O prefeito Gustavo Prandini, com muita justiça passou a informação em primeira mão em seu twitter e facebook. O Festiaço acontecerá nos dias 02,03 e 04 de setembro no Sindicato dos Metalúrgicos. Será uma parceria entre a Prefeitura, o Sindicato e as Rádios Alternativa1 e Comunicativa fm. Para mim é uma satisfação enorme poder dar uma pequena parcela de contribuição. Sempre acreditei nos festivais como eventos de revelação, de formação, de oportunidade para que os artistas possam difundir suas artes. Com a parceria com as rádios, haverá uma motivação especial, pois os artistas além de concorrerem a 5 mil reais em prêmios, terão a oportunidade de ter suas músicas executadas nas programações das duas rádios, tornando-se conhecidos em Monlevade e na região inteira. Nos próximos dias estaremos divulgando os detalhes do evento. Por enquanto, conclamamos a todos os compositores, intérpretes, bandas, todas as instancias musicais que preparem as suas canções. E conclamamos também aos amigos da cultura que nos ajudem a positivar, a multiplicar o evento. O FESTIAÇO está de Volta! É preciso reconhecer que o governo Gustavo Prandini está resgatando eventos muito bacanas como o Concurso Literário ( que acontecerá este ano de novo) , como o Festiaço, (que não é realizado há vários anos) além de trazer eventos importantes como o Festival de Artes Cênicas, Caravana da Artesania, além de parcerias como o Pop Rock Festival, entre outros.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
POESIA? PRA QUE POESIA?

Eis um assunto completamente sem importância.
Ninguém precisa de poesia para viver.
As pessoas precisam comer, beber, dormir,
moradia, vestuário e saúde.
Educação, só para o básico.
Lazer é importante, pois não dá
para ficar sem um futebolzinho,
sem um churrasquinho com cerveja
e sacanagem... muita sacanagem.
Quanto à tal da poesia, ah...
ninguém precisa de poesia.
As pessoas também precisam de trabalho,
de um emprego para passar o tempo
e pagar as contas.
Precisam também de fábricas
para fazer carros, computadores
e todo tipo de produtos.
Precisam ainda de aviões,
trens e navios para carregar o mundo.
Precisam de porcas, parafusos,
válvulas, chips e petróleo.
Mas poesia? De que serve a poesia?
O mundo precisa de técnicos em informática,
de influenciadores digitais,
de especialistas em internet,
de comerciantes, advogados, donos de bar,
jogadores de futebol, médicos, dentistas,
professores, contrabandistas,
políticos, prostitutas e cafetões.
Mas os poetas são uns inúteis.
Pra que poesia, se a vida real
é tão pragmática,
áspera e cruel?
Poesia, cultura, arte,
não são prioridades.
São supérfluos.
Esqueçamos Carlos Drummond de Andrade,
Mário Quintana,
Vinicius de Moraes, Pablo Neruda,
Cecília Meireles, Paulo Leminski,
Chico, Caetano, Gil,
Fernando Brant, Cazuza, Renato Russo
e esses vagabundos
que nunca gostaram de trabalhar.
Quanto a essas livros
todos cheios de bobagens,
vamos queimá-los
e fazer uma mega fogueira.
A chama será tão alta
que pode atear fogo nas nuvens.
E deixa eu parar por aqui,
senão vão me acusar
de poeta.
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA - A GLAMURIZAÇÃO DO ALCOOLISMO
A glamurização do alcoolismo
Por Luciano Martins Costa em 03/08/2011 na edição 653
Há quinze anos, a mesma Folha publicava uma reportagem sobre a tolerância com drogas e álcool em algumas das principais universidades do pais.O suplemento Equilíbrio, publicado às terças-feiras pela Folha de S. Paulo, divulga nesta semana um estudo inédito sobre alcoolismo no Brasil.
Na ocasião, o repórter encontrou dezenas de seringas ao redor da sede da Universidade Metodista de Piracicaba, por exemplo, e constatou que havia um traficante instalado no campus da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Nos anos 1980, ainda traumatizado com o recém encerrado período ditatorial, o ambiente acadêmico brasileiro tinha ojeriza a qualquer idéia de ação colaborativa entre a Universidade e as autoridades policiais.
Na Universidade de São Paulo, um vice-reitor afirmou que usar ou não drogas era uma questão de livre arbítrio dos estudantes e que a instituição não iria intervir no seu direito de escolha enquanto isso não afetasse seu desempenho escolar.
Na época, o Crusp, Centro Residencial da USP, estava abandonado e havia se transformado em abrigo de traficantes – pelo menos um deles estava matriculado na universidade.
A tolerância com as drogas, em nome da autonomia universitária, se estendeu ao alcoolismo. Hoje, faz parte de certo ritual de passagem embebedarem-se os adolescentes que ingressam no curso superior. Muitos centros acadêmicos contam com patrocínio de distribuidoras de bebidas para as festas de recepção de calouros.
Tais celebrações muitas vezes resultaram em trotes violentos, que só foram colocados sob algum controle depois de alguns casos de morte com grande repercussão na imprensa.
As fabricantes de bebidas já perceberam essa oportunidade de negócio e há alguns anos vêm lançando bebidas alcoólicas disfarçadas de refrigerantes para induzir ao consumo fequente. Há bebidas para todos os figados, e uma das mais populares é conhecida como “vinho químico”, que pode ser visto nas mãos de jovens e adolescentes pelas ruas das cidades brasileiras quase sempre dentro de garrafas de refrigerantes.
Mídia e alcoolismo: tudo a ver
A reportagem do caderno Equilíbrio da Folha se refere a um estudo realizado na região metropolitana de São Paulo pela psiquiatra Camila Magalhães Silveira, do Instituto de Psiquiatria da USP.
Suas conclusões mostram o alto risco de uma pessoa que abusa do álcool desenvolver a dependência. A taxa é muito elevada: de cada três bebedores abusivos, um vai passar para o nível de doença crônica.
A melhor prevenção, segundo a psiquiatra, é fazer o diagnóstico na fase de abuso, quando é muito mais fácil conter o problema do que no estágio da dependência.
O estudo observa que há um padrão de consumo conhecido internacionalmente como “fiesta drinking”, que é o hábito de beber em quantidade excessiva nos finais de semana.
A cultura de “encher a cara” regularmente pode começar na recepção dos calouros na universidade ou até mesmo antes, nas baladinhas do colégio.
Para os jovens, o hábito representa grande risco de evoluir para o nível da dependência, que vai levar à queda no desempenho acadêmico e ao menor preparo para a vida profisisonal.
Para a sociedade, é o caminho que tem conduzido aos acidentes de trânsito que ultimamente ocupam as páginas dos jornais.
E o que a imprensa tem a ver com isso?
Mídia e alcoolismo: tudo a ver.
A hipocrisia é o comportamento dominante na imprensa.
As indústrias de bebidas são grandes anunciantes. Costumam patrocinar os programas de televisão mais populares entre jovens e adolescentes, como os humorísticos e as transmissões de eventos esportivos.
Embora o Conar – Conselho de Autorregulamentação Publicitária – seja relativamente atuante em casos de abusos, não se observa nenhuma ação sistêmica do órgão ou da própria imprensa no sentido de controlar ou regular o incentivo ao consumo de bebidas alcoólicas por adolescentes e jovens.
Um jovem adulto é considerado, pela lei brasileira, como um cidadão na plenitude de seus direitos e deveres.
No entanto, a sucessão de eventos envolvendo álcool e direção perigosa está a aconselhar um movimento efetivo no sentido de reverter o crescimento do consumo de bebidas.
A imprensa tem um papel decisivo a cumprir nesse desafio.
A começar por questionar seu relacionamento com empresas que, de maneira explícita ou dissimulada, usam a publicidade para glamurizar o alcoolismo.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
PROTAGONISMOS
Vocês já perceberam que várias figuras públicas já experimentaram o protagonismo na cidade? Perceberam também que quase todos protagonizaram não pelo que fizeram de bom, mas por causa de escândalos, polêmicas, e intrigas? Por que será? Será que as pessoas estão mais interessadas nas noticias ruins mesmo como disse certo ícone da imprensa local? Será que não temos coisas boas pra falar sobre ninguém? Será que o público é assim mesmo, só quer sangue e lágrimas? Outra coisa é que santos viram vilões em segundos. Se um determinado protagonista é bem avaliado, logo torna-se alvo imediato, o judas a ser queimado, pato de parque de diversões. Por isso, muitas vezes acontece de alguns agentes criarem cascos. Só que cascos de tartaruga. Sabem porque de tartagura? Porque tem pessoas que quando o bicho pega, escondem as cabeças dentro do casco. Mas peraí! Tô fugindo do assunto! Falava dos protagonismos. Mas para que hajam protagonismos positivos, exemplos, modelos a serem seguidos, primeiramente precisa haver uma reverberação diferente, positiva, disposição para jogar pra cima, criar ídolos, modelos virtuosos e morais. Infelizmente os nossos espaços midiáticos estão muito contaminados por negatividades. A guerra política da cidade causa uma inércia enorme e seus agentes parecem não se dar conta do mal que fazem. Não percebem que fazem o jogo de um operador de marionetes, um protagonista oculto que dá poucas entrevistas pontuais. Esse não faz questão nenhuma de aparecer. Enquanto isso, a maioria dos protagonistas aparentes se acaba numa guerra em que só o dono da banca ganha. Enquanto isso, a subversão de valores vai extrapolando os limites da surrealidade. Chegamos a um ponto em que tem gente xingando o prefeito de "poeta".
A ESPERA
A ampulheta solta
sua areia aos poucos,
o ponteiro anda,
o neurônio queima,
a angústia aperta,
mas não chega a hora.
Os cabelos fogem,
a espinha arqueia,
continua a busca,
continua a luta,
pela esperança
de encontrar na curva,
algo com sentido.
Pela vida a fora,
tantas as esperas,
de neném,
de trem,
vintém,
meu bem,
meus sonhos,
Esperar fazendo
é tudo que nos cabe
Só quem age pode
e faz o amanhã.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
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