo.
Faz de poleiro a imponência das cadeiras,
dos sofás, dos quadros e enfeites.
Traz no toque do teu bico
o natural, o simples,
o perdido,
Brinca com teus pés
na opulência das cortinas
que mascaram as janelas.
Salpica com tuas fezes
qualquer vestígio
de orgulho e arrogância
impostos nos objetos
Talvez teu toque, tuas fezes,teu bico,
tua ingenua sabedoria
possam transformar
o que há muito
perdeu a magia
segunda-feira, 5 de março de 2012
PRA ONDE VAI A MÚSICA?
Estava aqui pensando, procurando projetar um futuro para a música. É formidável o acervo acumulado, isso levando em consideração apenas à música brasileira. Se formos colocar no balaio a música americana e do resto do mundo, teremos números realmente estratosféricos. Mas se considerada apenas a música brasileira, já pensaram nas nossas memórias carnavalescas? São milhares de sambas e marchinhas. E a MPB? Quantos artistas surgiram e levaram a "sigla" ao mais alto nível? E a música sertaneja? Por mais preconceitos contra o estilo, em certa medida trata-se de um movimento legítimo, pois somos um país sertanejo onde o matuto, o caipira ocupa lugar de destaque. Tem o Rock Brasileiro também, que deu suas primeiras guitarradas com a Jovem guarda, mas também já foi progressivo, flower power, soul music, até desaguar no período fértil da década de 80, quando o Rock Brasil teve o comando das paradas. Mas só que nesse tempo, os vinís e depois os cds tornaram-se elementos de fetiche, de colecionadores mesmo. Vieram os anos 90 e a internet mudou a forma de ouvirmos música. Por um lado, os novos tempos acabaram matando uma tendência que era cruel com os artistas, da necessidade de lançar sempre uma música nova, acabava fazendo com que as músicas anteriores fossem eclipsadas pelas novas. Era até uma imposição do mercado, pois havia a necessidade de lançar novidades todos os dias. Com a internet, houve uma tendência de pulverização. Principalmente a juventude, tendo liberdade de escolhas, passou a agir de forma antropológica, pesquisando as raízes das músicas, ouvindo principalmente o rock na sua orígem. Com isso, deixou de existir apenas a ditadura das novidades. Bandas que estavam esquecidas, quase em estado de aposentadoria, retomaram suas carreiras e começaram a lotar estádios pelo mundo afora. No entanto, nada de lançar trabalhos novos. No Brasil RPM, BLITZ e OUTROS não conseguiram voltar com tanta força e bandas como Paralamas, Barão Vermelho, Kid Abelha, O Rappa, Charlie Brown Jr, entre outras, há muito também não lançam nada de novo. Talvez apenas o Capital Inicial tenha se mantido mais na ativa. Da nova geração, poucas referências para a meninada. Talvez a Baiana Pitty e os cariocas do LOS HERMANOS. Em tempos internéticos, o que vemos é um número enorme de bandas, a maioria nas garagens. Com a ascensão das classes C e D, as rádios e gravadoras resolveram apostar todas as suas fichas no potencial de consumo das classes emergentes. Com isso, a chamada música popular, ou popularesca como queiram, ocupou todos os espaços e os outros gêneros foram relegados ao underground. Ai, ficamos nós meio que reféns das nossas memórias musicais, fazendo comparações entre o que era feito antes e o que é produzido hoje, com severas críticas com relação aos conteúdos, mas maravilhados com as possibilidades da tecnologia. Uma coisa é certa. Hoje é mais fácil divulgar, mas muito mais difícil massificar, já que a concorrência é quase infinita. Não sei se passamos por uma grande entre-safra criativa ou se as coisas que tem conteúdo são preteridas, para que a mediocridade possa reinar absoluta. Bom, pelo menos tem a internet para nos salvar...
NÃO VAMOS NOS DISPERSAR
A esquerda unida tem grande chances. Já dividida tem chances, mas elas diminuem bastante. A última eleição foi decidida por uma margem pequena de votos. A conta de que o partido x tem tantos votos garantidos funciona na teoria, mas na hora do vamos ver todos os votos são importantes. A direita quer convencer o pessoal de que esquerda e direita não existem mais. É um afirmação malandra travestida de modernidade. Os agentes dessa direita tentam seduzir alguns agentes da esquerda com elogios, bajulações e benesses. É preciso que a esquerda, aquela que dizem que não existe mais, se conscientize de seu papel e não caia no conto do vigário - ou dos vigaristas. Novamente recorro ao grande Pmdebista Tancredo Neves: não vamos nos dispersar!
domingo, 4 de março de 2012
FEMEN - ISSO É QUE É MOVIMENTO POLÍTICO
Pois é. Trata-se de um movimento na Rússia onde as mulheres estão tendo a atitude política de deixar os seios à mostra para protestar contra o que classificam como desmandos da política de Putin. Elas protestam também contra a condição da mulher, contra a prostituição e todo tipo de discriminação. Vale à pena dar uma olhada no site http://femen.livejournal.com/. Tem muito mais fotos lá. Agora. Já imaginaram se a moda pega por aqui? Já temos uma mulher como presidente, várias mulheres ocupando cargos importantes...e,,,.vamos e venhamos, nossas mulheres tem mais peito. E quanto não tem, botam silicone...
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