Só pode ser isso. Essa BR foi mesmo amaldiçoada. Pobres de nós que continuaremos nessa roleta russa. Pobres de nós, sobreviventes da carnificina. Até quando? Valha-nos Deus! O adiamento da licitação agora será para sei lá quando. Tudo por causa de mais corrupção, mais suspeitas e nenhuma consideração pelas vidas humanas que transitam. Enquanto isso a grande moedora de carne continua destroçando famílias. O que fazer, meu Deus? Acho que estamos precisando é de exorcistas. Mas o alvo nem deve ser a BR, mas o congresso nacional e alguns orgãos do governo. Se exorcizados os demônios que ali operam, teremos finalmente a BR humanizada e o Brasil inteiro vai melhorar de verdade. Vade retro Satanás!
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quinta-feira, 7 de julho de 2011
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
VAKINHA FM
Já postei sobre, mas como o texto recorrente foi para a minha coluna, resolvi retomar o assunto. Algumas pessoas vem reclamando nos blogs da cidade sobre as programações das rádios de João Monlevade e região. Para quem não é fã do estilo sertanejo realmente incomoda a monocultura reinante, mas o que fazer? Nas rádios de mercado quem determina a programação é o público, a audiência. Não por acaso, estive com o Weber Ferreira conversando por longo tempo sobre o assunto. Ninguém faz rádio para si, a não ser que seja excêntrico e tenha dinheiro para queimar...ou quem sabe quando a rádio pertence a uma fundação que não dependa de vender espaço publicitário para se sustentar. As rádios de Belo Horizonte não podem servir como parâmetros. A Rádio Inconfidência por exemplo, embora só toque MPB, é mantida pelo governo do estado, portanto se sustenta sem depender dos anúncios. Além do mais, em uma cidade com quase 3 milhões de habitantes você tem um público de pelo menos 250 mil pessoas que apreciam o estilo. Ai sim, com um público de uma cidade do porte de Governador Valadares dá para se fazer uma rádio voltada para um estilo apenas. Aliás, em Belo Horizonte existem outras rádios segmentadas, direcionadas para públicos diferenciados. Tem a Guarani, Alvorada e Antena, direcionadas para as classes A e B. Tem a 98, Pan e Mix, direcionados para o público jovem. Tem a BH, que pertence à rede Globo e EXTRA que pertence à rede Itatiaia, direcionadas para as classes B, C, D e E e a Liberdade FM, direcionada ao estilo sertanejo, primeiro lugar na grande BH há pelo menos 10 anos ( perdeu o posto para a Rádio Itatiaia que passou a transmitir também em FM). Isso tudo eu digo para tentar pintar o cenário da região. Todas as nossas rádios , sem excessão, executam mais ou menos as mesmas programações musicais. Mudam os locutores, as vinhetas, os conteúdos de jornalismo de cada veículo à partir de suas opções políticas, mas as programações são mais ou menos parecidas. Uma mudança do cenário teria de passar por uma mudança do próprio público, o que nos parece impossível no curto prazo. Portanto, continuaremos ouvindo Sertanejo e pop na Alternativa, Sertanejo na Global, de tudo um pouco na ALPHA, a programação de rede na Transamérica e também os sertanejos na Cultura e na Comunicativa. Quanto à audiencia das rádios locais, dizem que as pesquisas apontam a Cultura como a mais ouvida, seguida pela Alternativa. Só que a cultura tem uma programação e jornalismo muito voltados para as questões locais, sempre atacando a atual administração.São noticias que não dizem respeito às outras cidades. Por isso, imagino que a audiência da Alternativa em termos regionais seja bem maior. Trata-se de uma instituição muito sólida financeiramente, com anunciantes garantidos e bastante estruturada que não se incomoda nem um pouco com as críticas, pois ali todos sabem muito bem onde querem chegar e o coordenador não faz rádio para si, mas para o público. Portanto, assim como brinquei com o jornalista e ativista cultura Marcelo Melo dia desses, só se fizermos uma vaquinha pra montarmos uma rádio direcionada para pessoas como nós que apreciamos outros estilos que não os popularescos da moda. Até brinquei que a rádio poderia se chamar VAKINHA FM. Mas como já disse, só se for uma empreitada mantida por capitalistas excêntricos ( que não é o nosso caso) ou quem sabe por uma fundação. Acho até que a região tem público pra isso. Monlevade apenas não, mas se for feita uma pesquisa, pode até ser que existam patrocinadores dispostos a bancar tamanha empreitada. Quem se habilita?
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