sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

QUEM É QUE NÃO GOSTA DE UMA PELADA?

Vídeo caseiro com a música PELADA, 
recentemente gravada pelo SOUL DU SAMBA.
 A produção é econômica, mas dá o recado...

O sentido é duplo mesmo. Quem é que não aprecia a nudez feminina? Até as próprias mulheres gostam de ver um corpo feminino desnudo. Mas o assunto é a outra pelada, aqueles embates futebolísticos informais irresponsáveis, com traves de bambu ou pedras...as vezes algumas camisas delimitando os gols, quadras ou campos com ou sem grama. Fico olhando a turma passar animada pra bater uma bolinha. O povo passa carregando suas chuteiras nas mãos, animados, cheios de disposição. O bacana é que jogam juntos os caras que sabem jogar e os pernas-de-pau. Diversão pura! E costuma acontecer do perna-de-pau estar numa noite inspirada e humilhar os craques, com chapeuzinhos e canetadas. Eu adorava jogar bola. Perto de minha casa em Alvinópolis havia um campinho 24 horas. Na época o futebol amador era forte e meu pai ia ao campo todos os domingos. Nunca fui um craque. Durante muito tempo, cismei que era lateral esquerdo e jogava nessa posição até nas peladas. Cheguei a jogar nas categorias de base do “Pinga rato”, mas aí não era exatamente pelada. Já era um futebol mais ”profissional”, pois tinha jogos de camisas, trave com rede, etc. Boas mesmo eram as peladas. Alguns craques com um pé calçado e outro descalço. Havia os times sem e com camisa (era esse o uniforme). Os times eram definidos no par ou impar. Quem ganhava tinha o direito de escolher o primeiro jogador e assim sucessivamente. Eu era um dos últimos a ser escolhido. Pra mim não fazia diferença. Eu queria era jogar. Havia aqueles especialistas em ficar na banheira, outros especialistas em chutar de bicuda, tinha aqueles que chutavam a bola dentro do rio ou fora da quadra, pra esfriar o ímpeto dos adversários. Mas as peladas continuam na moda. Pra todo lado tem quadras, seja de grama artificial, seja de cimento...e a turma joga peladas fantásticas. Hoje em dia tá na moda gravar. Quem sabe não pinta um daqueles gols pro bola cheia do fantástico? Bolas murchas com certeza vão rolar com força. E a bola vai rolando pelo Brasil à fora. Quantos craques brilhando em lances inesquecíveis. Pode ser que seja necessário um número maior de intervalos, para comportar tempos técnicos extras, pra tomar uma cerveja ou uma cagibrina. As regras podem mudar a qualquer momento. Mais recentemente as mulheres resolveram jogar bola e não tem nada melhor do que assistir uma mulher jogando pelada, quer dizer, vestida, quer dizer...deixa pra lá. As meninas estão fazendo bonito e dando o maior olé em muitos marmanjos. O fenômeno até me inspirou a fazer uma música, um sambinha denominado “PELADA”, que foi recentemente gravada pelos meus amigos do SOUL DO SAMBA. E por falar em pelada, fico pensando nos amigos músicos. Podia rolar de vez em quando uma peladinha musical, um palco aberto pra turma tocar sem compromisso, sem lucro, só pelo prazer de tocar, afinal de contas, quem não gosta de uma pelada? E por falar nisso, quando sai a playboy com a Sininho?



Quem quiser conferir a gravação do SOU DU SAMBA, tem o link


sábado, 15 de fevereiro de 2014

Samyr e Semer e a dinâmica de um sonho...

Samyr, Rodolfo Mendes, eu(Marcos Martino) e Semer

Vejam como funciona a dinâmica de um sonho. Ontem (15-02-2014), encerramos mais uma etapa na produção do CD de Samyr e Semer. Durante a audição do material gravado alguém perguntou: - há quanto tempo vocês estão trabalhando na produção do CD? Recorri ao arquivo do gmail para tentar encontrar uma data aproximada. Encontrei registros de maio de 2013, mas o Samyr acha que foi até antes. É verdade Samyr! Foi muito antes mesmo. Há alguns anos atrás (não consigo precisar quando), fiz um trabalho para uma empresa do Samyr, a Semtra, especializada em Medicina do Trabalho. Na ocasião Samyr me falou que gostava de compor e tinha uma série de composições próprias. Algum tempo depois, eu promovia o Festival de Música de Alvinópolis e o Samyr inscreveu um samba muito bonito. Já pude perceber ali a mão do compositor. Mais algum tempo depois conversamos pela internet e o Samyr buscou comigo informações sobre produção musical, sobre como funcionava, sobre custo, enfim, querendo entender o mercado fonográfico. Trocamos  informações e ficamos mais um tempo sem nos falar. Mas quando foi no inicio do ano passado, Samyr me procurou querendo saber se eu teria disposição de ouvir alguns sambas que ele tinha, pra ver se valia a pena gravar um CD. Seu irmão Semer,  foi a minha casa e deixou um CD com esses sambas gravados no Iphone do Samyr durante um churrasco com amigos que tocavam com ele. Fiquei de queixo caído. Os sambas eram muito bonitos. Mesmo gravados de forma rudimentar, davam o recado e revelavam belas melodias. Entrei em contato com o Samyr e comuniquei a ele que havia gostado bastante, que daria sim um belíssimo CD. Samyr ficou satisfeito e começamos a produzir o material com calma. O importante é que ficasse perfeito, vestindo as canções com tudo que tem de melhor. Levei o material para o meu estúdio pessoal, harmonizei ao violão, gravei vozes e acertamos os formatos das músicas. A partir daí o arranjador Rodolfo Mendes veio juntar-se a nós. Rodolfo é um grande músico e deu um toque de sofisticação, enriquecendo as harmonias, inserindo lindas introduções e solos ao material.Fomos trabalhando e formatando as músicas, ouvindo as ponderações da dupla até aprovação. Terminada essa fase, passamos a fase seguinte, de gravar os instrumentos acústicos: cavaco, 7 cordas, percussão e baixo. Na tarde de ontem, ouvimos juntos esse material e projetamos as novas fases de produção, que será da gravação das vozes, backings, instrumentos de sopro e pequenos reparos em algumas canções. Depois virão as fases de mixagem e masterização. Foi uma tarde deliciosa junto a um turma do bem que exala samba por todos os poros. Alem do Samyr e do Semer, estiveram presentes advogado Junior Queiroz, que também é DJ e conhece do riscado. Ele é muito amigo do Samyr e deu opiniões bem pertinentes. Importante salientar a fundamental importância do Semer no processo. Além de irmão, Semer é companheiro para todas as horas, cantor, sambista de um fôlego incrível e que é o principal incentivador, que vem insistentemente cutucando o irmão para que coloque o "bloco na rua". Sem ele, as coisas não teriam evoluido.  Outra presença ilustre foi do irmão quase gêmeo Semy, também muito bem humorado e informado. Ele me fez uma pergunta que é recorrente, mas que nenhum produtor tem como responder com toda certeza. Ele me perguntou: você acha que alguma música tem chance de estourar? E eu respondi: - Olha, tem muitas músicas com potencial para se tornarem hits. Agora, a questão da música se tornar ou não sucesso, cair no gosto popular, depende de uma série de fatores, muitas vezes de investimento para promover o material, de colocar o material na mídia, do estabelecimento de contatos com pessoas influentes, enfim, dos canais certos para colocar o produto no mercado. E depende também de uma boa dose de sorte, de conjunções favoráveis. Sucesso mesmo, produtor nenhum pode prever. Há trabalhos muito ruins que dão certo e trabalhos excelentes que não alcançam o grande público. Mas uma coisa o produtor tem obrigação de garantir: uma qualidade final impecável, um CD do qual o compositor e cantor, aquele que sonhou o projeto possa se reconhecer e fazer bem ao mundo com seus sentimentos e sua musicalidade. Tá ficando muito bom, Samyr. E muito obrigado por nos permitir participar do seu sonho. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

OS ODIOTAS

Um livro recorrente em minha vida é o profético 1984, do visionário George Orwell. Ele previu um futuro sombrio para o ano de 1984, quando todos seriam vigiados e as coisas estariam sobre o controle de um líder conhecido como Big Brother. (o livro inspirou o programa televisivo).
Vou ater-me a maneira como eles lidavam com o ódio.
Todos os dias as pessoas eram obrigadas, antes das refeições, a assistir filmes mostrando cenas dos inimigos do estado e depois da exibição e até durante, as pessoas deviam manifestar seu ódio ao inimigo, xingar, desabafar.
Era ao mesmo tempo um descarrego e uma lavagem cerebral.
Os inimigos estavam sempre mudando, mas as pessoas nem percebiam. Elas gostavam é de xingar a valer na chamada “hora do ódio”.
A profecia não se fez exatamente em 1984...mas será que foi apenas um erro de 30 anos?
Não é que a ficção está virando realidade?
Será que existe um Big Brother nos controlando?
Hoje a “hora do ódio” tá rolando é na internet.
Vejo uma galera destilando veneno, disparando petardos de ódio, incitando à violência, praticando a intolerância, o preconceito, todo o esgoto dos sentimentos humanos.
Será o ódio sentimento inato da humanidade, necessário para a sanidade das pessoas?
Embora as pessoas expressem que almejam a bondade, há sintomas que nos fazem duvidar da propensão para o bem.
Precisamos de alvos para os nossos ódios e ficamos procurando Judas pra malhar.
Precisamos de times de futebol e seus adversários pra malhar.
Precisamos torcer pra algum lado e odiar o outro.
Precisamos de um partido político e todos os outros para odiar.
Precisamos de uma ideologia e das outras para odiar.
Precisar de um Deus e todos os outros pra profanar e odiar.
As mulheres odeiam todas as outras mulheres bonitas, rivais em potencial.
Os países precisam de inimigos pra odiar e guerrear se possível.
A coreia do norte precisa da do sul pra odiar.
Mas o ódio pelo ódio?
Veneno no ventilador?
Talvez fosse melhor recorrer à masturbação ou dar margem à sexualidade reprimida.
Os games também ajudam ou talvez algum artifício químico.
Em outro livro profético “Admirável Mundo Novo”, o escritor Audous Huxley,  falava de um futuro em que foi criada uma droga perfeita que não causava mal algum, nenhum efeito colateral, mas que deixava as pessoas tranquilas, sem tanta pressão capitalista.
O nome da droga era SOMA.
É isso. Tomamos partido demais. Estamos precisando é de soma. Mas é uma droga ainda não inventada e mesmo que alguém inventar, será considerada ilícita pelo lobby das lícitas, que não vão querer concorrentes. Também será combatida pela indústria militar, maior patrocinadora do ódio.
Eu também tenho minhas indignações, as vezes raivosas, mas não são sinônimas de ódio. Muitas vezes as indignações são legítimas, a tal ira santa de que falava Teotônio Vilela . Quando a indignação é legítima, pode ser um importante motor e nos mover a agir por justiça.
Mas e quando os sentimentos de ódio não são justificados?
Será que alguém precisa de justificativa pra odiar?
Sei não. 
Acho que pra muita gente, o ódio é diversão.
São os odiotas...

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

GILVAN E RYAN - MELHORES A CADA DIA...

Essa dupla Alvinopolense vem ganhando espaço no mercado, com presença nos melhores eventos sertanejos na região do Médio Piracicaba e ousando fazer as suas próprias canções, sempre sensuais e bem humoradas. Depois de lançar a música "Na strada", onde o compositor fala de suas aventuras num Fiat Strada, na esteira dos "carros pegadores", agora eles lançam "Eu vou te pegar e pah!", na onda do sertanejo moderno, swingado e dançante. O arranjo é criação da própria dupla, porém a produção foi do Guitarrista Cristiano Moraes, que toca na banda de Gino e Geno. A música também foi gravada no Estúdio do Gino e Geno em Divinópolis. Ô lugarzim pra ter artista bom essa alvinops, sô! 

sábado, 18 de janeiro de 2014

Samyr e Semer, samba de primeira...

Belas melodias,  letras  românticas, outras com tiradas humorísticas, ingredientes que Samyr e Semer misturam em seu caldeirão sonoro. Há alguns meses, venho trabalhando com a dupla na produção dessas canções, contando com arranjos de Rodolfo Mendes, com os técnicos Alexandre Rodarte e Guilherme Fonseca e com a participação de excelentes músicos. A produção está agora na fase de gravação de percussões, cavaquim, violão de 7 cordas, etc. A próxima etapa será a gravação das vozes. A medida que tivermos novidades, faremos questão de compartilhar com vocês. Mas guarde esses nomes: Samyr e Semer, se você gosta de samba, vai gostar dessa dupla. 

sábado, 11 de janeiro de 2014

DRONE, O AMOR DA GENTE É COMO UM DRONE...

A primeira vez que ouvi falar dos drones, foi daqueles aviões não tripulados que os Estados Unidos usavam para atacar os inimigos. O filme Oblivion, último do Tom Cruise, tem drones futuristas muito doidos. Agora a Amazon, está utilizando drones para entregas. São pequenos helicópteros que levam produtos rapidamente de um lugar pro outro. Daqui a pouco vai ter drones no formato de mosquitos, quem sabe até nanodrones, bisbilhotando a vida dos outros, gravando, filmando. Imaginem Drones pernilongos, inoculando doenças nas pessoas. Sei não viu...trem perigoso. Em princípio lembrei daquela música do Gil. Mas não sei não...

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

OS ZUMBIS VIRTUAIS e A TELEPATIA

A telepatia já é uma realidade e poucos se dão conta. Estava viajando distraído, dentro de um ônibus que ia de Belo Horizonte para Betim, quando me dei conta de que havia um silêncio estranho. Olhei para a poltrona ao lado da minha e havia um mulato de uns 35 anos. Sua roupa era pop suburbana, colorida, usava tênis verde marca texto e levava nas mãos um tablet, possivelmente adquirido num desses shoppings piratas com nome de índio que tem no centro de BH. Ele usava seu tablet com desenvoltura e assistia um clip de uma cantora chamada Pocahontas. Ao mesmo tempo,  conversava com alguém no facebook. No ônibus mais umas 30 pessoas. Dessas 30, pelo menos 15 portavam smartphones e trocavam mensagens com alguém em algum lugar. Falavam, falavam, falavam sem abrir as bocas. Isso é telepatia ou não é? E através de seus smartphones, estavam conectados com pessoas em bairros, cidades, países...quiçá em outros planetas. Eu fiquei um tempo observando algumas pós-adolescentes no ônibus. Elas olhavam para as telinhas de seus smarts,  sorriam, expressavam contrariedade, ficavam sérias, gargalhavam. Quase todas usando o  Whatsapp, o aplicativo da moda, pra namorar, pra zoar, pra falar com a família, pra dizer um oi. Será que estamos nos aproximando de um passo à frente na evolução? Será que rumamos para nos tornar telepatas? Será que com essas tecnologias, estamos anexando mais um sentido? Ao mesmo tempo, a mania tecnológica conduz a uma teleApatia. Há um exército de zumbis virtuais pelas ruas e principalmente nos apartamentos. Esses zumbis se alienam da realidade e vivem nos seus smarts Se você tenta estabelecer um diálogo tradicional usando a voz, tem grandes dificuldades de se comunicar. Você vai ouvir um um Ahn? Como é que é? Ahh...Então? O que você falou mesmo? Desculpe...eu estava falando com 8 amigos. O arsenal de desculpas será infinito. Os zumbis virtuais estão se multiplicando numa velocidade estonteante. Já vi alguns dirigindo automóveis. Colocam seus smarts nos volantes, vão dirigindo e teclando. Já vi também zumbis em velórios, teclando sem parar, rindo de piadinhas recém recebidas, enquanto o caixão  ia descendo e as mulheres cantando a mais triste música de todos os tempos “ No céu, no céu, com a minha mãezinha estarei”. Há casais zumbis que usam seus smarts até na hora do sexo. Perigas darem um pause pra responder alguma mensagem, principalmente quando assovia o passarim do whatsapp. Nada mais broxante. Mas os zumbis virtuais preferem um coito interrompido que deixar de responder uma mensagem. As famílias estão ficando preocupadas. O desempenho escolar caiu assustadoramente. A meninada anda monossilábica, pois os teclados são pequenos e a comunicação zumbi exige economia de palavras. Só existe um remédio para essa droga moderna, que atende pelo nome de OFF LINE. Mas a droga é lícita e sua oferta no mercado só tende a aumentar. Apocalipse Zumbi à vista...