quinta-feira, 31 de maio de 2012

BR 381, A EDUCAÇÃO PUNITIVA E OUTRAS IDEIAS...


No grupo "Viva 381" do Facebook rolou uma discussão muito interessante sobre a BR. Venho reclamando há tempos que os governos sempre adiam a danada da duplicação. Mas começam a aparecer pessoas que defendem a ideia de que o principal problema é a imprudência. Esta semana um debatedor, o Luthier Victor Vianna, fez algumas considerações interessantes. Ele afirmou que a BR está em excelente estado de conservação, com asfalto sem buracos e bem sinalizada. Ele diz cortar a BR direto de moto e parece ter grande conhecimento a respeito. Segundo sua avaliação, o principal problema é mesmo a imprudência. Ainda do seu jeito irreverente e sarcástico, ele sugere o seguinte: que seja adotada uma medida de educação no trânsito a partir de punições severas, instalação de dezenas de unidades policiais ao longo da rodovia em pontos estratégicos, que permitam a fiscalização severa, que seja feito o cumprimento da lei incluindo multas pesadas, pontuação na carteira e transtornos da ordem de retenção de CNH, o que faria com que o condutor tivesse mais despesas e dor de cabeça com reboque, uma vez que não poderia mais sair dirigindo o veículo com a CNH retida. Talvez sejam necessárias pequenas alterações no Código de Trânsito Brasileiro para a efetividade de uma ação como essa. Seria a chamada Educação Punitiva. O Victor é radical e não acredita em discursos bonzinhos, em campanhas light cheias de palavras bonitas. Pra ele o que funciona é o sujeito aprender pela dor e com prejuízo no bolso. Realmente a questão educacional no Brasil é muito mais profunda do que se pode imaginar. Não é só escola com carteiras, livros e quadro negro ou branco. É quase uma questão de adestramento para a civilidade. Não podemos nos esquecer que somos animais... uns mais que os outros. O Victor também pensa que não podemos debitar tudo na vida ao governo. É uma mania nacional mesmo, em todas as instancias (o sujeito joga o lixo na rua e pensa: - Ah, quem tem de cuidar disso é a prefeitura). Não é a rodovia que mata, mas as pessoas que não a utilizam da maneira correta. Eu gostaria de ouvir outros técnicos, psicólogos, sociólogos, outras perspectivas. Existem questões psicológicas envolvidas. O sujeito que tem um carro que faz 240 km por hora fica doido pra testar os limites. Tem pessoas que são ansiosas além da conta. Além do mais, existem as pulsões paranóides, os suicidas em potencial, todos soltos com roletas russas. Só que vão pro inferno e levam gente inocente junto. Mas como disse o Victor, imprudência e diabetes não tem cura, mas podem ter controle. O sujeito às vezes não tem medo de morrer, mas tem medo de multa. Então, educação punitiva pode ser realmente a melhor alternativa. Não podemos nos esquecer que além da imprudência, acontecem as imperícias. Aí advém outra questão. A lógica capitalista. Mil montadoras se instalaram no país. É imperativo vender automóveis pra girar a economia. A indústria das carteiras também é uma realidade. E é claro que a lógica capitalista continuará se impondo. Neste sentido, como a prioridade é vender carros, melhor não haver muita fiscalização, pois pode inibir o consumo. Imagino quantos lobbystas da indústria automobilística existem no congresso. Pra completar o quadro, quase ninguém se considera inapto. O sujeito aprende a fazer uma baliza e já se acha foda. Mas dirigir em BR é outra história. Rogério Rosa também faz um comentário interessante. Uma coisa que justifica a duplicação é o progressivo número de veículos e os constantes engarrafamentos em função de defeitos nos caminhões e outros veículos. Aliás, o tanto que os caminhões caem nas valetas é uma festa. Na última viagem que fiz haviam 3 caminhões de rodas para o ar. Já li em muitas reportagens que os acidentes acontecem com mais frequência em alguns trechos da rodovia. Então algumas ações pontuais podem ajudar a diminuir os acidentes. Uma delas seria fazer um do-in, estudar os pontos de maior incidência e proceder algumas corretivas. Outra seria instalar barreiras de proteção em alguns pontos de maior incidência de choques frontais. Imagino que a Polícia Federal tenha essas estatísticas. Mas enquanto vou escrevendo, a turma vai debatendo na internet e chegou mais uma mensagem do Victor Vianna. Ela diz o seguinte: Se todo mundo dirigisse de forma prudente, não aconteceriam mais as ocorrências que fariam necessárias as obras de duplicação, retraçado e barreira física central, haja vista que essas obras serviriam para remediar os acidentes causados pela imprudência. Sem imprudência não há acidente, e sem acidente, não há necessidade de realizar nenhuma obra. Então tá certo, Victor Vianna. Vamos por essa linha. Moralizar a BR 381 deve ser a meta. De tudo isso conclui-se que o que está faltando é atitude. Se o governo realmente quiser, com uma mudança de atitude, radicalizando a fiscalização, multando com rigor e tomando as carteiras dos loucos da estrada, rapidinho diminuirão. Resta saber se haverá vontade política pra isso. O que foi feito até hoje não deu resultado. Duplicar tá cada vez mais distante. A Educação Punitiva então se apresenta como o possível num curto espaço de tempo. Outros amigos passaram ideias interessantes. Um pouco antes de fechar, meu amigo Weber levantou uma questão interessante. Se o limite de velocidade no país é de 120, como é que os velocímetros dos carros vão até 240? Não deveriam vir limitados de fábrica? Os limites podem variar ao longo de uma mesma rodovia, de acordo com as características de cada trecho. Trechos em declive ou com curvas perigosas geralmente impõem limites de velocidades de 80 km/h ou, em alguns casos, 60 km/h. É o caso da nossa 381. Mas vai convencer um cara com um Corolla que ele tem de andar dentro do limite. Mas o assunto é polêmico mesmo e demanda muita discussão. Que tal o pessoal da Polícia Rodoviária, da sociedade civil organizada, SEVOR, DNIT, a bancada da 381, AMEPI, entre outras, se sentarem pra conversar à respeito?

A REGIÃO FAZ ROCK GOSPEL DE QUALIDADE

terça-feira, 29 de maio de 2012

LABIRINTOS VIRTUAIS

Bonecas sem pernas e braços, soldados sem cabeças, carrinhos sem rodas. A criança que existe em nós enjoa dos brinquedos, os destrói e depois abandona, desde os primórdios. Venho reparando que tem muita gente debandando do mundo virtual, principalmente do facebook. Aconteceu com o orkut e com outros modismos. Num primeiro momento, muitos botam a culpa nos conteúdos, na poluição virtual, no tempo que nos rouba. Mas acho que existe algo além. Há um cansaço , uma sensação de inutilidade no tempo virtualizado. Há pouco proveito objetivo, como quem passa o tempo jogando playstation. Há diversão, mas só com lazer, ninguém avança. Com tantas tentações sobrevem atrasos, desperdício de tempo e alienação. As pessoas enveredam pelos labirintos, portas e janelas e deixam a vida esvair por tantas frestas. Há ainda a falta do contato pessoal, do olho no olho, dos afagos, carícias, conversas fortuitas, acenos, expressões. Em algumas familias, cada membro vem se tornando uma ilha, cada um com um note ou desktop em seu canto. Se um quiser falar com o outro, terá de ser pelo msn. Vendo pelo lado positivo, não há como negar. A net é um grande barato, talvez a maior importante invenção dos últimos milênios, mas tem lá seus inconvenientes. Se usada como instrumento, pode quase nos teleportar. Se não transporta a matéria, leva a essência de um ponto remoto ao outro. Não estou aqui de modo algum pra atacar a internet e suas ferramentas. Nem o face, que usado de forma inteligente é uma poderosa ferramenta de comunicação. Mas aí é que está o paradoxo. Também tem algo de perverso, de exibicionismo paranoide. Quem dera Freud estivesse aqui pra analisar esse confessionário onde as pessoas alimentam seus egos famintos ao mesmo tempo que expõem o que tem de bom, ao mesmo tempo que os rapazes exibem seus biceps e barrigas tanquinho e as meninas exibem a silhueta na última ida à praia ou a piscina do clube. Para as novas gerações é um caminho sem volta. Para nós que vivemos a transição do analógico pro digital, ainda temos parâmetro para analisar criticamente. No momento, estou pensando em maneiras de me desintoxicar e  viver mais no real que no virtual. Não pretendo me afastar da net. Só diminuir um pouco o tempo que passo defronte ao computador.E você? Também é um confesso dependente?Também está querendo diminuir a dosagem?Também está querendo encontrar o caminho e escapar dos labirintos virtuais?

ANJOS E DEMÔNIOS

Tem hora que dá um grande desânimo e quase perdemos a fé na humanidade. São tantas as traições, falta de reciprocidade nas relações, decepções, tanta vaidade desmedida, que vamos endurecendo os corações, levando a vida na aspereza, conformados com a inóspita vida em sociedade. Dá uma baita vontade de fugir, de nos refugiar no mato, no alto de uma montanha, em qualquer lugar longe de tudo. Mas eis que nesses momentos, em meio as nuvens escuras, em meio à desesperança, aparecem anjos, pessoas benfazejas, que nos recebem com sorrisos, que põem ordem no caos, nos acolhem, nos direcionam para a luz. Infelizmente, nos embates do dia-a-dia, convivemos mais com demônios, muitos deles disfarçados, convenientes e totalmente destituídos de qualquer ética que não seja a vantagem pessoal. Além do mais, os demônios gostam de aparecer e o mal sempre encontra mais espaços na mídia. Tanto que as más notícias dominam as pautas dos jornais e outras mídias. Há algum tempo um amigo muito sábio me falou: - Martino, o que vamos fazer, meu amigo? O mal triunfou! Na época fiquei aterrorizado. A afirmação vinha de um sujeito do bem, um rochedo, uma fortaleza. Mas ele estava num momento de submersão num mar de lama. A peleja do diabo com o dono do céu não para. É a lógica do universo. A questão é que o mal dá mais ibope, notícia ruim dá mais ibope, quanto mais baixo o astral, mais ibope. Os canalhas continuarão sendo idolatrados e os mártires queimados ou crucificados. A humanidade não aprende. Dos anjos, só nos lembramos nas necessidades, quando os convocamos para nos salvar dos apuros. Agora  vejam vocês. Minha ideia era escrever pra homenagear esses anjos que aparecem para nos lembrar que não existe só o mal no mundo. Mas até eu cai na armadilha de abrir espaços para o mal. O advogado do diabo me diria: - O que é isso, meu brother? Tem esse negócio de bem e mal não...é sobrevivência e ponto final. Aí é que mora o perigo. O diabo é gentil e sedutor. Há quem duvide da existência da sua existência e ele conta com isso. Também há quem duvide dos anjos, mas eles também existem, graças a Deus. Alguns que conheço não tem asas nem são etéreos. Muito pelo contrário: são encarnados...e encantados. 

domingo, 27 de maio de 2012

RAIMUNDOS: MUITO MELHOR DO QUE EU IMAGINAVA

Cheguei ao local do show quase à meia noite e tava rolando o desfile de modas. Dei uma volta e não encontrava ninguém conhecido. Um povo diferente. Fiquei caminhando de um lado pro outro. De repente ouvi à esquerda um som diferente e localizei o stand do Daniel Bahia. Ai me encontrei Julio e Fábio Sartori e depois a onipresente Lutécia. O público, em sua maioria de camisas pretas começava a se irritar com os desfiles. O povo queria era rock. Nos surpreendemos com um dos desfiles. As meninas vinham desfilando com colants pretos e ninguém entendendo nada. Até que alguém nos esclareceu que o desfile era de óculos. Lindos óculos, mas era difícil enxergá-los por causa das beldades que desfilavam suas belas silhuetas. Gostei do Diego como apresentador. Tem bom humor e jogo de cintura. Finalmente chegou a hora do show. Thiaguinho do Infocus me alertou: - Nossa, o som deles é alto sem noção. Por causa do aviso, me preparei. Quando começou, realmente o som foi uma pancada, mas eu já estava preparado e sou daqueles que gosta de som de rock alto mesmo. Confesso que temia ir ao show dos Raimundos e me decepcionar, acostumado com a estética da banda com Rodolfo e Cia. Mas sinceramente? Gostei pra caramba do novo formato. Se bem que preferia que o Digão não tocasse guitarra, mas só ficasse como band lider. O cara parece o incrível Hulk no palco. Se fosse ele, até pintava o corpo de verde. O cara tá muito forte e tem um visual imponente. Quando toca guitarra, o show perde em mobilidade, a banda fica estática no palco. Mas isso é coisa pra banda resolver. Alguns acontecimentos eu achei engraçados. Antes do show começar houve um improvável desfile dos seguranças no palco. A Lutécia gravou tudo. Mas quando o show começou, houve um incidente chato envolvendo os seguranças. Primeiro porque algumas pessoas portavam garrafas e outros objetos próximos ao palco e a banda não subiria ao palco se tivesse algum risco. Depois, quando começou o show, o público ficou enlouquecido e malucões subiram ao palco. Como o teor alcóolico era alto, alguns caras perdem a noção, sobem ao palco e atrapalham o show, colocando em risco a integridade física da banda. Os seguranças tem de entrar em ação rapidamente. Os caras se negam a descer. Teve um que estava tão maluco que continuava a dançar mesmo quando carregado pelos seguranças. A banda ficou meio desconcertada, mas o Digão não aliviou. Ameaçou que se o povo continuasse insistindo, teriam de encerrar a apresentação. Os caras já tem experiência. O som que fazem realmente mexe com as pessoas e imagino que devem ter enfrentado barras muito mais pesadas. A banda está muito firme. O guitarrista e o batera são muito bons. Musicalmente estão numa excelente fase. Muito legal também a onda de misturar rock com baião. Eu não havia percebido isso com tanta clareza como no show. O triângulo é um instrumento importante no show dos Raimundos. Ressaltando, gostei muito do Digão segurando a onda como vocalista, mas sem tocar guitarra.Pra ser sincero,devo acrescentar que o show começou num ritmo alucinante. O inicio foi matador, de PD mesmo. Mas depois de algumas músicas parece que o pique caiu, houve um decréscimo na energia, no fôlego, no preparo físico da banda. Não sei se depois voltaram ao mesmo pique. Fui embora pouco depois que tocaram Mulher de fases.  Não é das músicas que mais gosto. Prefiro as coisas mais hardcore, principalmente as que tem influências nordestinas. Percebi depois que perdi muita coisa. Não ouvi a minha preferida, o hino EU QUERO VER O OCO. Vi que perdi também a participação do meu amigo Marco Aurélio do Infocus. Aliás, a minha maior satisfação foi ver o sucesso do show, pois torço pra caramba pro Marcão, um sujeito raçudo, que não acredita em bola perdida, trabalha muito e merece todo sucesso. Que venham outros...

sábado, 26 de maio de 2012

VIVA 381

Embora tenha consciência de que a turma está começando a enjoar da poluição de opiniões no FACEBOOK, ainda assim resolvei criar o grupo VIVA 381. É que percebo que tem muita vida inteligente também e com uma boa capacidade de articulação. No mundo inteiro, os movimentos pelo face tem feito a diferença. É só tomarmos cuidado para não cairmos no conto do estouro de boiada e embarcarmos em campanhas falaciosas, induzidas pelos marketeiros de plantão. Quanto a 381, algumas questões estão colocadas lá. Por exemplo: quais ações efetivas poderemos tomar? Poderíamos propor a criação de uma BANCADA DA 381, com a participação dos políticos que se relacionam com a região. Podemos criar campanhas educativas, juntando as instituições que operam na BR, como o SEVOR, a POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL, AMEPI, Prefeituras dos municípios, etc. Mas pra isso, as lideranças, os sites, os jornais, as rádios precisam aderir e fazer a sua parte. E então? Acha que o VIVA 381 é uma boa causa? Então vamos a ela...o GRUPO VIVA 381 NO FACE É O http://www.facebook.com/groups/340379342697681/?bookmark_t=group

sexta-feira, 25 de maio de 2012

ROCK NA RUA GOSPEL

Chegou a vez  das bandas cristãs. Aliás, a terminologia é outra. Os  grupos musicais de louvor chamam-se Ministérios. No FestiAço tivemos a oportunidade de conferir a alta qualidade do Ministério "Nos Atrios". No Rock na Rua Gospel teremos diversos artistas mostrando sua música de inspiração divina. Nos próximos dias pretendo conversar com o pessoal dos ministérios, para conhecer um pouco sobre cada trabalho e compartilhar com vocês. No outro mês retorna o rock na rua convencional, com banda laicas. A edição Gospel será uma excelente oportunidade para conferirmos a qualidade de alguns artistas que se dedicam a difundir a cultura cristã em nossa região.