domingo, 4 de março de 2012

PODE SER CONVERSA DE CHATO, MAS CARROS COM SOM ALTO SÃO O FIM..

Essa é uma placa em uma cidade do interior do Paraná. 

Fico tentando entender o que passa na cabeça das pessoas, quase sempre homens, que passam pelas ruas com os sons dos carros no último volume. São muitos e muitos carros desse jeito. Parece ser uma mania em João Monlevade. Qual será o pensamento dessas pessoas? Será que acham que ganham moral com as meninas? Que o som alto é uma demonstração de virilidade? Será algo fálico? Me perdoe se você é um desses caras. Nada errado em ouvir som alto, mas desde que não incomode os outros. E ainda tem umas pessoas que fazem o seguinte: param nas sorveterias, nos bares e deixam seus carros com som tunado ligados no último volume na porta, quase sempre ouvindo axé ou funk. Quem não é adepto, tem de aguentar do mesmo jeito. Dizem que isso é democracia. Que as pessoas devem ter liberdade de viver as suas vidas. Mas democracia também não pressupõe que meu direito termina onde começa o do outro? Tudo bem um carro de propaganda de vez em quando, mas a barulheira ambulante é infernal. Mas sei que estou chovendo no molhado. É melhor comprarmos um eficiente tapa ouvidos, pois os carros tunados vão continuar.

DOMINGO BONITO E ENSOLARADO EM MONLEVADE

Muito bom acordar cedinho, ir à banda da praça 7 comprar os jornais domingueiros,  ver a turma que sai pela manhã para caminhar, casais de aposentados, pessoa de cabelos brancos e jovens com seus mp3players. Fico imaginando o que ouvem: Rock? Sertanejo? Axé? Vai saber. O sol incide de uma maneira que forma franjas de sombras, por causa das montanhas e dos edifícios. Tem aqueles afim de sol, que se encontram para comentar as últimas e botam uma das mãos acima dos olhos, um tapa sol mais que natural. Quem prefere o frescor das sombras, também se encontra. É bonito de ver essa interação. A cidade pulula de vida. Depois passar na padaria Globo, comprar pãozinho quentinho, conversar com o pessoal, com a moça do caixa que tem sempre um papo bacana. Segundo me disseram, os donos são de Alvinópolis. Aliás, tem Alvinopolenses pra todo lado, principalmente do Major Ezequiel e Prateanos também em grande quantidade. Deve ter mais Alvinopolenses e Prateanos em Monlevade que nas próprias cidades. Subindo mais um pouco, vou até ao Bretas e deparo com várias pessoas esperando o supermercado abrir. Do outro lado da rua, o pessoal do Comil também se prepara. Eu fico ali. Quem abrir primeiro será contemplado com o cliente Martino. O Bretas ganhou. Fico pensando cada um em sua rua, em sua região, vivendo uma manhã de domingo tranquila e que com alegria de viver. U que fazer à tarde? Essa só o Marco Aurélio da Infocus e da De repente 21 para responder...


sábado, 3 de março de 2012

NENHUM DE NÓS VAI QUERER PERDER...

Nenhuma parte do país é tão rockeira como o Rio Grande do Sul. Um amigo de lá me falou que axé e pagode não pegam tanto nos pampas. Música sertaneja, só a nativa. Quer dizer, já tem um tempo que não vejo o meu amigo gaúcho e a música sertaneja penso que virou uma monocultura de integração nacional. Não podemos esquecer que somos um país sertanejo. Aliás, são muitos sertões ainda a desbravar. Mas comecei a me interessar pelo Rock do Sul por intermédio dos Engenheiros do Hawaii. Sempre gostei das letras do Humberto Gessinger e depois fui conhecer o Nenhum de Nós, que também me agradou bastante. Camila, camila é uma coisa, uma canção perfeita, um clássico do Rock Brasil. Astronauta de Mármore também é uma grande música,  versão de outro artista de que gosto muito que é David Bowie. Mas sobre o Nenhum de nós, também tenho de destacar uma banda que o Theddy, vocalista da banda produziu, que foi a Foxy Lady. Letras muito boas, músicas legais também, um vocal feminino muito bacana. Tenho as músicas do Foxy Lady em meu mp3player e gosto bastante. Outra referência pra mim, aliás, a maior delas é o compositor Vitor Ramil (irmão de Keiton e Kledyr). É o compositor cantor que mais me emociona, com letras instigantes, melodias desconcertantes e muito experimentalismo linguístico. Vitor é um artista completo, muito bom quando se arrisca em arranjos futuristas, quase roqueiro e também virtuoso quando compõe na linha das milongas, das músicas nativas do Rio Grande. Sua estética do frio é de cortar o coração. Vitor e o Nenhum de Nós já trocaram figurinhas. Mas voltando ao Nenhum de Nós, será bacana ter em Monlevade uma banda que faz um rock mais sério, mais trabalhado na questão harmônica, não tão divertido e engraçadinho como certas bandas, uma estética menos ensolarada, porém mais profunda. Devo dizer que pra mim é uma incognita o que pode acontecer com o público. Vai depender muito do que os produtores conseguirem com as rádios, de tocarem bastante as músicas mais conhecidas na data próxima ao show. De qualquer maneira, estaremos lá. Uhúú!

QUEM FALOU QUE CRISTAL É FRÁGIL?

A coisa mais difícil de se reverter é uma cultura cristalizada. Também difícil de se reverter é uma primeira impressão ou uma antipatia por razões defensivas ou por facção mesmo. Por exemplo, se você manifestar simpatia por determinado grupo político, imediatamente será odiado pelo outro lado, que começará a listar e exaltar seus defeitos. Suas qualidades não importam.  Quanto ao processo de cristalização, no caso específico de João Monlevade, é um filme que a cidade já assistiu. Mesmo tendo o PT feito um governo excelente, perdeu uma eleição para a cristalização de sentimentos. E quais foram as armas utilizadas pra isso? Um jornal e uma rádio. Agora temos a repetição da mesma fórmula. Foram 3 anos em que o Jornal bate na terça e na sexta e a rádio bate todos os dias da semana, várias vezes ao dia. O povo vai recebendo essa carga negativa e pela insistência, pela repetição, vai cristalizando impressões. Enquanto isso, as mensagens que interessam ao governo não chegam, pois o povo tem há anos o hábito de receber e assimilar informações pelas mesmas fontes. Engraçado que temos aquela imagem de que os cristais são frágeis, que se quebram a toa. Mas a realidade é que é difícil quebrar um sentimento cristalizado. Dizem que Cristal se quebra com um grito estridente. Gritemos então!

sexta-feira, 2 de março de 2012

A VILA DO ARCO DE MONLEVADE

Quem tem quarenta e poucos anos se lembra de uma novela que passou na antiga rede Tupi, chamada Vila do Arco. Foi uma novela hilariante, acho que do início dos anos 80, que contava uma história de uma cidade em que todos foram parar no hospício. Acabo de consultar São Google que me afirmou que a novela foi em 1975. Puxa, eu só tinha 10 anos de idade e me lembro. Na verdade, a novela era meio uma metáfora da vida, pois o que mais vemos é gente muito maluca em todas as partes. Tudo bem que a relação é civilizada, mas tem muito maluco solto por aí. A começar pelos volantes. Depois dizem que o Brasileiro anda desarmado. Mas introduzo o assunto para falar da Av Getúlio Vargas onde moro. Vocês não imaginam o que a gente ouve e vê passando de madrugada. Vou contar só dois casos para que tenham uma ideia. Outro dia, por volta de 3 da manhã passou um sujeito bêbado gritando: Viva Satã! Ele ia e voltava, cantou, gritou, sempre elogiando seu amigo, o capeta. Outra vez, era mais ou menos 3 da manhã de novo, quando minha esposa me cutucou dizendo: - O que é isso, Martino. Porque você está fazendo isso? Eu perguntei: fazendo isso o quê? E ela falou: - Uai, toda hora você diz assim: Ai, ai. Naquele instante pintou mais um ai ai. Eu fiquei ressabiado. Parecia que era dentro de casa. Fiz uma revista na casa e só depois fui perceber que tratava-se de um sujeito meio pancadão, não sei se por causa do alcool ou por causa naturais. Mas ele ficou ali parado e de tempos em tempos falava o seu Ai, ai. Isso ocorreu por umas 2 horas direto. Outra noite apareceu um maluco gritando feito um louco, dizendo que fulano de tal era pedófilo. Ele gritava, gritava e gritava, depois os gritos pareciam estar mais distantes. Tem gente que passa chorando, milhares que passam falando sozinhos Nas madrugadas, passa uma procissão de malucos, muitos recitando poesias, cantando músicas bêbadas. Tem um sujeito que gosta do Pink Floyd e canta todas as músicas no seu Inglês embromation e ainda faz os solos de guitarra na boca. Pra completar, tem as alcateias de cachorros vagabundos que andam assombrando pela noite, dos cachorros seresteiros, que fazem serenata as 5 da manhã da janela das casas,  além dos fantasmas de tantas eras. Mas noite é até tranquila. Inferno é nos sábados pela manhã, quando alguns marketeiros resolvem colocar locutores e caixas acústicas bem cedo, perturbando a vida de quem mora e frequenta. Eu digo isso, mas apesar de tudo, gosto da Getulio Vargas. Além do mais, tem aquele ditado: "os incomodados que se mudem..."Só que na minha questão particular, não vou mudar por algo que me incomoda, mas lutar para conscientizar e tornar a avenida mais humana. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

PTPVPSDBPMDBPSDPSBDEMPCDOBPRPRTBPRBPSTUPTBPSCPHPMB...


FRAGMENTOS

Com fragmentos se faz um belo mosaico
ou entulho.
A escolha é nossa.