quinta-feira, 24 de maio de 2012

MONLEVADENSE PARTICIPA DA BIENAL DO LIVRO de MINAS

O Escritor Monlevadense Ledinilson Ribeiro representa Monlevade na Bienal do Livro de Minas. O curioso é que lança o seu livro portais, que tem abertos os "portais" do mundo. pra ele.Trata-se do primeiro livro de uma trilogia, que conta a história de um grupo de universitários que tinham uma vida perfeita na cidade Ouro Preto – MG, quando descobrem que descendem de clãs superpoderosos. Reféns dos seus destinos, eles se unem à filha de um grande inimigo para tentar abrir os Portais, antes que alguém o faça e coloque a humanidade em risco. Para isso, terão que juntar as peças de um grande quebra-cabeça, enfrentando os desafios impostos em suas vidas e ao mesmo tempo desenvolver seus poderes.


Os personagens dessa trama vão percorrer diversos países – Brasil, Canadá, Bélgica, Holanda, França e República Tcheca – em busca de pistas para os Portais e com a companhia de guardiões que, a princípio, teriam a missão de protegê-los, mas...


Portais leva o leitor a viajar para outros mundos, decifrando enigmas e mistérios. A proposta do livro é inquietar o leitor, com uma narrativa repleta de ação, suspense, mistérios, grandes amores, fortes amizades, traições e descobertas.

Bienal do Livro de Minas – 26  de maio (sábado), de 10h às 21h. 
Autor – Ledinilson Ribeiro Moreira
Quantidade de páginas: 316 / ISBN: 9788591153503
Preço Especial na Bienal: R$25,00

Site - www.portaisolivro.com.br 



Sobre o autor
Nasceu em João Monlevade, Minas Gerais. Morou durante anos em Ouro Preto, Recife e, atualmente, vive em Belo Horizonte. Teve a oportunidade de conhecer todos os países onde foram encontradas as chaves dos Portais – Canadá, Bélgica, Holanda, França e República Tcheca.

É formado em Computação, com MBA em Gestão Estratégica de Negócios, possui passagem pelo Mestrado em Telecomunicações no Inatel-MG e intercâmbio em Toronto, no Canadá. Atualmente é professor na instituição de ensino Utramig, em Belo Horizonte, e gerente comercial na empresa Microcity.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

ENTREVISTA COM A PRODUTORA SAMIRA LIMA

Tive a hora de entrevistar  a produtora SAMIRA LIMA, que balançou a cena cultura de João Monlevade durante um bom tempo. Suas produções, principalmente no Sindicato dos Metalúrgicos, foram importantes até para a configuração da cena atual. Muitos artistas que hoje figuram na cena musical monlevadense começaram nos eventos montados pela Samira, principalmente os Tributos, onde os artistas mergulhavam nas obras de artistas conhecidos e faziam de um jeito todo especial. Samira contou um pouco da sua história, falou  das dificuldades em produzir cultura, abriu um pouco o seu coração. Mas chega de introdução. Fiquem com a entrevista. 

MARCOS MARTINO: Você passou uma temporada aqui em Monlevade, marcou a produção cultural na cidade e depois partiu para o Rio de Janeiro. Você é de onde? Conte um pouco a sua história.

SAMIRA LIMA:  Sou de São Paulo-capital, uma paulistana atípica, como diz o João Freitas ai de João Monlevade. Sou do Brasil, já passei pela Bahia, Paraná, Minas e agora virei uma carioca de coração. Trabalho com produções há aproximadamente 15 anos, mas foi em 2009, ai em João Monlevade que decidi caminhar como sempre digo, em carreira solo, produzindo do meu jeito, como sempre pensei que devia ser. E conheci pessoas talentosíssimas e companheiras aí em João Monlevade, como a Carla Lisboa, que foi e é uma das grandes parcerias e descobertas ai na cidade.

MARCOS MARTINO: Conte um pouco sobre os eventos que fez em Monlevade.

SAMIRA LIMA: Minha intenção sempre foi conhecer e valorizar os artistas locais, e fazer com que a comunidade conhecesse tantos que estavam escondidos nas esquinas, quintais, igrejas, fazer acontecer mesmo. Iniciei com o teatro, e foi quando conheci o pessoal da Cia. Salto, e começamos a ensaiar o musical infantil OS SALTIMBANCOS, e foi uma grata surpresa, ver tanto talento junto. Foi quando conheci a Carla, que tb é atriz e atuou no espetáculo e a convidei pra ser  parceira nos projetos e eventos. Aí partimos para os tributos onde misturávamos teatro, musica, arte plásticas. E sempre com a casa cheia e boas críticas..

MARCOS MARTINO:O que diz sobre os artistas locais?.


SAMIRA LIMA: Uma única palavra define os artistas locais de João Monlevade: GUERREIROS, e claro talentosíssimos

MARCOS MARTINO:Qual é a sua dinâmica de trabalho?

SAMIRA LIMA: Ainda estou trabalhando de forma auto sustentável ou independente,  mas agora com mais visibilidade do meu trabalho, venho conseguindo apoios e patrocínios com mais facilidade, e os artistas com os quais trabalho entendem esse mecanismo, dai estou conseguindo levar adiante.

MARCOS MARTINO: Quais foram as suas maiores dificuldades para produzir cultura em João Monlevade?

SAMIRA LIMA: A maior dificuldade sem dúvidas foi a falta de apoio local, tanto de empresários como até mesmo dos próprios artistas. Sentia muita falta nos eventos dos ativistas culturais locais. Sentia falta da união da categoria ir mesmo, prestigiar. Acredito que a união é a base e não as ditas "picuinhas"

MARCOS MARTINO: Já ouvi pessoas falando que o público monlevadense é generoso. Também já vi artista dizendo que é indiferente, não aplaude, não se manifesta. O que você acha do público monlevadense?

SAMIRA LIMA: Acho um povo carente de informações, mas muito generoso, aplaude sim e é bem receptivo. Se tiver a informação e  união vai cada vez mais estar presente nas manifestações culturais da cidade.

MARCOS MARTINO: Você trabalha criando e produzindo eventos e também empresariando artistas. Quais são os projetos que em que está trabalhando no momento e quais são os artistas que você vende no momento?

SAMIRA LIMA: A grande verdade, Martino, é que esse ano pensei muito em parar de produzir. Fiquei 6 meses meditando sobre seguir ou não. Amo o que faço e produzir é minha paixão, mas como vou pelo lado mais difícil (cenário independente), ai complica as coisas, ficam difíceis, não tem apoio, patrocinio, os próprios artistas não tem como investir na sua carreira. E estou com a produção da Marcia Lisboa (desde 2010), trabalhando seus shows, mas é uma parceria que fiz diretamente com a artista(existe o investimento do artista). No segundo semestre começo um projeto com o Grupo Samba na Sola, e a cantora Aline de Lima que tem uma carreira sólida na França e vem fazer o lançamento no Brasil,  e pretendo levá-la tb no Projeto Pulsação. Quanto a projetos, estou estudando algumas propostas.

MARCOS MARTINO: Você está trabalhando a ponte Rio-Monlevade. Isso quer dizer mão dupla, né? Quer dizer, trazer artistas cariocas pra tocar em Monlevade e também abrir espaço e vitrine para os artistas de Monlevade tocarem no rio? Pra isso o que as bandas tem de fazer?

SAMIRA LIMA: Esse na verdade é uma ideia antiga minha e de Carla. Quando começamos em 2009 fazer as produções já pensávamos nisso e dia desses conversando pelo facebook, esse assunto voltou a tona. Como já trabalhamos juntas aqui no Rio tb, e sabemos que a parceria dá certo, ela tomou a decisão de reativar esse grande sonho. É importante deixar bem claro que o Projeto Pulsação é uma iniciativa da Carla, mas claro vou fazer esse intercâmbio. Artistas que queiram participar desse intercâmbio é só procurá-la. Mas quero deixar registrado que o teatro é um grande foco no projeto Rio-Monlevade.

MARCOS MARTINO: O que tem a dizer sobre a Márcia Lisboa, que canta no dia 24 aqui em Monlevade?

SAMIRA LIMA: O trabalho da Márcia é sensacional. É uma cantora internacional, que foi bem recebida pelas plateias mais exigentes do planeta. É um privilégio trabalhar com ela .

MARCOS MARTINO: O que você recomenda para os artistas para difundirem seus trabalhos? As rádios ainda são os únicos caminhos ou a internet já se impõe como nova mídia preferencial?

SAMIRA LIMA: Sem dúvidas a internet é a preferencial, mas o caminho é o artista investir nele mesmo, tem que ter uma boa gravação, um bom áudio, vídeo de boa qualidade. Tem que cuidar de sua imagem nas redes sociais, e valorizar principalmente o profissional que vai correr paralelamente com o artista que é o Produtor. O artista precisa  valorizar o produtor.

MARCOS MARTINO: Você foi uma espécie de pioneira aqui em Monlevade,  juntou pessoas nos eventos que fez que continuam trabalhando juntas até hoje. Uma geração inteira muito bem trabalhada,  todos  com alta musicalidade. Você apostou no potencial da garotada e hoje, são talentos consolidados. Uma pessoa que eu sempre via do seu lado era a Carla Lisboa. Imagino que ela tenha tido um papel importante naqueles eventos. Conte um pouco da história dessas pessoas que foram parceiras nas suas produções por aqui.

SAMIRA LIMA: Fico feliz por esse reconhecimento e pode ter certeza o carinho e respeito pela cidade é retribuído. Carla foi e sempre será uma parceira fiel e competente, mas tem pessoas muito importantes que não posso deixar de citar aqui em forma de agradecimentos. Markus Camara da Cia. OSalto, um grande amigo, talentosíssimo. MArcela Barreto da Cia OSalto, que fez a melhor Galinha dos Os Saltimbancos que já assisti, grande artista, Quirino do Sindicato dos Metalúrgicos que acreditou em Samira Lima e prontamente abriu as portas do sindicato para nossos artistas,João Freitas, músico de qualidade, que como sempre me diz, "Samira Lima me tirou das trevas", produziu todos os eventos de tributos e hoje sinto orgulho do crescimento profissional dele.

MARCOS MARTINO: Eu perguntei lá atrás de onde você. Então...pra onde você vai? O que projeta para o seu futuro? Tem os projetos que já estão na forma...e imagino que tenha outros...

SAMIRA LIMA: Então vamos viver o aqui e agora, e hoje, estou empenhada no Projeto Pulsação, temos muita coisa boa por vir, que vai agradar Gregos e Troianos, e devagar e sempre chegaremos lá....

MARCOS MARTINO:  Deixe um recado para os artistas,,,

SAMIRA LIMA: NUNCA DESISTAM DOS SEUS SONHOS. Invistam nas  carreiras, na imagem, ouçam seus produtores, afinal são eles que caminham juntos. O sucesso do artista é sem dúvidas o sucesso do seu produtor.

MAAFIA X PIRATARIA

Quem lê de relance pensa logo num embate épico entre duas importantes instituições marginais do planeta. Mas não é exatamente o que parece. Quem leu direito percebeu que existe um "A" sobrando. MAAFIA é uma sigla que representa a combinação entre as associações das indústrias de música e filmes nos Estados Unidos. Significa “Associação das Indústrias de Música e Filme da América”. Estas indústrias acreditam que compartilhar arquivos na web é o crime mais hediondo da terra. Mas aí é que está. As gravadoras cresceram e seus proprietários enriqueceram explorando o talento dos artistas. Relação de troca? Pode até ser. Não há dúvidas que um bom produtor coloca os artistas nas melhores vitrines, impulsiona para o sucesso. Como veem, a MAAFIA é uma instituição que se propõe moralizante, enquanto a máfia com um A apenas não se submete a moral vigente, embora tenha seus códigos. O que é mais curioso é que há quem diga que o mundo das gravadoras e grandes produtoras americanas é uma máfia, quer dizer, a máfia contratando a MAAFIA. E a máfia tem como objetivo combater a pirataria. Mundo virado, viu...

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A INTERNET ESTÁ DOMINANDO TUDO


As estatísticas confirmam as profecias: a internet está dominando tudo. Cerca de 1/3 da população brasileira já está conectada. Isso representa 70 milhões de pessoas. Tá certo que 99,9 % da população continua na TV aberta assistindo o Jornal Nacional todos os dias. Só que a proporção vai diminuindo e a danada da internet tem uma grande capacidade de adaptação. Os suportes são muito atraentes. Tem imagem, tem texto, tem áudio, tem vídeo, tem interatividade. Tudo ao mesmo tempo. Além do mais, a convergência TV e internet já é realidade em vários sentidos. A TV produz os conteúdos e a internet se apropria. Nada mais autofágico. Outro dia, vi umas meninas assistindo capítulos perdidos da novela preferida no youtube. Aliás, no youtube tem de tudo, filmes, clips, cursos, de tudo um pouco. Ainda existem deficiências. Sinto falta de suportes de áudio com mais qualidade. Quem tem um bom fone consegue qualidade e peso. Já os suportes de áudio habituais tem um som muito agudo, sem presença de graves. Se a pessoa tiver um pouco mais de dinheiro, adquire um bom áudio system, mas quase sempre a pessoa compra um notebook com aqueles autofalantes sem potência e já se dá por contente. Quanto às mídias sociais, aos modismos, eles vem e vão mesmo. O Orkut já foi. Ficou poluído de romances açucarados, frases de pseudoamizades e outras besteirices. O Twitter também foi ficando saturado, até que foi salvo pelo facebook, que orkutou recentemente. A gente continua no face porque não tem uma novidade mais limpa  que proporcione conteúdos mais afins. Mas daqui a pouco aparece algo mais novo, mais inteligente e engole o bambambam de ontem. De qualquer maneira a net ainda é um mundo novo com muitos continentes a explorar, uma mídia completamente livre onde qualquer um pode criar uma campanha e veicular, sem custo caso se tenha alguém que domine as técnicas. E olha que vem chegando a nova geração por ai. Vocês já ouviram falar da Web 3.0? A novidade é que nem só os desktops, notes, tablets, smartphones serão usados como suporte. O negócio agora é conectar  geladeira, fogão, aspirador de pó, mesa de jantar, espelho do banheiro, cafeteira, recebendo informações, atualizações, compartilhando. (Olha a skynet aí, gente!!!) Estamos vivenciando uma revolução, um salto gigantesco rumo a um futuro que nem Isaac Asimov imaginou. A humanidade está aumentando a sua memória e capacidade de raciocínio em nemseiquantosbites. Podem dizer que é delírio, mas do jeito que estamos evoluindo, não só encontraremos a cura para todos os males, como substituiremos alguns órgãos por materiais mais bonitos e duráveis. Só não vamos viver pra sempre porque deve ser um saco. 

domingo, 20 de maio de 2012

OS EGOS INFLADOS e OS ARTISTAS BAIACUS

Impressionante como algumas pessoas tem os egos inflados por nada. São que nem os baiacus, aqueles peixes que ficam inchados para se defender. Os egos também fazem isso com algumas pessoas. É só receberem um elogiozinho, só terem um pouquinho de poder pra se sentirem as mais importantes personas na face da terra. Isso dá uma preguiça danada. Há pouco tempo escrevi no face o seguinte: quem se acha é porque não é, pois quem é, não se acha. Em outra ocasião escrevi: tem gente que se acha, mas não se encontra. Preciso até rever  certas atitudes. Sempre gostei de dar força para alguns artistas, dar impulsos para que possam brilhar, soltar o talento. Mas aí mora um grande perigo. Alguns artistas inflam os egos por nada, ficam arrogantes, se consideram muito bons, melhores que todos. Daí começam a tratar as outras pessoas mal, como se o fato de serem artistas os fizessem seres humanos especialíssimos, superiores ao resto da humanidade. Ai já começo a pensar em mudar radicalmente de atitude e não mais elogiar, não mais encher a bola, pois não quero gerar artistas baiacus. Se pudesse, os ensinaria a não inflar, a manter intacta a alma pura, sem frescuras, mas infelizmente se tem uma coisa que não se ensina é a humildade. 

PARQUE DO AREÃO, ONTEM, HOJE E FUTURO...

Felizmente, Monlevade está ganhando um espaço onde as pessoas poderão  descansar do utilitarismo da vida. Digo isso porque já me disseram diversas vezes: - Ah, Monlevade é lugar de operários, de trabalhadores, feita para o labor, para produzir e ajudar a mover esse país.Eu pelo menos não acredito e nem me conformo com esse determinismo perverso. Então quer dizer que o povo daqui tem de viver que nem o Chaplin naquele filme tempos modernos? Sinceramente, não. O povo precisa e merece viver as boas coisas da vida. Por isso o Areão é um espaço muito bacana que precisa continuar a ser pensado como lugar de lazer, de cultura, de contemplação, de harmonia com a natureza. Nesta manhã de sábado tivemos a Caminhada Ecológica por lá, quando deu pra ter uma noção do que pode se transformar o local, caso a cidade continue apoiando e investindo ali. Aliás, foi uma festa muito bonita, com a presença das famosas Caminhantes da Estrada Real, banda de música, apresentação teatral, show com a Dupla Papalo e Manno de Souza, enfim, foi muito legal ver o Areão cheio de vida, habitado, ocupado por gente com muita energia positiva. Pra mim, uma das coisas que valeu de verdade foi uma conversa com meu amigo Blogueiro José Carlos Basílio, do blog Super Sincero. O colega me deu uma verdadeira aula de areão, me contou coisas que eu nem sonhava, de como era o Areão antes da revitalização, da exploração por anos a fio, do estado de degradação em que se encontrava. Como sou um Monlevadense recente, muita coisa me escapa. Meu amigo José Carlos estava muito feliz, interagindo com os amigos que faziam trilhas de bike, mas no entanto, repetindo o tempo inteiro que ali estava o futuro areão, pois ainda havia muito por se fazer. Em parte concordo e em parte discordo com ele. Concordo que ainda existe muito, mas muito mesmo por se fazer. Algumas áreas foram recuperadas, mas ainda existem outros espaços que poderão ser revitalizados. Além do mais, precisa ser criada uma programação para o Parque, para  ele esteja sempre ativo, com ocupação permanente. Só discordo quando ele utiliza o termo "futuro areão". Discordo porque, como o próprio Zé Carlos falou, essa história começou há mais de 20 anos atrás quando começou a revegetação. Teve ainda a pré-história, da exploração e tem agora esse belo começo, quando o Areão tá virando Parque. Deus queira que daqui pra frente as coisas continuem evoluindo. E olha que ainda tem o Memorial do Aço em construção, um espaço e tanto que será colocado à disposição dos artistas pra fruição da nossa produção cultural. Ainda existe muito mesmo por se fazer e nisso concordo com o José Carlos. Há tanto por se fazer que o Parque pronto mesmo, com tudo funcionando, com aparelhamento estrutural ainda está distante de se concretizar. Mas nada se faz sem que se dê os passos. E sendo super sincero, embora algumas pessoas tenham grande dificuldade em reconhecer qualquer coisa que venha do governo, há de se elogiar o esforço da administração municipal em dotar a cidade de um espaço tão bonito e cheio de vida.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

ENTREVISTA COM MÁRCIA LISBOA - SHOW DIA 24 DE MAIO - NO SINDICATO


Dia 24 de maio, Monlevade terá a honra de receber a cantora carioca Márcia Lisboa, uma artista ascendente na nova mpb que tratá a Monlevade o seu show aplaudido na Europa e que está rodando o Brasil. O show acontecerá no Sindicato dos Metalúrgicos. Tem o flyer de divulgação do show no final de entrevista...


Marcos Martino: Como foi o seu despertar para a música? É de família musical?

Márcia Lisboa: Não sou de família de músicos. Desde pequena eu sempre gostei muito de música, meu pai era fã, e ouvinte fiel, de Maria Bethânia, Jovelina Perola Negra, Roberto Ribeiro. Então, cresci ouvindo. Depois me apaixonei por bossa nova isso ainda adolescente. Eu não sabia da história toda que envolvia o movimento, só depois entendi, e fui descobrindo mais. Inclusive os que antecedem a bossa, como Carmem Miranda, Dalva de Oliveira, Elizete Cardoso, Chiquinha Gonzaga, citando as divas. Sou fã de carteirinha da maravilhosa Elis Regina, assim como do grande João Gilberto e do incomparável Tom Jobim. Amo! Foi assim que me apaixonei e a paixão virou amor. Gosto muito de jazz , de toda história que permeia a música, seus compositores e interpretes. Procuro assim, sem perder minhas raízes, me conectar com as influências que recebemos desses grandes mestres da música mundial. Comecei cantando no teatro, com 13 anos, e participando de encontros de poesia e música. Me apresento como cantora há uns oito anos, contudo, assumi a carreira, de cantora, “de verdade”, a partir de 2007 quando decidi que deveria pensar em gravar o meu primeiro Cd que veio em Agosto de 2008. Hoje já preparo o segundo.

Marcos Martino:  Você é carioca mesmo, da gema?

Márcia Lisboa: Nasci no Rio sim, mas ser carioca é mais do que nascer aqui é um estado de espírito. Amo a minha cidade, Zona Norte, Zona Oeste, Zona sul e um amor especial por Copacabana, onde moro. Adoro o bairro.

Marcos Martino:  O que mais a inspira a cantar?

Márcia Lisboa: A própria música, a beleza de uma canção é o bastante, mas essa beleza pode ser algo jocoso brincalhão, ou algo profundo, muito sensível como uma gota de orvalho. Amo a música.


Márcos Martino: Você é compositora também ou só intérprete?

Márcia Lisboa: Sou compositora também, no meu primeiro Cd tem uma das minhas primeiras músicas, “Corda Bamba”, mas no segundo vou me mostrar mais como compositora. Um grande estímulo foram os bons comentários de músicos na Finlândia em minha turnê 2011. Fiquei honrada e estimulada.Busco ser sempre uma interprete, imprimir muito de mim em tudo que canto. Quando canto, a música tem que passar pelo corpo e pela alma. A gente tenta! J 

Marcos Martino: Porque essa sua ligação com o samba? 

Márcia Lisboa: Sou brasileira, sou carioca, sou Mangueira e flamenguista. Já basta certo? Mas tem a beleza do samba nas suas variadas manifestações, desde o de raiz, passando pela bossa, até essas “misturebas” que eu mesma faço. Adoro!

Marcos Martino: Você prefere compositores antigos ou também grava os novos? 

Márcia Lisboa: Gravei Noel, Geraldo Pereira, um mineiro, e Wilson Batista, mas também gravei outras 10 inéditas no meu Cd, é nesse diálogo que acredito. O que eu gosto mesmo é de música linda! 

Marcos Martino: Como foi a sua temporada na Europa? Parece que teve de formatar um repertório entre a bossa e o jazz. Os Europeus preferem essa abordagem? 

Márcia Lisboa: Na verdade, fiz o que fazia no Brasil, afinal fui chamada pra mostrar o meu trabalho, então eu pensei, “Vai lá e mostra”. Gosto dos arranjos com um toque de jazz, funk (o americano), amo  a bossa também. Afinal podemos dizer que tanto a bossa quanto o jazz, são uma escolha da maneira de se tocar, arranjar e interpretar uma canção, esse conjunto de ações dará esse “toque Jazz”, “essa pitada bossa”, nas releituras que fazemos. Mas também temos as canções “brejeiras”. Tem os maxixes, o samba de roda, o samba de breque. Pra que definir se posso expandir? Mistura tudo que fica bom! Essa mistura foi muito bem aceita. 

Marcos Martino: Quando na Europa, cantou as músicas em português ou teve de verter as letras para outras línguas? 

Márcia Lisboa: Cantei em português, língua linda a nossa, o português do Brasil é melodioso é lindo mesmo! Cantei Bonita do Jobim em inglês. E canto algumas que originalmente foram feitas em inglês. Esse show que farei tem outro repertório, mas acho que todos poderão conferir o repertório que levo pra Europa na minha volta. Pretendo voltar a Minas em Agosto. 

Marcos Martino:  Você fez shows onde lá no velho continente? 

Márcia Lisboa: Fiz em Portugal e Finlândia, foram mais de 16 apresentações, foi uma honra levar nossa música, nossa cultura e nossa língua para grandes festivais, como o Pori Jazz e o Faces Etno Festival. Fiquei pertinho da Rússia também, bastava nadar um pouquinho...

Marcos Martino: Como foi a receptividade do público? Os europeus foram quentes ou frios? 

Uau! Foi incrível, especialmente na Finlândia, onde fiz muitos shows pelo país. Que carinho! Shows lotados, povo lindo e educadíssimo, nada de frieza! Tenho uma gravação, que ainda não postei no youtube, do teatro inteiro nas palmas com música “morena da Saia” do meu Cd. Participativos e carinhosos. Foi perfeito. 

Marcos Martino: E no Brasil? Canta um repertório mais raiz ou mais calcado no play list europeu? 

O repertório não muda muito, e quando ponho coisas novas, levo pra lá também. O que muda é a formação, isso altera um pouco a escolha das canções. 

Marcos Martino: Como vc analisa a atual fase da MPB? Pergunta difícil! 

Eu não vivi na época em que as gravadoras faziam todos os artistas. Sou dessa geração que tem que ser um pouco produtor, divulgador, negociador de si, em resumo, independente. Eu tenho muita ajuda, tem a Samira Lima, maravilhosa comigo, tem a Carla Lisboa, o Sami Kontola. E algumas pessoas que contribuem para tudo correr bem. Mas sei que hoje temos que cuidar muito do nosso trabalho. Musicalmente falando, tem muita coisa acontecendo, de algumas eu gosto mais de outras bem menos. 

Marcos Martino: O que tem ouvido de bom? O que recomenda pro pessoal baixar na internet ou adquirir?

Estou em uma fase de pesquisa, atualmente tenho ouvido e buscado muita inspiração no passado. Tenho ouvido de tudo um pouco.Uma sugestão para os colegas cantores, ouçam as músicas instrumentais atentamente, isso nos dá um grande crescimento, sempre vou a apresentações de Jazz  e musica instrumental no Rio. Pra finalizar, vou recomendar a Céu e a Bebel Gilberto. Da galera da antiga Elizete e Elis Regina. 

Marcos Martino:Quais os links para quem quiser conhecer e baixar os trabalhos da Márcia Lisboa? 

Márcia Lisboa: Minha música está disponível no itunes http://itunes.apple.com/gb/album/nos-e-o-rio/id493884840. Que tal curtir minha página, lá tem vários vídeos! www.facebook.com/MARCIA.LISBOA.SINGER. Meu site www.marcialisboa.com . myspace www.myspace.com/marcialisboa . Gosto dessas: www.youtube.com/watch?v=VoOJtoWRd6A . http://youtu.be/TupJaKFferQ . E esse é o meu canal no youtube: http://www.youtube.com/user/MarciaLisboa?feature=watch . 

Marcos Martino: O que o público Monlevadense vai ouvir? Pode nos adiantar alguma coisa?

Márcia Lisboa: Opa! Sim, vamos tocar uns sambinhas com uma versão mais intimista. O Marcelo é um Grande músico vocês irão gostar, poderão conferir o meu pandeiro, eu vou tocar! E vai ter Noel rosa, Tom Jobim, Dorival e outras surpresas , além das canções do meu Cd Marcia Lisboa – Nós e o Rio, Disponível nas lojas Saraiva. http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/2596993. Estou muito feliz com esse show, será uma honra e um prazer conhecer todos os Monlevadenses! Agradeço desde já todo o carinho. Bjss e abs.