sexta-feira, 16 de agosto de 2019

ENTREVISTA COM FABRÍCIO LOPES


O entrevistado no Espaço Democrático essa semana é Fabrício Lopes. Seu nome também vem sendo muito citado como possível candidato a prefeito. Conhecido pelo perfil conciliador, tido como honesto e ponderado,Fabrício se apresenta como alternativa do MDB, partido que busca recuperar um protagonismo maior na cidade.

BOM DIA -  O que vc sonha para João Monlevade? O que vc acha que a cidade precisa para dar um salto de qualidade e desenvolvimento?

Fabrício Lopes - Precisa da união de todos em torno do desenvolvimento e progresso do Município. Queremos uma cidade modernizada, competitiva, com crescente pólo siderúrgico e pólo estudantil e com parceria público privada ativa. Local onde se incentiva e valoriza a mão de obra local,com transporte público organizado e eficiente, onde as “disputas” políticas sejam apenas no período eleitoral. Aquela cidade onde se valoriza o comércio local, gere empregos, diversão e educação de boa qualidade para crianças e jovens.  Um município onde a saúde seja tratada comoprioridade e a terceira idade se sinta valorizada e respeitada. Umacidade mais alegre, colorida, hospitaleira e humanizada.Uma cidade onde meu filho e o filho de todas as famílias possam dizer sorrindo: Eu amo esta cidade, sinto orgulho de viver aqui!

BOM DIA -  Vc teve oportunidades de ouro de observar a cidade de dentro, principalmente quando foi secretário de obras. Conhece as dores da cidade.  Quais seriam as suas prioridades assim que assumisse? 

Fabrício Lopes - Primeira coisa:assumir uma postura de servidor do povo, aquele que administra a cidade com humildade e honradez. Ter uma postura firme e ágil, moderna, de ouvir muito, observar bastante. Pretendo delegar funções, acompanhar, cobrar, avaliar constantemente e mudar se necessário. Pretendo manter um canal permanente de diálogo com o poder legislativo, poder judiciário, a população, os servidores, a iniciativa privada, a sociedade civil organizada e os empresários. Fortalecer os laços de parceria com CDL, ACIMON e ARCELOR. Escolher e valorizar os colaboradores por eficiência, produtividade e meritocracia. Desejo buscar parceria, tanto no setor público, quanto no setor privado, para a resolutividade das demandas.Enfim, agregar forças políticas na busca de verbas estaduais e federais para a melhoria da cidade. Para mim é muito importante o respeito. Procurorespeitar as pessoas para ser respeitado. Ser sincero e transparente em minhas ações e em meus relacionamentos com as pessoas.

BOM DIA -  Vc integrou o governo Prandini. Depois passou pelos governos Teófilo e hoje está no governo Simone. Qual o segredo de se relacionar tão bem dentro dos grupos políticos, sem ter passado por nenhum atrito ou constrangimento esses anos todos?

Fabrício Lopes - Realmente, eu agradeço a Deus a oportunidade de ter sido Secretário de Obras no governo de Gustavo Prandini e posteriormente, do Prefeito Teófilo Torres e de ter construído com os dois uma amizade verdadeira que perdura até hoje. Trabalhei muito, aprendi com os servidores, adquiri boa experiência e tenho uma visão de administração municipal, da máquina pública, dos problemas existentes, das demandas a serem resolvidas.Estou me lembrando também que tive a oportunidade de ter sido Vereador e hoje vice-prefeito.Tudo isto me credencia a colocar meu nome como pré-candidatoa prefeito nas próximas eleições.

BOM DIA -  Como vc se definiria politicamente? Direita? Centro-direita? Centro-esquerda ou esquerda mesmo?
Um homem bem sucedido tem sempre uma mulher do lado

Fabrício Lopes - No meu entendimento, a melhor postura é a do não radicalismo. O político tem que enfrentar os desafios que lhe são apresentados com serenidade, sempre aberto a novas opiniões, a ouvir mais do que falar, dialogando sempre, e nunca achar que é o dono da verdade. Nem direita e nem esquerda. Mas a favor do que for o correto, do viável e o bem comum.

BOM DIA -  O seu partido, o PMDB, há muitos anos não tem supremacia em João Monlevade, se limitando a apoiar os grupos majoritários. Vc acha que o partido agora tem força e estrutura suficientes para alavancar uma candidatura?

Fabrício Lopes - Com certeza temos força e estrutura suficientes para defendermos uma candidatura para prefeito. E, mais ainda, temos recebido muitas manifestações de apoio. O partido MDB construiu uma história política /administrativa de relevância em Monlevade. Desde a época dos saudosos Prefeitos do MDB, Germim Loureiro e Antônio Gonçalves, sem esquecer o importante trabalho de Conceição Winter e José Nelson Fagundes enquanto Vice-Prefeitos pelo MDB, a atuação do partido na cidade merece destaque.  Não só pelo número de obras realizadas, como também pela postura de honradez e dignidade no trato com o dinheiro público, e também pelo respeito, diálogo, valorização e incentivo ao funcionalismo público municipal.

BOM DIA -  Você integra um governo hoje. O fato de lançar uma candidatura, significa que discorda do governo atual? O que vc faria diferente? E o que acha que está indo bem?

Vice prefeito 
Fabrício Lopes - Sim. Sou vice - prefeito com muita honra até o término do mandato e esta será minha postura. Tenho este compromisso até 31 de dezembro de 2020.  O fato de eu lançar minha pré- candidatura, como prefeito, não quer dizerque haja qualquer divergência ou rusga entre a Prefeita Simone e eu. Isso indica que temos independência e autonomia, baseadas no respeito e consideração, para traçar nossos planos pessoais futuros.Contudo, se caminharmos em opções diferentes, tenho certeza de que o faremos com muita maturidade política. É natural: ela é filiada ao PSDB e eu ao MDB. Meu partido entende que está no momento histórico de lançar um candidato a prefeito. E eu coloquei meu nome à disposição do partido como também outros assim o fizeram.
Por uma questão de ética, não gostaria de falar o que eu faria diferente, mas em alguns momentos, nossos pensamentos se divergem. Hoje ela é a prefeita e eu sou o vice. Tenho respeito e admiração pela pessoa dela. Ela é a mandatária das ações de governo e assim eu a respeito. A prefeita Simone Moreira tem se esforçado, junto ao secretariado e demais funcionários, em fazer uma administração muito séria, de muito trabalho, mantendo em dia a folha de pagamento dos servidores e múltiplos fornecedores, na época de crise financeira grave, em que poucos municípios estão na mesma situação.

BOM DIA -  Você continua tendo bom relacionamento com o grupo dos Torres e dos Moreira, mas parece se relacionar bem com pessoas da esquerda também. Vc se considera um moderado? 
Com o ex prefeito Antonio Gonçalves
Fabrício Lopes - Sim. Sou um moderado, conhecedor da máquina pública e tenho posições firmes. Realmente tenho ótimo relacionamento com os diversos grupos e atores políticos em Monlevade e região. Valorizo e respeito as pessoas e os diversos grupos políticos naquilo que cada um tem de melhor a oferecer para o crescimento de Monlevade. É uma característica minha bem pessoal. Tenho amigos dentro de cada legenda partidária e me sinto bem e feliz em valorizar as pessoas pelo que são e não pela opção partidária e ou cargo que ocupam. Sei o quanto Germim Loureiro, Antônio Gonçalves, Lúcio Flávio, Leonardo Diniz, Laércio Ribeiro, Carlos Moreira, Gustavo Prandini, Teófilo Torres, e atualmente a Prefeita Simone Moreira, cada um a sua maneira, contribuiu para nossa cidade.

BOM DIA -  O que vc pensa sobre desenvolvimento econômico e sobre a dependência da cidade com a siderúrgica. Existem alternativas viáveis? O que pensa sobre o distrito industrial?

Fabrício Lopes - Monlevade é privilegiada com a usina que tem. Ao longo de nossa história foi sempre muito importante a presença da usina no desenvolvimento da cidade. Aqui é produzido o aço que o mundo inteiro cobiça, respeita e valoriza. Isso é fruto de dedicação, estudo e muita competência profissional daqueles que trabalham na ARCELOR MITTAL. É motivo de orgulho para todos nós.
O poder público sempre teve a usina como uma grande parceira para o desenvolvimento de Monlevade, quer seja econômico, cultural, na área da assistência social, educação, no esporte e lazer. Vejo com muita simpatia e respeito a atuação da ARCELOR junto a Prefeitura Municipal, independente de partido que esteja governando a cidade ela sempre esteve receptiva às demandas que lhe foram apresentadas e espero que esse laço de parceria se fortaleça cada vez mais.
Existem diversas alternativas viáveis para o futuro. O distrito industrial se configura como importante caminho para o desenvolvimento. A duplicação da 381 é uma necessidade para nosso desenvolvimento. E a união de forças com os empresários, representados pela ACIMON e CDL, levarão a mais desenvolvimento.

BOM DIA -  Sobre esportes, não acha um desperdício o Estádio Louis Ench com pouquíssimas atividades esportivas? Não falta estímulo ao esporte?

Fabrício Lopes - O Estádio Louis Ensch precisa ter um protagonismo maior nesta cidade. Mas para isso é preciso que o orçamento municipal destine maiores verbas para o esporte. Principalmente porque nossos jovens precisam voltar seus interesses para o esporte e o lazer. Precisamos oferecer mais oportunidades esportivas para nossa juventude. É do conhecimento de todos o número de crimes, assassinatos, queima de arquivo entre jovens, como também é assustador o envolvimento com drogas. O esporte precisa ser a melhor opção para a nossa juventude.

BOM DIA -  Na área da saúde, o que vc faria diferente? O PA é um problema há anos, assim como a afluência de pacientes das cidades próximas. Como lidar com o problema?

Fabrício Lopes - Um dos pontos cruciais de nossa área da saúde é a grande demanda vinda de municípios vizinhos. Já é significativo o valor que o município destina ao Hospital Margarida, mais de seiscentos mil reais por mês. Entretanto, precisa haver maior conscientização de todos os prefeitos para que a conta seja rateada entre todos os municípios e que não fique na responsabilidade de nossa Prefeitura. Tem-se que aprofundar o diálogo e a parceria com os prefeitos dos municípios vizinhos até na busca de recursos financeiros, nas esferas estaduais e federais para resolver esta questão tão complexa.

BOM DIA -  Na questão da mobilidade urbana. Houve um esforço recente no sentido de racionalizar o trânsito no centro comercial, mas que acabou gerando transtorno. O que acha que precisa ser feito? E sobre a linha azul? Não foi um bom projeto que foi praticamente cancelado?

Fabrício Lopes - O número de carros em Monlevade tem crescido muito. Em função disso, o trânsito é um desafio para o administrador municipal, pois o crescimento da cidade foi muito maior do que planejaram no passado. Dessa forma, a presença de um estudo mais técnico, mais aprofundado do tema, respeitando inclusive a vontade do cidadão, levará a questão a um final de mais êxito.
Quanto a Linha Azul, houve sim um esforço para melhorar o trânsito no centro da cidade. Sem dúvida, foi um bom projeto, assim como a proibição do estacionamento no trecho da Avenida Wilson Alvarenga contribuiu para a melhor fluidez do transito.

BOM DIA -  A cidade sofre todos os anos com enchentes. Todo verão o centro comercial vira um rio caudaloso e quase dá pra andar de barco. Não acha que tá faltando um estudo sério pra tentar minorar o problema?

Fabrício Lopes - As enchentes estão sempre nos deixando perplexos com a força cada vez mais devastadora das águas. Nosso centro comercial não agüenta mais tamanha preocupação e prejuízos humanos e financeiros. Não é uma ação para amadores e achismos. É preciso que sejam concentrados esforços para que se encontre, através de estudos técnicos e robusto planejamento, uma solução a curto, médio e longo prazo.

BOM DIA -  Na área cultural, não sente que existem muitos talentos e poucas vitrines? Não daria pra fazer mais pelos artistas locais?

Fabrício Lopes - Realmente nossa cidade é privilegiada com a presença de tantos talentos. São diversas áreas que precisam receber maiores oportunidades e apoio. O primeiro passo é estar com eles, ouvir, traçar metas e estratégias. Planejar junto aos atores da cultura, da arte, do esporte e do lazer.  Ouvir os artistas, os artesãos, os músicos, os escritores, os desportistas, os congadeiros, os cantores, os dançarinos. Enfim, todas as categorias ligadas a arte e cultura em suas demandas e junto com eles traçar um plano de ação que seja executável, real, transparente e criativo. O gestor municipal precisa estar junto, apoiando, valorizando e mostrando sempre os caminhos.


Fabrício Lopes - Sim, sou sempre otimista. O Brasil está vivendo um novo momento. A lição de muitos erros cometidos por diversas ações equivocadas de governantes será a mola propulsora para que a classe política se avalie e tenha posturas mais honestas e alinhadas às necessidades da população. O Brasil tem jeito,Minas tem jeito e João Monlevade tem jeito, é cada um de nós fazendo a sua parte, o futuro será de maior progresso e igualdade social.

sábado, 10 de agosto de 2019

O ROCK FORTE DA BANDA NEANDERTHAL


O CENÁRIOS vem há algum tempo conversando com as bandas e artistas do Médio Piracicaba. É impressionante a vitalidade da cena.. Dessa vez fomos conversar com o pessoal da banda NEANDERTHAL, que é de São Gonçalo do Rio Abaixo e vem se apresentando com muitos elogios por onde passa, todos reconhecidos como ótimos músicos, muito profissionais. O Neanderthal é uma verdadeira aula de rock. Os caras tocam rock nacional e internacional e também tem autorais na gaveta. Mas vamos à entrevista.

1) Como os músicos se conheceram?

*Na primeira geração da banda, os músicos já se conheciam desde a infância. Quanto a formar uma banda, decidimos numa feira cultural do colégio. Na época estávamos no ginásio, numa crescente das bandas de ROCK no final dos anos 90. Na segunda geração da banda que foi reformulada aos poucos, recomeçamos com o guitarrista e o baterista que tocaram em outras bandas desde 2002. Assim, se juntaram ao baixista em 2011 e formaram um Power Trio resgatando num estilo mais Hard Rock as raízes da banda. Daí em diante foi aprimoramento e dedicação para uma formação com 5 integrantes. Como curiosidade, temos que a entrada do vocalista aconteceu através de um concurso pelo Facebook.

2) Os músicos são de quais cidades?

*Apenas o vocalista é de Ipatinga. Os demais são de  São Gonçalo do Rio Abaixo.

3) Nomes
João Henrique - vocal
Plínio - baixo
Diego - teclados e sax
Licurgo - guitarra
Leonardo - bateria

4) Influências musicais

Nacional - Tianastacia, O Rappa, Barão Vermelho, Charlie Brown Jr. Internacional - Pink Floyd, Sabbath, METALLICA, Zeppelin, Purple, Iron Maiden

5) Diferencial da banda


Nossa principal premissa é a valorização do Rock na sua plenitude e o diferencial da banda está em seu repertório, escolhido criteriosamente, além da fidelidade aos arranjos originais. O nosso repertório preza pela originalidade dos timbres e passagens musicais na íntegra, sejam nas versões de estúdio ou ao vivo. Temos, com isso, o objetivo de proporcionar ao nosso público a experiência mais fiel possível ao ouvir nossas interpretações dos grandes clássicos sagrados do rock. O que é hard é hard, o que é feeling é feeling, e isso é o termômetro para com nosso público . Cascateando isso temos valores fortes na banda:
*Rock and Roll na veia, *Palavra aberta entre os músicos;
*Respeito aos gostos variados de cada um; *Gostar do que fazemos

6) Porquê do nome?

No início da adolescência dos integrantes, um dos colegas da banda zoava o guitarrista pois ele ficava com o pescoço curvado pra frente na hora de tocar guitarra igual ao homem das cavernas... Daí saiu NEANDERTHAL do nada rsrsr ficou o nome desde então. Atualmente acrencentamos o  HardRock no nome ficando “NeanderthalHardRock”. 

7) Covers ou Autoral?

Tocamos cover basicamente. Iniciamos em 2016 um projeto pra gravar algumas músicas nossas mas paramos por falta de preparação e tempo. Além de tocar, todos temos outras trabalhos.

8) Acha que o Rock velho ficou velho? Garotos procuraram aprender e a tocar Rock?

Apesar do Rock nunca ter tido grande visibilidade, o que vejo é que ele está ofuscado pela astúcia de alguns escritórios musicais no Brasil que só mantém o gênero Pop/Sertanejo para as massas. Contudo, muitas bandas surgem a toda hora. Porém, só aparecem no mercado mais alternativo.

9) Cenário no Médio Piracicaba

Vemos um cenário limitado pois nos eventos públicos há muito pouco ou quase nenhum intercâmbio cultural entre as cidades e suas bandas de rock. Há também como reflexo do fato anterior, uma desaprovação para eventos de rock. Na sua grande maioria são eventos privados e privativos.

10) O que falta no Cenário do médio Piracicaba

* Tem ocorrido de alguns empresários quererem produzir bandas de rock. Às vezes não tem alinhamento dos mesmos quanto ao dia em que ocorrer em algum lugar não ocorrer no outro, o que acaba por  diluir o público e enfraquecer o movimento. Temos raras casas que tem oferecido exclusivamente o Rock. Por isso, esse alinhamento é de fundamental importância. Um outro ponto que poderia ser levado em consideração seria a criação de circuitos como os que ocorrem nos grandes centros envolvendo as bandas de ROCK do Médio Piracicaba.

11) Sede da banda

São Gonçalo do Rio Abaixo

12) Famílias: 

São Gonçalo é uma cidade que transpira música! Praticamente em toda casa há alguém que toca algum instrumento. Na Neanderthal, além dos irmãos Licurgo e Plínio, respectivamente guitarrista e baixista, ambos da Família Rodrigues, há também o tecladista Diego, cuja família Santos está há mais de 20 anos a frente da Banda Santa Cecília, sendo o próprio Diego regente da banda há 6 anos.

13) Contatos
Zap: 31 99176-2851 ou 31 99219-7232


14) Para o futuro....

Gravar as músicas que estão engavetadas.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

SERÁ A VEZ DO RAILTON?

Nossa entrevista da semana é com RAILTON FRANKLIN. Ele vem sendo cogitado como candidato há algum tempo, perdeu uma eleição por pouquíssimos votos, foi vice-prefeito, sabe como funciona a máquina, tem facilidade de articulação, persistência e bom trânsito pra todo lado.. Mas vamos à entrevista...



CENARIOS/BOM DIA - Vc tem sido persistente e paciente pra esperar a sua hora. Acha que a hora é agora?  
Railton Franklin - Entendo que sim. Participei de cinco campanhas políticas sucessivas, sendo duas para vereador, uma para vice-prefeito e duas para prefeito, sendo bem aceito pela população, com vitórias e com votações crescentes para prefeito. Sinto que tenho capital político próprio e experiência de vida para enfrentar o próximo desafio.
CENARIOS/BOM DIA O que vc sonha para Monlevade? Quais vc considera serem as principais demandas e como pretende atendê-las?
Railton - Percebo que a maioria da população não quer muita coisa, como projetos mirabolantes e falsas promessas. O povo quer uma saúde eficiente e ágil, uma cidade limpa, educação de qualidade e, claro, locais decentes para o lazer nos finais de semana. O gestor também deverá apresentar projetos para atrair empresas, criando mecanismos de incentivos fiscais para atraí-las, ofertando infra-estrutura adequada para se instalarem e gerar emprego e renda.
Percebo, também, a necessidade do aumento do volume de captação e tratamento da água do rio Santa Bárbara, para atender a demanda crescente da população. O trânsito também é uma preocupação em todas as cidades. É preciso investir em políticas públicas para oferecer um transporte coletivo de qualidade, facilitando a locomoção das pessoas. Investir, contratando um projeto profissional para avaliar as alternativas viáveis para melhorar o trânsito. Tudo isso, claro, sendo discutido com os vários segmentos da sociedade, com entidades e com a população.
CENARIOS/BOM DIA - O que vc achou de ser vice-prefeito? A experiência foi interessante, ao permitir ver o funcionamento da prefeitura por dentro? O que vc levou dessa experiência?
Railton - Uma decepção. Infelizmente, esse cargo previsto pela Constituição é, muitas vezes, meramente figurativo, com raras exceções. No meu caso, por exemplo, o meu vice será atuante e me auxiliará diretamente na condução do poder Executivo. Ele também será um representante e um servidor da população.
CENARIOS/BOM DIA - O que vc faria diferente do que viu até agora?
Railton - Em um eventual mandato, a certeza que tenho é que faria tudo para ter uma administração técnica, com profissionais certos em áreas específicas e, também, com muita valorização ao servidor público efetivo, respeitando muito a meritocracia. Chega de gratificações sem justificativas que, mesmo sendo legais e previstas, são imorais. Darei todas as condições de trabalho aos assessores, que terão metas a cumprir e serão cobrados os devidos resultados, como em qualquer empresa privada.
Quero sair do gabinete e ir para as ruas de todos os bairros para ouvir as demandas in loco, sempre acompanhado do secretário de Serviços Urbanos e de Saúde, que são as áreas onde ocorrem as maiores demandas da cidade, agilizando, assim, as respostas às reivindicações. Também pretendo realizar reuniões quinzenais para acompanhar e cobrar os resultados.
No início de um eventual mandato, investiria em uma consultoria técnica para avaliar o “peso” da máquina pública, e faria com toda certeza os cortes necessários e indicados por ela, porque não penso em reeleição.
CENARIOS/BOM DIA - Na área da saúde, o que vc faria pra resolver os principais gargalos da saúde pública no município?
Railton - A saúde é nosso maior patrimônio e não tem preço. Por ser da área há quarenta anos, a valorizo muito e sei a importância de um serviço de saúde de qualidade. Por isso, por mais que façamos o possível, sempre haverá de se fazer mais. A saúde é dinâmica, a tecnologia avança rapidamente, assim como também os custos e exigências da população por qualidade, o que acho muito positivo, pois é um direito constitucional.  Faço aqui uma lista de prioridades:
·               Valorizar e ampliar a medicina preventiva, que é eficiente e muito mais barata, ampliando as equipes de ESF por todas as áreas ainda não cobertas.
·         Criar um centro de diagnóstico do município com equipamentos próprios para agilizar os exames para o benefício do tratamento dos pacientes. Exames como mamografia, ultrassom, endoscopia e outros, somando aos exames de laboratório, que já são realizados.
·         Criaria um pronto atendimento municipal 24 horas para desafogar o Hospital Margarida, que depois dessa mudança do PA para o hospital, sobrecarregou o mesmo e piorou muito sua situação financeira. Valorizaria e colocaria mais profissionais na rede para atender a demanda criada pela agenda aberta, diminuindo o tempo de espera dos pacientes para a consulta.
·         Fazer uma despolitização do hospital, apoiando a entrada de um administrador hospitalar sem nenhum vínculo político, para assim realizar as mudanças necessárias e recuperar esse patrimônio que é o Hospital Margarida.
CENARIOS/BOM DIA - Não acha que faltam projetos voltados para o desenvolvimento econômico, para atrair empresas e gerar empregos?

Railton - Sim. Faltam profissionalismo e visão de futuro. É preciso um projeto para a cidade e não um projeto de poder pessoal. Temos que investir contratando profissionais da área de desenvolvimento econômico para fazer projetos que se adequem à nossa realidade, criando também mecanismos de incentivos fiscais e infra-estrutura para atrairmos empresas e geração de empregos.

CENARIOS/BOM DIA - Ideologicamente, como vc se enxerga hoje? De esquerda ou de direita? Isso por que o seu partido, o PDT sempre foi de esquerda, as vezes mais radical até que o próprio PT.


Railton - Considero-me hoje cidadão monlevadense, pois cheguei aqui há 37 anos. Não me causa nenhuma preocupação ser direita ou esquerda. O importante é ter a oportunidade de fazer uma administração para todos os monlevadenses um dia, independente de partido político. A cidade é governada por pessoas, não por um partido, e acredito que todos que tenham a oportunidade, devem fazer o melhor. Estou no PDT há 20 anos e ideologicamente me considero de centro esquerda, sem nenhum radicalismo.

CENARIOS/BOM DIA - Você tem um bom trânsito nos diversos segmentos políticos, consegue conversar com todo mundo. Acha que esse pode ser um ponto positivo? De poder buscar apoios dos dois lados, como um candidato agregador?

Railton - Acho que conta a meu favor. Tenho amigos em todas as vertentes políticas. A política é muito dinâmica e não podemos ter o receio de mudar sua rota quando necessário for. A política passa e não podemos deixar as paixões do radicalismo político corroer as amizades. Não vale à pena!
Nosso grupo de partidos, chamado de FRENTE AMPLA, conta hoje com nove partidos e está aberto a todas as legendas que queiram participar desse projeto, que tem como prioridade uma João Monlevade melhor.

CENARIOS/BOM DIA - Que nota vc daria para o atual governo. Acha que tem acertos? E seus principais erros?
Railton - Desculpe-me, seria muita pretensão e arrogância julgar e dar nota à administração. Sei que fazem o melhor que podem, inclusive nesse momento de turbulência econômica, mas acredito que esse julgamento a população fará com toda a sabedoria e entendimento.
CENARIOS/BOM DIA - Como enxerga Monlevade hoje no contexto nacional e estadual? O PDT não teria dificuldades devido aos perfis dos governos Bolsonaro e Zema, mais liberais e refratários à esquerda?
Railton - Não penso assim. Sempre digo em reuniões partidárias que sou um municipalista convicto. O que quero dizer é que vamos cuidar da nossa cidade com seus problemas, procurando nossas soluções com responsabilidade e trabalho, fazendo, assim, a nossa  parte. Não acredito que nenhum governo, seja a nível estadual ou federal, vai querer prejudicar o município, só porque o prefeito tem outra ideologia e partido político diferente. Afinal, foram eleitos para governar para todos, sem distinção partidária. É o que entendo e que acho que deveria ser.
CENARIOS/BOM DIA - Mesmo integrando um partido de esquerda, vc teria dificuldades em compor com partidos mais de centro esquerda ou mesmo de direita?

Railton - Como disse anteriormente, atrás de siglas partidárias existem seres humanos, em sua maioria honestos e bem intencionados. Em um eventual governo, não teria o menor constrangimento em convidar um opositor político para participar da administração, sabendo de sua idoneidade e competência profissional. Só não aceito trocar apoio político por cargos. Nunca aceitei e não será agora que vou ceder a esse tipo de negociata ou pressão.

CENARIOS/BOM DIA - Vc fez inimigos na política ou conversa com todo mundo?

Railton - Sofri com muitas calúnias e difamações em campanhas eleitorais, vindas de pessoas que queriam se beneficiar com cargos oferecidos por adversários políticos. Não os considero inimigos, só os ignoro. Como conduzo minha vida, pessoal e política, tendo como um dos pilares o respeito ao próximo, não posso concordar com ataques difamatórios, mas como disse, apenas ignoro, pois quem pretende governar um município como João Monlevade, tem muito que pensar, ouvir e planejar, não havendo tempo para alimentar esses rancores inúteis.

CENARIOS/BOM DIA - Caso se candidate e seja eleito, como pretende ser lembrado. Que legados pretende deixar?

Railton - Quero retribuir à cidade que me acolheu com uma administração transparente, honesta e com muita participação popular. Não estou na política por poder, status, vaidade ou dinheiro. Sou médico há quase quarenta anos e tenho uma família sólida, estruturada, independente, filhas criadas e profissionais, no mercado de trabalho, assim como minha esposa. Não estou na vida política por interesses pessoais, longe disso. Sou um idealista e sonho em contribuir, de forma consistente, para melhorar João Monlevade, pois amo essa cidade.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

ENTREVISTA COM WERTON SANTOS


ENTREVISTA COM WERTON SANTOS, UM DOS POSSÍVEIS CANDIDATOS A PREFEITO NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES EM JOÃO MONLEVADE. A INTENÇÃO DESSA SÉRIE DE ENTREVISTAS É PRINCIPALMENTE ENTENDER O QUE OS POSSÍVEIS CANDIDATOS PENSAM E SONHAM SOBRE E PARA JOÃO MONLEVADE.

CENARIOS - O que vc sonha para Monlevade?

WERTON SANTOS - Acredito que o sucesso de nossa cidade é a única alternativa possível. Estou certo que temos tudo necessário para garantir nossa João Monlevade no mais alto lugar do pódio. Se queremos ser grandes, temos que nos referenciar nos grandes, nos melhores. Nossa meta é sermos o campeão. Avanços principalmente no modelo de gestão pública. Quero ver nossa cidade referência neste quesito. 

CENARIOS - O que tá faltando para que a cidade consiga ter um novo salto de desenvolvimento?

WERTON SANTOS -Equipe de gestão tecnicamente qualificada e politicamente preparada são valores para gestão pública, e é o que nossa cidade não possui a décadas. São 10 (dez) anos que estamos nos preparando para possibilitar a cidade de João Monlevade não apenas recuperar o tempo perdido, mas possibilitá-la ir além, pois nossas demandas, nossas necessidades cresceram exponencialmente. Precisamos adotar ferramentas de acompanhamento e controle do setor privado e adequá-las ao setor público urgentemente. Claro que com muita sensatez e responsabilidade, pois a gestão pública visa a qualidade de vida principalmente à população de baixa renda, mas sem desperdícios e privilégios.

CENARIOS -  Como expandir num município onde praticamente não existem mais áreas disponíveis?

WERTON SANTOS -Temos que focar todo nosso potencial em soluções e não nos problemas. Áreas a serem exploradas temos de sobra. Temos em João Monlevade os piores exemplos de mal-uso de espaços. Temos em João Monlevade um Distrito industrial abandonado a décadas, com possibilidade de instalação de dezenas de empresas, geração de milhares de empregos diretos e outros milhares indiretos. Nas últimas décadas nosso distrito industrial não recebeu investimentos necessários. Este foi um dos itens que estudamos muito nos últimos anos, e hoje sabemos como retomar este projeto efetivamente de forma bem equilibrada.


CENARIOS -  O que acha da dependência do município com a gigante siderúrgica? Como vc acha que o município deveria tratar dessa questão?

WERTON SANTOS -Infelizmente esta dependência somada ao comodismo e interesses políticos, fortaleceram a cultura da Zona de conforto.  Nas últimas décadas a gigante siderúrgica em Monlevade se adequou ao mundo globalizado triplicando sua produção e produzindo aços de valores agregados muito superiores, elevando muito a arrecadação de impostos na cidade. Mas por outro lado a gestão do executivo em João Monlevade elevou quantitativamente em níveis muito superiores o número de funcionários comissionados, garantindo emprego para os cabos eleitorais, isto é péssimo para a cidade.

CENARIOS -  Monlevade vem se tornando um polo educacional nos últimos anos. Não há como negar que os governos do PSDB e aliados tiveram seus méritos na formação desse polo. Vc tem problemas em elogiar possíveis adversários ou não reconhece esse mérito?

WERTON SANTOS -Obviamente que não. Foram astutos, pois eles têm no grupo um dos maiores, se não o maior atualmente, políticos do estado de Minas, que hoje preside o Tribunal de Conatas do Estado de Minas Gerais. Com o governo federal nas mãos de grupo opositor, garantiram pra João Monlevade algo que inúmeras cidades de maior potencial não conseguiram. Uma extensão universitária federal. Reconheço o valor do oponente, onde busco identificar e desenvolver-los. Infelizmente se o grupo deles tem o melhor político, tem os piores gestores, não conseguem aproveitar o potencial que o atual parque acadêmico da cidade e com isto João Monlevade deixa de agregar avanços em diversas áreas. Este é um valor que temos de sobra.


CENARIOS - Vc acha que a educação pode ser uma dessas vocações da cidade?

WERTON SANTOS -Eu não acho, tenho certeza. Fui professor por 22 (vinte e dois) anos e sei o quanto a educação pode transformar o cidadão e nossa sociedade. Contribui para a formação de milhares de profissionais que hoje se destacam em nossa cidade, em Minas Gerais, pelo Brasil e inúmeros países. Já somos fornecedores de mão de obra qualificada desde meados do século passado, mas a gestão pública municipal não teve até então uma percepção desenvolvida, e fazer de nossa cidade um celeiro a ser deslumbrado, como é a Santa Rita de Sapucaí, uma pacata cidade do sul de Minas, emque todas as melhores e maiores do empresas Brasil e do exterior, buscam lá formandos em eletrônica e telecomunicações. João Monlevade deve explorar esta linha e estamos preparados para buscar e desenvolver esta possibilidade.


CENARIOS - Monlevade é uma espécie de capital regional. Como vc pretende interagir com os municípios limítrofes?

WERTON SANTOS -Pretendemos fazer algo bem maior, pensamos em estabelecer uma agenda de desenvolvimento social, cultural, educacional e econômico com todo o Médio Piracicaba. Um rápido exemplo na possibilidade dos executivos de João Monlevade e Itabira que possuem extensões universitárias de escolas federais UFOP e UNIFEI, e em Monlevade uma estadual que é a UEMG desenvolverem um projeto para unir estas extensões, apoiados por outros prefeitos de cidades do Médio Piracicaba, negociarem junto ao governos federal e estadual o nascimento da Universidade Federal do Médio Piracicaba, com instalação de escolas distribuídas em diversas cidades da região explorando o potencial específico de cada cidade, como o turismo em Catas Altas, a agricultura em São Domingos do Prata, pecuária em Sem Peixe, a medicina em Itabira/Monlevade e etc.

CENARIOS - Na área da saúde por exemplo, Monlevade sempre teve sobrecarga, pois as cidades menores sempre acabam recorrendo a cidade mais bem estruturada. Como pretende lidar com isso.

WERTON SANTOS -Políticos ocupantes de cargos públicos da região se acomodaram na zona de conforto,“despejam” aqui, como se não fossem seres humanos, os pacientes de seus postos de saúde, assim como João Monlevade leva para Belo Horizonte, cidadãos para consultas e tratamentos médicas que poderiam ser realizadas aqui. Se não bastasse isto, o único hospital da cidade é explorado politicamente, cabos eleitorais e parentes de políticos do atual governo e vereadores se acomodam naquele espaço garantindo um emprego. Relembrando que milhões de dólares (menciono dólares para facilitar a atualização monetária) foram gastos na construção do Hospital Santa Madalena pelo grupo político do atual governo. A área de saúde de João Monlevade deve ser reestruturada. Nossa proposta é eliminar a politicagem da saúde no primeiro momento, e o segundo passo é instalar em nossa João Monlevade extensões de unidades de saúde referência em nosso estado como Santa Casa de BH, Fundação Felício Rocho, Fundação Mário Pena entre outros. Estas ações, somadas a implantação de uma gestão técnica do sistema de saúde com foco em reestruturação da saúde na família, automaticamente as cidades vizinhas terão de se adequarem, não caindo na nossa conta os ônus desta irresponsabilidade política.

CENARIOS - Vc já pertenceu ao PV, partido que tinha a bandeira ambiental hasteada. Como você acha que está no município nesse âmbito. Tem acompanhado o trabalho da Fernanda Ávila?

WERTON SANTOS -Se não bastasse ser ex siderúrgico por 32 anos, ex professor por 22 anos, empresário, consultor, atleta, fotógrafo e blogueiro, tenho também meu viés ambientalista. Desde minha juventude tenho como hobby o aquarismo e estudos na área de sustentabilidade com foco em proteção dos recursos naturais e reciclagem. É por isto que posso garantir que em João Monlevade nunca tratou o meio ambiente de maneira adequada. Temos uma demanda ambiental em quase sua totalidade urbana, e o que assistimos é o crescimento e não o desenvolvimento urbano. Crescimento que só fornece elementos perturbadores ambientais, enchentes em João Monlevade é uma realidade, vidas já foram perdidas por consequência do crescimento desordenado e nada é feito. O último caso ocorrido foi afogamento de 3 (três) estudantes e os Secretários de Meio Ambiente anteriores, assim como a Fernanda Ávila, não focaram em reais necessidades. Fernanda tem ótimas intenções, mas até o momento apostou muito no marketing, e de carona, sem criar nada. Hoje em nossa cidade temos 2 (dois) loteamentos sendo implantados, e nenhuma apresentação do impacto ambiental destes loteamentos foram demonstrados à sociedade. Loteamentos estes que desaguarão totalmente o volume das águas pluviais no canal do Córrego de Carneirinhos, elevando ainda mais os riscos de inundações no “Novo Centro”, e na região do Baú ainda com maior intensidade, onde ocorreram os acidentes que finalizaram em mortes de 3 cidadãos. E até hoje nada foi feito apresentado à sociedade, se é que algum estudo foi ou está sendo feito.

CENARIOS - Na área cultural, não acha que deveria haver mais apoio aos artistas locais?

WERTON SANTOS -Não basta dar apoio aos artistas, temos que fazer mais que apenas apoiar, temos que fazer da cultura uma alavanca social. Acredito que a unificação das secretarias de educação, esportes e cultura irá alavancar o desenvolvimento sócio cultural e econômico em nossa cidade. A unificação destas secretarias facilitaria a implantação da escola integral em João Monlevade. Quanto mais tempo o jovem se mantém na escola, no esporte e nas oficinas sócio/culturais, menos tempo ele ficará disponível para as drogas e aos prazeres nefastos possíveis da sociedade.

CENARIOS - Na área do patrimônio histórico, não considera uma vergonha a comunidade ainda não ter cuidado da Escola de Santana, que está caindo aos pedaços?

WERTON SANTOS -O Grupo Santana, como era popularmente aquela escola, é o atestado de incompetência da atual administração. Muitos políticos veem situações como a daquele prédio um problema, mas eu enxergo como uma oportunidade. É o cavalo passando arreado e a prefeita continua cega, surda e muda, parece que não tem assessores. Como já mencionei em minha página em rede social, o local poderia ser implantado uma escola militar, ou como já também proposto por profissional respeitado da comunicação em nossa cidade, instalar ali um museu, algo que nossa cidade é carente. Desconhecem que um museu funciona principalmente como uma extensão do ambiente escolar, uma opção turística e até de entretenimento. Mas há muito a ser explorado e protegido do nosso patrimônio histórico, como  histórias e acervos do Cruzeiro Celeste, a Vila Tanque, o Monte Santo, O busto doJuscelino Kubitschek, o piano e a cadeira de dentista do Grupo Scharlé, os crucifixos das escolas e inúmeros outros elementos do nosso patrimônio histórico que está se perdendo com o tempo.

CENARIOS -  Vc teve uma luta e venceu sérios problemas de saúde. Dizem que o que não nos mata, nos fortalece. Está pronto pra qualquer desafio? Pronto pra fazer a diferença e assumir o papel de maestro do seu grupo?

WERTON SANTOS -Sempre fui politicamente ativo, apesar de jamais ter ocupado cargo público eleito ou por indicação. Apesar de não ser comum, faço política por que gosto. As situações terríveis que fiquei exposto nos últimos anos foram mesmo em níveis desesperadores. Cheguei a desistir de quase tudo, até mesmo da política. Mas a fé, a determinação e a capacidade de transformar turbulências em oportunidades prevaleceram. Estas entre outras habilidades são características mínimas necessárias para quem se propõe a projeto audacioso que se faz necessário para João Monlevade. Pra ser capaz de curar alguém, tem de ser capaz de curar a si mesmo. Meu histórico de liderança na família, no trabalho e na sociedade tornaram-me preparado e equilibrado para nosso projeto político.