Eu me mudei para BH em 1985. Durante muito tempo, fui para Alvinópolis todos os finais de semana. Desde essa época, sempre nas temporadas políticas apareceram promessa de duplicação da BR 381. Mas imagino que as promessas até antecedem minha mudança para a capital. E dá-lhe plaquinhas nas estradas anunciando obras, tratores aqui, maquiagens ali e o povo como sempre engalobado. Viajar pela rodovia sempre foi um espetáculo sangrento. Muito difícil uma viagem limpa, sem avistarmos carros amassados e panos sobre corpos inertes. Nem sei qual a estatística desse tempo todo, mas creio que mais de 10 mil pessoas deve ter perdido a vida na rodovia assassina, sem contar os acidentados, sequelados, prejudicados por essa monstruosidade. A omissão governamental para com essa obra tão vital para o povo da nossa região é inonimável. Parece não se esgotar o repertório de desculpas para adiar, adiar e adiar a duplicação. Desde a corrupção descoberta, licenças ambientais e ultimamente até a possibilidade de sitios arqueológicos ou paleontológicos servem como justificativas para a não realização das obras necessárias. Não isento nenhuma esfera de culpa. Os governos federais não fazem. Os governos estaduais se omitem, com a justificativa de que o problema não é do estado. E os governos municipais também se omitem, também com o argumento de que rodovia é fora de sua área. Se esquecem que as pessoas que transitam pela rodovia moram nas cidades. Que vergonha para nós cidadãos, que votamos em políticos que viram as costas para as nossas necessidades mais básicas e que não temos força suficiente para fazer com que cumpram suas funções de nos garantir o direito a vida, à segurança, ao bem estar. Hoje pela manhã, conversava com o vocalista e baixista da banda Rose in Black de João Monlevade. Ele me mostrou uma letra de uma música. Na letra ele falava que o número da besta não era 666, mas 381, um demônio ceifador de vidas, que espera nas curvas, que dilacera famílias, que tem como adoradores senhores engravatados sem alma e sem piedade. Pra exorcisar esse demônio, precisaremos bem mais que de orações. Embora algumas atitudes tenham sido tomadas, embora tenhamos feito shows com artistas, embora várias manifestações tenham sido feitas,embora os jornais tenham dado destaque, embora até a globo tenha enviado o jatinho do JN, precisamos de algo mais forte. A ONU respondeu email sugerindo que impetrássemos ação no ministério público. Aí eu pergunto aos advogados: isso funcionaria? E se o governo fosse obrigado a indenizar as vítimas por negligência? Mas o ministério público também não é governo? Não sei! Será que vamos esperar um pai, uma mãe, um filho, um ente próximo pereçam para nos sensibilizarmos com a situação e fazermos alguma coisa? Será que só um dia de fúria coletiva resolverá a questão?
domingo, 8 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
BEATLES FOREVER - RESENHA
Já na tarde da quinta, pelos burburinhos a gente desconfiava que haveria um bom público. Passamos um dia ultra corrido, parecia que não daríamos conta, tantas eram as tarefas a cumprir, mas deu tudo certo e super valeu à pena. Alguns atropelos de produção aconteceram, mas percebidos por poucos. O público foi excelente. Tinha pessoas de várias gerações, um público extremamente ordeiro, interativo, valeu pra caramba. Eu tinha alguns temores. O repertório não era exatamente dedicado ao yê-yê-yê e a maioria dos Brasileiros conhecem os Beatles da Jovem Guarda. Só que a ideia do BEATLES FOREVER era tocar músicas representativas de várias fases, para quem realmente conhece a banda. Antes do show começar, passamos um vídeo contextualizando o projeto 5ª Cult, o Beatles Forever, com agradecimentos aos patrocinadores (tivemos um problema- a imagem do vídeo sumiu do telão, mas já quase no final.) A banda entrou bonita no palco, predominando a cor preta. Na primeira música já deu pra perceber que a tocaria Beatles à sua maneira. Tocou "I wanna hold your hand". mais lentinha. Eu não tinha ouvido a Maria cantando até então. Foi segura e afinada. Depois desfilaram pérolas como "Yesterday", que ficou meio jazz com a voz adocidada de Clara Albuquerque. "Help" ficou muito interessante também.com batera ousada e um andamento de jazz no meio. "Lucy in the Sky with Diamonds" ficou muito boa com a dobradinha Sanny e Débora Barcelos. Mateus Xavier arrepiou com "Something", João Freitas fez uma participação de última hora muito bacana. Tocou com o corpo e com a alma. Helter Skelter ficou muito legal também com a Débora mandando ver no vocal rocker, Hello Goodbay foi com o charme da banda "The Travel” sozinha no palco. A cozinha também esteve muito bem. Três Bateristas se revezaram nas baquetas. André Freitas, Fábio Sartori e Iago. No baixo, só deu Willan "Silvio Santos" Vítor. Nas guitarras, Mateus Xavier, Daniel Bahia e Bruno Soares. No teclado, Vinícius Ferreira. O Bruno Soares também cantou, regeu, falou, brincou, tocou violão. Bacanérrima a participação do Aggeu. O sujeito chegou a um grau de perfeição fenomenal, é um compositor de mão cheia e um dos maiores “Beatlelogos” do planeta. Sua presença já foi um prêmio, suas palavras precisas foram bastante estimulantes para todos. Muito bacana também a participação dos pais, aliás, tinha gente de todas as gerações. Foi tudo uma grande loucura, pois é sempre difícil ensaiar uma banda tão grande e conciliar horários, ter pontualidade e comprometimento. Por isso, devemos reconhecer o esforço do Bruno Soares, que apesar das dificuldades, conseguiu o milagre de fazer funcionar e bem. Gladevon Costa também foi fundamental, com seu senso prático e disposição. Carla Lisboa é uma pessoa fantástica, organizada, calma no trato com as coisas e com as pessoas. Bruno Leal também tem sido pau pra toda obra. Eles fizeram umas performances no evento. Eu tava até pensando aqui. Aqueles dois foram espertos. Grande parte do público estava sentado nas cadeiras. Uma parte, de pé, mas todos parados e assistindo. Já o trio Bruno Leal, Carla Lisboa e Ana Clara, como estavam fazendo uma performance, tinham liberdade pra dançar, pular, brincar, fazer bagunça. Agora eu saquei vocês, viu? Mas só pra finalizar, a turma que participou foi sensacional. Só almas boas. É obvio que teve erros. Alguns reclamaram que faltaram algumas músicas mais conhecidas. Teve um que me falou: - faltou aquela música “Menina linda eu te adoro” e outras que tocavam nos bailes. Ai falei pra ele que o repertório dos Beatles é enorme e a produção pinçou músicas representativas de várias épocas.O importante é que os artistas configuraram um clima e este clima foi positivo do início ao fim. Tivemos inúmeros problemas de última hora, mas temos amigos, todos vão se ajudando e a coisa vai. Agora é fazermos um balanço vermos que funcionou e o que não funcionou e programar o próximo, que será um tributo à tropicalha. Só uma curiosidade. Fui abordado por várias pessoas ontem sugerindo: Raul Forever, Rita Lee Forever, Queen, Pink Floyd, Clássicos do Rock. Temos muito material para trabalhar.( escrito na 381 -dentro do ônibus Gontijo – Almenara-BH – as 10:00 da manhã da sexta-feira).
quarta-feira, 4 de abril de 2012
BEATLES PARA SEMPRE ( antecipando a coluna do Bom Dia)
VEJAM O VIDEO DE DIVULGAÇÃO...
DEPOIS LEIAM O TEXTO QUE FOI PRO BOM DIA DE AMANHÃ.
Quer dizer...se o Dimdão não censurar...
Fico imaginando o tanto de bandas que tocava Beatles na região nas décadas de 60/70. Em Alvinópólis tínhamos uma banda fantástica chamada “Os Morcegos”. Os caras se vestiam a caráter e mandavam muito bem. Eram os tempos da jovem guarda, movimento musical que sem dúvidas foi inspirado pelos Beatles. O que seria de Roberto e Erasmo e Renato e seus Blue Caps, não fossem os hits de Paul, John, Ringo e Harrison. O mais impressionante é que depois de tanto tempo, os Beatles continuam encantando as novas gerações. Prova disso é que teremos esta noite no Sindicato um pouco da magia da banda que mais influenciou a música pop em todos os tempos. O repertório do show contemplará as diversas fases dos Beatles, desde o Yê-yê-yê inicial até a psicodelia, do romantismo até alguns prenúncios de rock pesado. O show faz parte do projeto 5ª Cult, uma realização da Produtores Associados com apoio da Prefeitura de João Monlevade, Casa de Cultura e Sindicato dos Metalúrgicos de João Monlevade. Na produção musical está o polivalente Bruno Soares. Quando começamos a pensar em fazer um 5ª Cult em homenagem aos Beatles, Brunão surtou e falou: - nossa, que projeto delicioso. Podemos montar uma banda só com músicos fanáticos pelos Beatles. Eu conheço muitos que adoram as músicas dos caras. Em princípio eu havia pensado em convidar bandas pra tocarem as músicas das suas maneiras. Cada uma ensaiaria umas 3 músicas, convidaríamos umas 5 bandas e pronto. Mas o Bruno, todo entusiasmado começou a montar o quebra cabeças, conversou com os músicos e o negócio evoluiu do jeito dele. Como o 5ª Cult tem mesmo esse espírito de laboratório, de experimentar formações e abrir vitrines, dei corda pro Brunão e o comprometimento da turma tem sido admirável. Vários músicos da nova geração de artistas monlevadenses vem ensaiando exaustivamente e ocuparão o palco do sindicato pra dar o máximo. São músicos das bandas Audio-Funcho, The Travels, Infocus, Umbigo, Desarme, além de outros que não fazem parte de bandas, mas que amam os Beatles. Todos estão ansiosos pelo show e o resultado poderá ser conferido logo mais no sindicato. As entradas custarão 10,00 e a meia entrada custa 5,00. As mesas podem ser adquiridas por antecipação na República Literária por 30,00. Mais informações pelos telefones 88151041 e 87578333. Só para que tenham ideia da turma que estará envolvida com o evento, teremos André Freitas na bateria, Maria Cecília, na guitarra, gaita e vocal, Willian Vitor no baixo e vocal, Jamerson e Daniel Bahia nas guitarras, Matheus Xavier na gaita e guitarras, Clara Albuquerque, Débora Barcelos, Bruno Leal, Julio Sartori e Sammy Lima nos vocais, Iago nas percussões, Vinicius nos teclados. A produção executiva é de Carla Lisboa e produtores associados. O BEATLES FOREVER e 5ª CULT agradecem a Bio Extratus Cosméticos Naturais, Motel Hawai, Ludor Soluções Tecnológicas, Sollar Imóveis, Livraria e Papelaria Kennedy, Ótica do Toninho, Jornal Bom dia e sites Cidade Mais e Última Notícia, rádios alternativa e comunicativa FM, Floricultura São José, Flávia Núbia Fotografias, República Literária e Daniel Bahia Escola de Música. Por causa dos parceiros é que o Beatles Forever vai acontecer. Tudo vem sendo preparado com muito cuidado para que seja uma noite inesquecível. A gente se encontra lá.
OS BEATLES BATERAM TODOS OS RECORDES
Recorde dos Beatles na parada Billboard completa 48 anos
Há exatos 48 anos os Beatles se tornaram o único grupo da história a dominar as cinco primeiras posições da parada Billboard. No dia 4 de abril de 1964, a música "Can't Buy Me Love" da trilha sonora do filme "A Hard Day's Night" e parte de disco com mesmo nome estava no topo do ranking, seguida por "Twist and Shout", "She Loves You", "I Want to Hold Your Hand" e "Please Please Me". Até hoje, nenhum artista se aproximou da marca alcançada pelo quarteto britânico. O rapper 50 Cent foi o que mais chegou perto, ao emplacar três músicas entre as cinco melhores no ranking, em março de 2005: "Candy Shop" (na primeira posição), "How We Go" (em quarto lugar) e "Disco Inferno" (em quinto). Ao longo de sua carreira, a banda formada por George Harrison, John Lennon, Paul McCartney e Ringo Starr teve 20 canções no topo das paradas, recorde ainda não superado. "Can't Buy Me Love" reinou na Billboard por cinco semanas consecutivas e foi a terceira música seguida do grupo de Liverpool a chegar ao topo. Outro recorde que permanece: nenhum artista ou grupo conseguiu emplacar três canções consecutivas na primeira posição das paradas. Quer mais? Então não perca o BEATLES FOREVER, que acontecerá no sindicato nesta quinta à noite.
terça-feira, 3 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
ULTIMAS CULTURAIS
INFOCUS e MR CATRA
Fiquei sabendo que foi um sucesso o show do funkeiro, com abertura do Infocus. Curioso que o sr Catra seja sucesso com um público diferenciado, que paga caro para ver seus shows. Conversei com o amigo Marquinhos do Infocus e ele me falou que se tivesse pelo menos um terço do que o cara carrega em objetos de ouro e prata, estaria rico. Mas o que importa é que o Infocus estreiou novo show e o "papai" fez a alegria da "garotada".
BOLA FORA
Sempre elogiei a força dessa galera que produz festas em João Monlevade. São extremamente competentes e organizados. Porém, desta vez houve um detalhe negativo e aproveito para fazer uma crítica construtiva. Montaram uma tenda de divulgação perto do Banco Santander, mas deixaram muita, mas muita sujeira para trás. Saíram e deixaram milhares de folders espalhados pela rua e por uma boa extensão da av Getúlio Vargas. Que tal pensar nisso para os próximos eventos.
UMBIGO TRIO
O Umbigo Trio prepara o seu primeiro CD. Existe grande chance da banda fazer sucesso com suas músicas instrumentais viajandonas, cinematográficas. Esta semana conheci um trabalho instrumental, também de Rock Instrumental. Trata-se da belorizontina Dibigode. Eu gosto mais do UMBIGO TRIO.Se bem que o Dibigode investe em outras sonoridades e o Umbigo é rock puro.
BEATLES FOREVER
Tudo pronto para o show com as músicas maravilhosas do quarteto de Liverpool. A produção musical é do guitarrista, cantor, sonoplasta tudista Bruno Soares e os últimos retoques estão sendo providenciados. É a 4ª Edição do 5ª Cult. O próximo será em homenagem à Tropicália.
domingo, 1 de abril de 2012
AUDIO FUNCHO no UMES
Ontem percebi que, além das músicas próprias diferenciadas, da sonoridade meio 70, meio psicodélica, o Audio Funcho tem outras potencialidades a serem exploradas. Engraçado que cheguei atrasado ao show da banda que aconteceu no Centro Educacional, durante o congresso da UMES- União Municipal dos Estudantes Secundaristas de João Monlevade. Uma correção. Não cheguei atrasado. O show é que foi antecipado por causa de alguns problemas que aconteceram. Mas lá chegando, dei de cara com uma galerinha com idades entre 13 e 17 anos curtindo o show de forma muito participativa. Infelizmente, quando cheguei a banda já estava tocando a segunda saideira(rs). Mas enquanto a banda desmontava o equipamento, a galera continuou pedindo e o vocalista Bruno Leal teve de fazer a última só de violão e voz e lascou Pais e Filhos do Legião Urbana. A meninada cantou junto. O Curioso é que a maioria presente nem tinha nascido quando a música fez sucesso. Mas as músicas que caem no imaginário, persistem por muitos e muitos anos mesmo. Pois bem. Mas chegou um momento em que tinham de terminar o show e assim foi feito. Foi aí que revelou-se um outro aspecto que eu não havia percebido antes. A imagem do Bruno Leal é forte no palco e o público teve uma identificação imensa. As meninas subiram ao palco querendo tirar foto com ele. Até os marmanjos queriam ser fotografados junto ao novo astro. Acho que nem o Bruno imaginava que isso aconteceria. O restante da banda parecia nem ser percebida. O público só mirava no Bruno. Tá certo que isso quase sempre acontece com os vocalistas, que são o centro das atenções, mas o negócio foi um pouco além. O garoto teve o seu dia de galã. Foi um laboratório interessante junto a um público muito jovem, mentes virgens ávidas por bons conteúdos. A próxima apresentação do Audio Funcho será no intervalo cultural da Funcec. Quanto a UMES em si, estive conversando com Luando Abreu, do PC do B, que coordenou esse encontro de fundação da instituição. Ele estava um pouco estressado por alguns contratempos, mas feliz com os resultados. Houve palestras com autoridades e lançamento oficial da UMES - Monlevade.
Assinar:
Postagens (Atom)




.jpg)