segunda-feira, 14 de março de 2011

BR 381 - E A REPORTAGEM DO FANTÁSTICO

A opinião pública vai se moldando à partir do que vai sendo projetado no painel midiátivo. Trem danado. Logo agora que começaram a instalar os radares, pinta essa matéria. Tá certo que a fúria arrecadadora do governo agiu rápido. Tá certo que a indústria da multa prospera. Porém, neste momento precisamos dos radarzinhos. Precisamos agir nas pequenas coisas pra coibir os excessos dos pilotos da 381. Só mesmo com choques no bolso esse pessoal vai parar de transformar a BR da morte num rally irresponsável. Tá certo que são muitos motivos, mas creio que na maioria das vezes a imprudência é a causa principal. Então vamos agir para minimizar o problema através de uma ação pontual. Pena que tenha de ser assim. Muita gente vai sair ganhando, mas é um preço a se pagar enquanto não se duplica a BR. Aliás, fiquei encucado com uma coisa que o Marcelo Melo falou. Ele discorreu sobre os que utilizam a BR como bandeira política(me corrija se eu tiver entendido errado) e fez referência a supostas pessoas que lucrariam com a rodovia do jeitinho que está. Fiquei matutando comigo quem seriam esses oportunistas e não consegui descobrir. Se alguém lucra com tantas mortes, merece prisão perpétua. Aliás, prisão perpétua não! Merece ser atropelado por um bri-trem sem freio morro abaixo.

SELO DE INQUALIDADE - E DE QUALIDADE

Desta vez fui comprar um tênis. Sugiro aos donos de loja que instalem câmeras para ficarem de olho em seus funcionários. Incrível como tentam nos engalobar. Cheguei em várias lojas e queria comprar um tênis no estilo que eu tinha, com cadarso diferente, que não precisava amarrar. Meu tênis anterior era um Bull e me agradou bastante. Macio, confortável e com boa durabilidade. Aguentou bem o tranco e aposentei muito a contragosto por exigência da minha esposa, que já estava ficando com vergonha de me ver com meu surrado tênis de couro de dinossauro(rs). Pois bem. Numa primeira loja, pedi para ver os tênis e embora eu tivesse pedido num estilo, o vendedor me trouxe várias caixas com tênis totalmente fora do solicitado. Ele insistiu comigo que aqueles eram os tênis na moda, que calçavam bem e dá-lhe argumento de venda. Eu não queria aqueles modelos. E o cara só insistindo para que calcasse. Ele me venceu pela insistência. Um deles eu gostei até um pouco mais, porém estava apertado. Pedi ao sujeito que me trouxesse um número maior. Ele procurou mas não encontrou. Retornou e disparou a apertar meu dedão, dizendo que estava até confortável. Ai, devolvi o tênis e falei que iria procurar mais um pouco. O sujeito pegou as caixas, nem olhou pra minha cara e saiu puto da vida. Cheguei em outra loja. Uma menina muito gentil me atendeu, me ouviu atentamente e buscou algumas opções. Ela encontrou inclusive um tênis bull e alguns timberland, mas me informou que não produziam mais com o cadarso no estilo do meu. Os preços estavam bons e os tênis até me agradavam. Mas falei pra ela que iria procurar mais um pouco. Ela mesmo me informou sobre outras lojas que vendiam tênis mais ou menos no estilo que eu estava querendo e lá fui eu. Cheguei numa loja e não pintou ninguém pra me atender. O pessoal parecia que estava num café, não sei dizer. Mas não me atenderam. Comprador tem pressa, gente.Chegando num outro endereço, me informaram que eu teria de ir a outra loja, onde havia os modelos desejados. Lá chegando, até que tinha realmente muitos modelos interessantes. Só que o vendedor não me deu muita bola. Cheguei, olhei e ele nem olhou na minha cara. Quando perguntei o preço ele falou secamente o valor. E era caro pra caramba. Resolvi então retornar a loja da menina educada. Os olhos dela brilharam quando me viu. Veio em minha direção me dizendo que havia encontrado um tênis que tinha certeza que iria me agradar. Era diferente do que eu havia pedido, mas que tinha algumas características dentro do que eu buscava num tênis: durabilidade, conforto, numa cor em que a sujeira não aparecesse tanto e que calcasse bem. Era um Adidas com listras pretas, com preço bom e que calcei e já mandei embrulhar. Ufa. Não posso deixar de parabenizar a vendedora e tô até tentado a dizer o nome da loja, mas também vou deixar pra vocês adivinharem. Eu moro perto da Macogel, do Comil de da pracinha Domingos Silvério onde o povo joga dama. Deu pra sacar? A vendedora merece o selo de qualidade. Quanto aos outros, selo de inqualidade neles.

domingo, 13 de março de 2011

BR 381 - FATOS NOVOS

Recebi uma mensagem em que um anônimo que se diz usuário ( da rodovia) se revoltou com a colocação dos radares. Ele acha que vai atrasar demais as viagens e prejudicar quem utiliza todos os dias. Pode até ser. Mas pelo menos alguns que excedem serão punidos e se continuarem, vão acabar perdendo as carteiras.. O que não dá é para os corredores que não estão nem aí pra preservação da vida, colocar em risco aqueles que andam direito. Há quem diga que as multas serão tiradas. Pode até ser. Mas pelo menos vai dar trabalho pro povo tirá-las, além dos pontos nas carteiras. Agora, uma coisa dita num email me chamou a atenção. Será que não dá pra fazer um estudo e colocar muretas dividindo a pista em diversos locais da rodovia? Seria mais uma medida paleativa, mas que poderia salvar algumas vidas. Aliás, uma vida salva apenas já vale qualquer esforço. Outro detalhe que me preocupou foi uma informação twittada pelo Ricardo, Assessor de Imprensa da Prefeitura de São Gonçalo. Ele informa que os radares estão sendo colocados, mas só entrarão em funcionamento a partir de abril. Que coisa! Porque tanto tempo entre uma ação e outra? Quantas vidas poderão ser perdidas? Poderiam ter feito como aqueles artifícios utilizados por alguns lojistas de colocar um adesivo: sorria, você está sendo filmado! Pode até não ter câmera nenhuma, mas o simples fato de ter o adesivo já deixa o sujeito mais ligado. Não precisavam avisar que as câmeras não estavam ligadas. Informação desnecessária e que deixa os ligeirinhos mais corajosos. Outra coisa é que, logo que os radares estiverem funcionando, deveremos passar a etapa seguinte de criar campanhas educativas permanentes, colocar outdoors na rodovia, monitorar a licitação e o cronograma da Duplicação. E falando sério. Acho que já devemos ir pensando em mudar o nome dessa rodovia. Esse número 381 pra mim já ficou maldito. Se a Dilma realmente fizer, merece batizar. Rodovia Dilma Rousseff. O que acham?

sábado, 12 de março de 2011

O QUE FAÇO DOUTOR ? O PILOTO DA 381

SEGUNDO ATENDIMENTO DO DOIDO DE PEDRA QUE APRENDEU A FAZER SITES. PENSOU, PENSOU E PENSOU E RESOLVEU QUE IRIA MONTAR UM SITE DE PSIQUIATRIA. INVENTOU O INSTITUTO REGIONAL DE PSICANÁLISE. SÓ NÃO EXPLICAVA QUE REGIONAL ERA ESSE. PODIA SER REGIONAL DE QUALQUER PARTE DO MUNDO. ELE MONTOU O SITE E CRIOU UMA COLUNA INTITULADA : O QUE FAÇO DOUTOR? PARA DAR CONSULTORIA ÀOS QUE PROCURASSEM CONSULTAS PSICOLÓGICAS. VEJAM A CONSULTORIA QUE DEU PARA UM PILOTO QUE ADORAVA ACELERAR NA BR 381.

Doutor, estou muito preocupado com esse negócio de colocarem radares e outros trecos na 381. Eu adoro correr. Comprei um carrão que faz 280 por hora e que vai de 0 a 150 kms em 1 segundo. Não tenho culpa se alguns tem complexo de tartaruga. Eu gosto é de passar todo mundo mesmo. Se chego atrás de um carro, colo mesmo na traseira e ultrapasso rapidinho. Pra mim não tem faixa contínua, faixa de pedestre, faixa nenhuma. Pra mim o que importa é ver o motor roncar e ir deixando tudo pra trás. Será que isso é normal, Doutor? O que eu faço?

Olha, meu amigo. Meu papel aqui é ajudá-lo a se livrar do seu problema psicológico. Você está certo. Se gosta de correr, tem de correr mesmo, afinal isso o desestressa não é mesmo? Faça o seguinte. Tire o freio de uma vez do seu carro. Você não precisa dele mesmo. Sugiro também que coloque vidros fumês em todas as janelas. Ah. Um sisteminha pra ocultar as placas durante as viagens, pra despistar os radares também podem ajudar e tem na internet pra comprar. Pode ser que numa dessas viagens você bata de frente com um caminhão, mas são detalhes, não acha? Se for difícil depois juntar os pedacinhos que sobrarem de você, vai ser contingência. Também, né, assombração não sente dor e você pensava mesmo em ser cremado. Mas quer saber de uma coisa? Se o seu problema era essa pressa, depois de morto não terá mais de se preocupar mais com isso pois terá todo o tempo do mundo. Ah...acabo de me lembrar. No além os mortos também tem direito a carros. Imagino você dirigindo uma Ferrari vermelha a 300 kms por hora. Tô vendo aqui até uma placa na estrada. Tá escrito: Seja bem vindo ao inferno!

( VEJA A PRIMEIRA CONSULTA DO LOUCO DE PEDRA NO MENU DE POSTAGENS)

BR 381 - A RODODILMA

A solução definitiva só virá com a duplicação. Aliás, pelo que vi no relatório elaborado pelo Célio Lima, duplicação nem é a palavra correta. Talvez reengenharia, reformatação, como quiserem. Acho inclusive que temos de rebatizar a BR. Que tal Rodovia Dilma Rousseff pra obra sair mais rápido? Falando sério. Se a presidenta realmente viabilizar a rodovia até será merecedora, pois é uma obra que se arrasta a anos e só fica no papel. Poderá ser inclusive apelidada de RODODILMA.

BR 381 - RADARES SENDO INSTALADOS


Pude averiguar que os radares começaram a ser instalados na BR 381. É claro, é óbvio, é sabido que não resolvem a situação definitivamente, mas sem dúvidas que diminuem os riscos. Porém, considero fundamental que haja uma sinalização diferenciada, com outdoors, com avisos que saiam do convencional das placas de sinalização. Os motoristas se acostumam com a sinalização normal e com o tempo, não prestam mais atenção. Só peço aos amigos blogueiros, ao pessoal da AMEPI, a todas as instancias envolvidas que não relaxem por causa dessa medida, que é paleativa. Pode ser que os acidentes até diminuam, mas não vão acabar.

quarta-feira, 9 de março de 2011

DEPOIS DO CARNAVAL , A NOVA QUARESMA

Nos primórdios dos anos 70/80 ( primórdios tão próximos) ainda morava em Alvinópolis, uma cidade que tem enorme influência da igreja católica, naqueles tempos muito mais rigorosa. O curioso é que havia um paradoxo, pois ao mesmo tempo que imensamente religiosa, a cidade já fazia um carnaval muito interessante. A igreja tinha uma certa complacência com o carnaval, considerada a festa da carne, do pecado. Talvez para que as pessoas se arrependessem de todos os excessos cometidos e para desembocar no que viria a seguir. Nos carnavais daqueles tempos havia mais inocência. Com todo espírito folião reinante, mesmo com tanta gente fantasiada, com tanta licença para soltar a franga, havia uma loucura sadia que perdura até hoje. Os novos tempos trouxeram adaptações em razão do marketing e das invasões culturais, porém, ainda hoje o carnaval é esperado e amado pela população . Só que na Alvinópolis da minha juventude, logo depois do carnaval havia a aterrorizante quaresma. Era um tempo difícil . As pessoas se penitenciavam, deixavam de comer carne e de consumir bebidas alcóolicas. Poucas festas aconteciam e as pessoas se recolhiam em respeitoso silêncio.Todos os monstros que habitavam os nossos pesadelos andavam soltos pela noite escura. Eu morria de medo do lobisomem, da mula sem cabeça, da procissão dos mortos e do fantasma de Paulo Moreira que circulava pela cidade em seu cavalo de fogo. A quaresma era o purgatório que precedia o céu ( ou inferno) do carnaval. Hoje em dia quaresma é sobrenome apenas. Os lobisomens viraram atores de hollywood, as mulas sem cabeça desfilam pela Marquês de Sapucaí com cabeças de silicone, a procissão dos mortos virou clip do Michael Jackson e a igreja católica não se interessa em amedrontar mais ninguém. Mas vamos e venhamos: se a igreja se renovou e eliminou o estigma do terror, antes melhor. Tudo bem que a quaresma seja um tempo de reflexão, de desintoxação, de renovação da fé, mas não precisa ser na base da imposição pelo medo. Não vou dizer que tenho saudades do medo que sentia porque não é verdade. Penso até que os tempos atuais tem muita libertinagem e não sei mesmo até que ponto isso é bom. A confusão entre liberdade e libertinagem é um perigo. Mas o terror como chantagem para moralizar os jovens me parece próximo aos métodos dos tuaregs do deserto, dos sacerdotes radicais do Islã. Igreja não foi feita pra gente temer e sim pra nos conectar com o divino. Eu pelo menos, acredito é nAquele que abriu os braços para abarcar toda a humanidade. E viva a nova quaresma!