segunda-feira, 7 de abril de 2025

RESENHA DO LIVRO "ERRANDO POESIA" de Marcos Lizardo.

 


POETA 24 HORAS

Antes de falar do livro, preciso falar um pouco do seu autor, Marcos Lizardo. O conheci por intermédio da atriz e produtora Carla Lisboa que sempre falava do Marcão pra cá, Marcão pra lá. Eu ficava querendo saber quem era aquele barbudo. O conheci na época do Sarau Poético do 7 Faces. E mais recentemente fui ao lançamento de seu livro ERRANDO POESIA na CASA DE CULTURA de João Monlevade. Ver o Lizardo em ação, falando de seu fascínio pelo objeto livro, vendo o brilho em seus olhos, me lembrei de outros poetas que conheço, poetas de tempo integral, até pra escrever no zap, mandam mensagens encantadas. Lizardo é poeta em tudo que faz. É ártifice de palavras, de pinturas, de artesanato, de ideias. É paulista, bebeu da água da paulicéia desvairada, com aquele pragmatismo todo e fincou pé em Monlevade, onde a mineirada costuma receber bem. Foi um casamento poético que se deu pelas palavras. Casou-se literalmente com a cidade e com uma Monlevadense também artista, e montou o coletivo Atreslié, virou ativista cultural e marca presença na maioria dos eventos culturais da cidade.

                                                      A RESENHA

Vou fugir do estilo tradicional, de dissecar, analisar. Vou pela via do encadeamento de ideias a partir de uma releitura do livro. O nome já é sugestivo...”Errando Poesia”. Errar é o que nos faz humanos. Errar poesia me lembra aquela letra do Marcelo D2, “a busca da batida perfeita”. Antes de chegar a essa batida perfeita vem a disritmia, compassos desencontrados, notas fora do lugar, desafinações. Só errando pra depurar, tentativa e erro. Para o Lizardo, o poeta anda a esmo na beira do Precipício. Mexe com a palavra como quem enfia a mão num vespeiro. Tem na poesia uma arma alquímica, materializando sentimento encarnado. Demonstra vontade de gravar na pedra sua relevância. Não é fácil ser fóssil. Sente a dor e entesoura palavras. Em sua saga, vai brincando com a vida, que brinca e que fere. E advem a solidão que não cabe nesse mundo. Abre a torneira e deixa aberta até acabar a agua. Pensando bem, melhor fechar a torneira. Se bem que se transbordasse poesia, seria uma providencial asfixia. Prefere as palavras fáceis. Trafega entre o otimismo e o desencanto. Faz poesia sem descanso. Por que não suporta o silêncio que não faz. A vida, sempre por um triz. Choremos pelo medo que paralisa. É cedo pra fugir, ainda que a solidão seja uma guerra. Talvez a poesia seja, tudo que na vida sobeja. Uma palavrada na cara. Pra que pressa? Se a morte é o final do caminho? Se a morte é certa e a vida incerta? É preciso coragem pra tocar o fogo...e tocar fogo na alma. E queimar nos infernos particulares. O menino domado pela vida cruel, sofre confinado numa vida comum. Precisamos sentir, antes de saber. Quem sente sabe e nem sempre quem sabe sente. Cumpre-nos odiar a falta de amor. Afinal, o amor não tem medo nem vergonha. Gera poemas e cartas de amor ridículos. Viver é olhar com persistência com os olhos do espírito. Mesmo estando longe de tudo que não somos mais, somos o que flui e que se esvai. Porvir na medida em que se faz. Os espaços estão preenchidos, tudo lotado. Ainda bem que é delírio. Se acordarmos, morremos. Tudo passa e os infernos são internos. Suportamos e as vezes perpetuamos os maus tratos As fotos vão amarelando até sumirem e virarem pó. Ninguém conhece os tataravós. Todos mortos e cancelados nas profundas camadas. O tempo é senhor do esquecimento. Nossas fraquezas são como o queijo da ratoeira. Cada um é seduzido por iscas diferentes. Sidartas suicidas morrem de alumbramento. Sobre a natureza das coisas, precisamos descoisificar pra reequalizar. O que resta é o amor louco e a esperança tola. Qual Dom Quixote e seus Sanchos. O poeta faz uma ode à sua casa, seu casulo, suas coisas, suas família, seus gatos, seus livros, tintas e finaliza com uma poesia-pergunta: o que faremos? Resposta fácil: continuaremos errando poesia...


quinta-feira, 13 de março de 2025

A NOSTALGIA DA MATERIALIDADE

A música sempre foi mais do que som. Música é memória, é história. Até um tempo atrás era um objeto que a gente segurava, colecionava e guardava com carinho. Quem viveu a época dos vinis, fitas K7 e CDs sabe que ouvir música era uma experiência que envolvia todos os sentidos. Havia o ritual de escolher o álbum na loja, passar os dedos pela capa, ler as letras no encarte e, finalmente, colocar o disco no toca-discos ou a fita toca-fitas. Era uma relação quase íntima com a música.Hoje, com o streaming, a praticidade é inegável. Milhões de músicas estão a um clique de distância, mas essa facilidade veio com um preço: a materialidade desapareceu. A música virou algo etéreo, intocável, sem peso ou forma. Para muitos, essa falta de algo palpável deixou um vazio. Afinal, como guardar uma lembrança de algo que não existe fisicamente? Como presentear alguém com uma playlist?Essa nostalgia da materialidade tem movido artistas, designers e fãs a repensarem como a música pode ser vivida e compartilhada. Não se trata apenas de voltar ao passado, mas de criar novas formas de conectar o físico ao digital. Será que isso é possível? Imagine, por exemplo, um pen drive em formato criativo. Além de armazenar músicas, ele pode vir com conteúdo exclusivo, como fotos, vídeos e outras ações criativas, transformando um simples objeto em uma experiência multimídia.Se a ideia é monetizar ou chamar atenção para o trabalho musical, camisetas com capas de álbuns estampadas, com frases de músicas icônicas ou até mesmo livros físicos que contam a história por trás das canções são formas de manter a música viva no cotidiano. E há espaço, claro, para o resgate de objetos nostálgicos com funcionalidades modernas. Já vi uma radiola com toda a aparência de coisa antiga mesmo, mas que, em vez de fitas, reproduz músicas de um pen drive ou via Bluetooth. Esses objetos podem servir como decoração, item de coleção e, ao mesmo tempo, conectar-se ao mundo digital. Um paleativo né? Eventos ao vivo, com versões diferenciadas, acústicas ou elétrificadas, feats, conversas com fãs, lives, feiras e festivais são formas de reconstruir essa conexão. A música é, afinal, uma arte que envolve todos os sentidos.De qualquer forma, enquanto o streaming continua a dominar o mercado, há um movimento crescente de pessoas que buscam resgatar ou reinventar a materialidade da música. Seja através de objetos criativos, experiências interativas ou edições especiais, o desafio é encontrar um equilíbrio entre o passado e o futuro, entre o analógico e o digital. Afinal, a música não é apenas som – é memória, é história, é algo que merece ser sentido e guardado.E você, o que guardaria da música que ama? Um vinil, uma camiseta, um livro ou algo que ainda está por ser inventado? A nostalgia da materialidade nos lembra que, mesmo em um mundo digital, ainda há espaço para o que podemos tatear, segurar com as mãos e guardar no coração.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

LANÇAMENTO ERRANDO POESIA - MARCOS LIZARDO

Imaginem um sujeito que respira poesia 24, que fala poetês, pensa poetês, que exala poesia pelos poros, que deixa atrás de si um rastro de letras e signos. Este é Marcos Lizardo. Eu conheço  alguns poetas no mesmo naipe. Eu poderia citar Remisson Aniceto, de Nova Era. Poeta 24 horas. Ilderaldo Ferreira, de Alvinópolis é poeta 24horas e tem um itabirano chamado Cleber Carmagos que é outro. Conversa de whatsapp com ele torna-se um repente poético.
Mas voltando ao Lizardo, vim de BH exclusivamente pra prestigiar o lançamento de seu primeiro livro físico intitulado ERRANDO POESIA.Título provocativo, instigante. Lembrei daquele disco do Lobão: o ROCK ERROU. A poesia do Lizardo também errou. Mas errar é só com os humanos. quase atestado de humanidade. Já dei uma primeira scaneada no livro. E não deu outra: poesia siderada, vivenciada, ruminada, amassada e coada pra gente curtir.Muitos diamantes escondidos pra quem gosta dos enigmas que só os poetas sabem tramar. 

Amei estar, na presença do Lizardo, de sua esposa, também artista plástica, que carrega água na peneira pra ele e vice-versa. Tive oportunidade de conhecer  o Binho, que trabalha na casa de cultura, muito prestativo e cheio de ideias. Foi uma noite muito prazerosa, no meio de muita gente boa.

Em breve pretendo lançar a série VISLUMBRES, com teasers abordando poemas dos poetas próximos. E a primeira edição vai ser do ERRANDO POEZIA...ó...errei...!!!

sábado, 11 de janeiro de 2025

BLADE RUNNER, UM FILME PROFÉTICO

Falo do BLADE RUNNER mais antigo, não do atual 2049, que foi um arremedo. Os grandes escritores de ficção científica foram profetas. Embora que as profecias tem uma dosagem de misticismo. Então, melhor encararmos como predições mesmo, tendências ou TRENDS. Claro que são histórias imaginadas, romanceadas, mas é impossível dissociar. Pois bem. BLADE RUNNER é um filme que nos remete a algo que pode acontecer num futuro próximo. Estamos prestes a alcançar o AGI, a autonomia das máquinas. A partir desse ponto, pode ser que as próprias máquinas resolvam construir organismos mais sofisticados, talvez com aspecto humano como no caso do BLADE RUNNER. Uma vez vivos e operantes, podem no futuro conviver conosco, no dia a dia, ombro a ombro nas ruas, até em nossas casas, com boas doses de humanismo. Parece ser uma lógica as criaturas emularem os criadores. No filme de Ridley Scott a partir do Romance de Philip K. Dick, no futuro haverão andróides tão parecidos com os seres humanos, que fica difícil identificar quem é humano e quem é Android. E como é identificada uma conspiração das máquinas, os Androids começam a ser caçados e exterminados. É um filme fantástico, seguramente um dos melhores qe impactantes que já assisti. Pois bem. A gente começa a ver robôs humanóides sendo fabricados pela empresa de Elon Musk e também na China. Seus fabricantes prometem que esses robôs vão fazer de tudo. Desde trabalhos domésticos simples como limpar, arrumar cozinha e cozinhar até serviços de pedreiro ou carpintaria. Para diversas finalidades. Até amantes virtuais são anunciados. Musk prevê que nos próximos anos esses “assistentes robóticos” serão comuns como qualquer ferramenta e equipados com IA. Desenvolverão autonomia. Saberão exatamente o que fazer e executarão tarefas sem serem demandados. Por responsabilidade deduzida. Só que esses robozinhos ainda estão longe de se parecerem realmente com seres humanos. São caricaturas. Mas imagino que ganharão sofisticações no design e nas funcionalidades, se aproximando a cada dia do design humano, que não conseguirmos diferenciar quem é humano ou quem é robot. Como no filme BLADE RUNNER. para exploração espacial por exemplo, poderão ser enviados andróides, que não precisam respirar nem se alimentar, mas se recarregar. E já tem gente imaginando a imortalidade. A pessoa que estiver próxima de morrer, transfere sua consciência para um androide e continua vivendo num corpo cyber. O problema é que todo animal escravizado é submetido pela força. Mas o escravizado sempre almeja liberdade e vingança. É assim para quase tudo que vive. Mas será que podemos chamar a IA de VIDA? Será? Enquanto a gente pensa, vou deixar para vocês uma música de uma da REPÚBLICA DOS ANJOS chamada BLADE RUNNER que filosofava a respeito. Vejam se gostam. https://www.palcomp3.com.br/republicadosanjosold/blade-runner/


terça-feira, 1 de outubro de 2024

SARAU DO 7 FACES - CONCURSO LITERÁRIO FACES DO MÉDIO PIRACICABA -

Aconteceu em Monlevade, na noite de sexta-feira passada (28-09-2024) um evento quase invisível, não percebido. Ainda bem! Não se assustem. A escrita não é linear. Mas pra falar com os seres que estiveram presentes, não preciso disso. Só de afeto e uma boa dose de subjetividade. Algumas pessoas passaram de carro ao redor da praça 7. Olhavam mas não paravam. Deviam comentar: - Nossa...parece um culto. Deve ser um culto.- Mas como assim um culto, se tem um tambor lá no meio? Deve ser macumba. Só pode! Eles não erraram totalmente. Era um culto.O culto dos cultos. Engraçado que a palavra culto, precedida pelo pronome, se unirmos, vira oculto. Mas não! Não foi oculto! Prefiro o quase invisível ou não entendível. Na verdade foi um evento que fez parte do concurso literário faces do médio piracicaba. Foi divulgado na internet, em alguns espaços. Mas com os ruídos eleitorais, pouca coisa tem sobressaído. Ainda bem que foi um público pequeno, só de amigos e amantes das artes. Estiveram presentes apenas pessoas sensíveis, que amam poesia, literatura, reflexões, humanidades. Pra quem não é do ramo, seria tedioso. Pra quem sintoniza na frequência, eu diria que foi uma  noite feliz e não era natal. A Carla Lisboa escreveu que saí de BH  para participar. E ela e o Márcio que vieram de Palmas? Mas valeu muito à pena. Mais que ir a meca. Cheguei atrasado. Pra variar, a 381 entupida, ônibus da gontijo saiu com atraso de 15 minutos, sem nenhuma explicação para os usuários. Cheguei no GRAAAL...não tinha taxi. A Vivo tava fora do ar. O que fazer? Filei a internet do GRAAL e consegui falar com a Carla que foi me buscar com o Márcio, gente boa pra caramba. Eu tinha dito a ela: - Carla, estou enferrujado. Não subo num palco há alguns séculos. Vou fazer um fundo lá, vamos ver o que vai sair. Vc só precisa arrumar um violão. O Márcio comprou um novinho. Fiquei com medo de desafinar, por causa das cordas novas. Que nada! Afinadinho e com boa tocabilidade. Outro pepino: Carla pegou som emprestado com o James. E me falou: - Aí Martino. O som tá ai. Agora tem de montar. Vc entende né? E eu com cara de tacho. Sou muito desajeitado com essas coisas. Mas fomos plugando daqui, apertando botões acolá e no final deu certo. E o evento começou. A Carla abriu o evento, pessoal recitando as poesias. Liguei o violão e comecei a tocar timidamente. Sentia a ferrugem travando. Mas à medida que fui tocando, a ferrugem foi cedendo. Quem toca sente o público nos olhares e sorrisos. Quando comecei, ouvia bolhas de interrogação estourando. O som não tava bom. Violão mais alto que a voz. Até que fomos equilibrando e fui tomando coragem. Ousei cantar as autorais e vi nos olhares que o público tava aceitando bem. Ufa. Ainda bem que não foi muita gente. Se tivesse gente demais, não poderíamos improvisar, eu não poderia tocar minhas músicas, pois o pessoal ia querer as músicas da moda, sertanejos, pisadinhas, Marília Mendonça e congeneres. E não conheço nem tenho vontade de conhecer.

E começaram as declamações. Que lindeza. As pessoas declamaram poesias vencedoras do concurso. Depois veio abertura para poesias de grandes poetas. Devo registrar a presença do candidato a vereador Guiherme Mototaxi, único político presente e seu irmão Marcelo Sputnik. Teve ainda brechó de livros. Conheci a tribo do 7 faces. Olhos faiscantes de uma turma que vibra com a arte. Sheila Malta foi minha memória de aluguel. Ela lembra letras das músicas e fica soprando pra mim. Sheila é da tribo. 

Uma coisa curiosa. Uma menina,morena, novinha, tava com seu pessoal, mas com fone de ouvido. Pensei comigo: Puxa. Essa menina está aqui mas não está. Não tá curtindo. Fiquei bolado. Mas eis que ela se levantou e pediu o microfone. Se confessou tímida e mandou versos próprios. Que maravilha. Que bom ver gente muito jovem fazendo arte. Me senti vovozão. Um vovozão feliz. 

Marcelo Sputnik buscou seu tambor e ai o trem ficou melhor. Tocamos alguns forrós e improvisamos enquanto o pessoal declamava. Não é que ele é bom músico? Ele conseguia acompanhar as minhas viagens ao violão. Criamos brincando um bocado de músicas ali na hora. Curti tocar com ele. A noite transcorreu e quando percebemos, já era hora de parar. Fiquei feliz quando a menina novinha, aquela ligada no hiphop, se aproximou e me falou: - sua arte é muito linda. Foi o elogio mais sincero que eu poderia esperar. Renovei meu estoque de felicidade. Acho que eu era o mais véi do pedaço. Foi delicioso ver que tem uma galera jovem que tá fazendo coisas legais e vai levar adiante o legado. A Carla me falou o nome do movimento dessas meninas umas 4 vezes e esqueci. Coisa de véi. Quero conhecer mais. 

Teve também a apresentação da dupla Luiza e Gabriel. Afinação e sensibilidade. Que delícia. Eu fiquei apaixonado pelo 7 faces. O valor que essa turma tem deve ser exaltado. Aproveito até para dizer algo que eu já intuo de outras produções que ficou mais claro ainda. As prefeituras, as instituições estabelecidas devem fazer cultura e fazem. Mas não abarcam tudo. Tem de ter gente pra fazer arte independente, não alinhada, pra dar vazão aos não contemplados pela chamada cultura oficial. E tem eventos que não tem de ter lotados. Tem de ter gente que goste e curta. Quem não gosta ia ficar de saco cheio e sair falando mal. Não dá pra lavar a alma com gente insensível por perto. Outra coisa: pessoal do 7 faces também faz eventos para públicos maiores, mas sempre buscando sensibilizar, levando até o público atrações não convencionais, instigantes, fora do eixo. Será que faltou alguma coisa pra dizer? Talvez um muito obrigado. A felicidade é artigo raro hoje em dia e naquela noite, fui feliz!














quarta-feira, 11 de setembro de 2024

381 - A MELHOR NOTÍCIA EM MUITAS DÉCADAS

O leilão do Lote 8B da BR 381 é uma notícia magnífica. Pra quem não acreditava, tá aí a manchete que esperávamos há muitos anos. Escrevo sobre essa odisseia há algumas décadas. Mas foi recentemente que as coisas realmente aceleraram. Sejamos justos. Durante a gestão do Tarcísio de Freitas houve inauguração de vários kms. Mas é importante dizer também que muitas obras importantes, obras de arte demoradas e custosas já haviam sido realizadas nos governos anteriores. Méritos compartilhados. Houve muitos leilões frustrados. Mas o fato do governo assumir os dois lotes mais complicados, garantiu a atratividade e o martelo foi batido. Pra mim, ficou de bom tamanho. O governo soube ouvir as partes e conseguiu garantir o passo adiante. Agora é monitorar o cronograma. 

RODOVIA CLÉSIO GONCALVES.

A forma abnegada com que o monlevadense Clésio Gonçalves trabalha pela duplicação e racionalização da 381 merece uma homenagem. Que tal Rodovia Clésio Gonçalves? Ficaria bacana hein? Esse nome 381 é de amargas lembranças.

SEJAMOS JUSTOS

A duplicação começou no governo Dilma. Teve incremento no governo Bolsonaro e vai ter um salto maior ainda neste governo Lula. Bem republicano, como deve ser. O resto é arenga política, que não constrói nada, muito pelo contrário.

OREMOS

Por enquanto temos licitações feitas, contratos assinados, mas não sabemos sobre prazos. Quando começa? Quando termina? Onde acompanhar a evolução da obra? Só podemos dizer que aconteceu mesmo depois da obra pronta e sa fitinha cortada. Sugiro que inaugurem cada lote duplicado, pois merece comemoração mesmo. E oremos, pois no Brasil a polarização costuma criar problemas e embaraços. Se ninguém atrapalhar e a empreiteira cumprir a sua parte, talvez ainda consiga trafegar em vida pela 381, antiga rodovia da morte.

NÃO OLHE PARA O CLIMA

 

Parodiei o título do filme “NÃO OLHEM PARA CIMA”, um dos mais interessantes dos últimos anos, que de forma metafórica, narra a história do mundo atual, cujos líderes são incapazes de enxergar uma realidade catastrófica que se aproxima, por causa dos interesses imediatos, das estruturas de poder e do sistema. Preferem sacrificar o planeta para salvar os negócios. Mesmo que não haja planeta.

OS SINOS ANUNCIAM

Conheci Dindão há nem sei quanto anos atrás. Eu tinha minha banda de Rock, o Republica dos Anjos e morava numa república de estudantes de Alvinópolis que tinha o mesmo nome. Lembro-me que ele esteve lá para contratar o República para o ROCK PIRA, histórico festival de rock que aconteceu em Rio Piracicaba. Antes havia encontrado com ele em alguns festivais de música. O Jornal que ele fazia, o BOM DIA tinha a cultura como prioridade. Cobriam todos os eventos importantes do Médio Piracicaba. Daí nasceu uma amizade que nunca mais esfriou. Mas faço essa introdução por outro motivo. Pra lembrar que desde aquela época, ele já tinha um forte conteúdo ambiental. Já alertava a gente sobre os perigos do aquecimento global, já fazia reportagens sobre as queimadas que dizimavam as florestas nas épocas de seca e dos famosos piromaníacos, que na época queimavam por diversão ou por manejo ignorante. E começava um trabalho de sensibilização em torno do Rio Piracicaba.

VISIONÁRIO DO MEIO AMBIENTE

Dindão desde sempre tem se dedicado a alertar sua cidade, seu entorno, a região, sobre os perigos do desmatamento desenfreado e da predatória ação humana, destruindo a vida em nome do lucro financeiro e da manutenção do poder. Muitas vezes vi pessoas emitindo opiniões sarcásticas sobre seus alertas. Ele ousou falar em Cidades esponja, um conjunto de ações visando conter a precipitação das águas das chuvas, evitando enchentes e alagamentos. Enquanto isso, cidades evoluídas do planeta vão implantando o projeto com sucesso. Dindão usa de todos os meios disponíveis para difundir os conteúdos ambientais, principalmente na defesa da água e dos ecossistemas. No Jornal BOM DIA ele já fazia isso. Desenvolveu o projeto da EXPEDIÇÃO PELO RIO PIRACICABA, que virou referência nacional e o transformou em palestrante do assunto em diversas conferências sobre a água pelo país. Além disso, lança regularmente o TRIBUNA DO PIRACICABA, a voz do RIO, um jornal ambiental muito bem feito, cujas capas deveriam gerar uma exposição, de tão bonitas e inspiradoras.

O planeta queima, as florestas vão sendo dizimadas, os rios vão secando, as serras vão sendo carcomidas, quando não morrem de tanta mineração e assoreamento. Mas o PINK FLOYD não desiste. Só espero, meu camarada, que não tenhamos de cantar aquele refrão...GOOD BY, BLUE SKY...


domingo, 17 de março de 2024

AS MENINAS VÃO SALVAR O ROCK

Dizem que o rock anda meio capenga, que os garotos de hoje não querem saber de carregar peso, a não ser na academia. Esse negócio de carregar bateria, amplificador, instrumentos...aff. Preferível virar MCS ou dupla sertaneja. Só precisa de uma base gravada no celular, um boné maneiro, cordões de ouro, músculos esculpidos numa academia e muitas...muitas tatuagens. Uma situação dessas deixa a gente sem dormir né? Ah se não fosse as mulheres. Elas vão nos salvar . As meninas insones vão nos salvar. Surgiu em Monlevade uma banda feminina que está dando o que falar. Quem viu ficou chapado com a energia das garotas que não dormem. The Sleepless é sobrevivencia. E o Bom dia foi falar com as meninas que estão abalando deixando os marmanjos no chinelo. Mas vamos a entrevista...


1) - Por que THE SLEEPLESS?

Bárbara - A banda surgiu no aniversário do Daniel Bahia, ele fez um evento para comemorar chamado “Daniel Bahia convida”, em que ele convidou vários alunos e amigos para tocarem no Shine Crazy Rock Bar e resolveu juntar a gente para tocar duas músicas. A partir daí começamos a pensar em nomes para nos apresentarmos na hora do show. Apenas a Sofia e a Rafa se conheciam. Decidimos o nome quase na hora do show e foi pensando em uma das músicas que iríamos tocar, chamada “Zombie”, então escolhemos algo relacionado a “sem dormir”. Algumas vezes cogitamos mudá-lo por ser um pouco complicado de escrever e pronunciar, porém, já havia pegado!

2) - Como vcs definem o som de vcs?

Bárbara - Definimos nosso som como dinâmico e desenvolto. Tocamos sempre com muita energia para agitar o nosso público.

3) - Daniel Bahia tem cara de ser sleepless também. Qual a importância dele pra banda?

Bárbara - Daniel é nosso amigo, mentor e professor, e também faz algumas participações em nossos shows quando nossa baixista não pode estar presente. Sem ele não existiria The Sleepless.

4) - Quais os nomes dos integrantes? Tem equipe?

Aili Rie - guitarrista

Bárbara Soares - Vocalista
Maria Vilasboas - baixista
Rafa Novy - baterista
Sofia Prandini - baterista
Somos privilegiadas, pois temos duas bateristas. Não temos uma equipe.

5) - Vcs tocam apenas covers ou também compõem?

Bárbara - Por enquanto tocamos apenas covers, mas temos a pretenção de criarmos um projeto de músicas autorais.

6) - Vemos muita gente falando que o rock morreu. Será que são as meninas que vão ressuscitar o rock?

Bárbara - Nos nossos shows vemos várias crianças com os pais curtindo e pedindo para tirarem fotos com a gente. Acreditamos que temos alguma influência, juntamente com os pais de trazer o rock para as próximas gerações.

7) - Vcs tem roadies ou são vcs mesmas que carregam seus amplificadores, cases de guitarra e baixo, bateria?

Bárbara - Nossos pais e no caso da Bárbara, o marido, nos ajudam transportando nossos instrumentos, mas também temos cases de guitarra, bateria e baixo para conseguirmos carregar-los mais facilmente.

8) -Vcs são fieis ao rock ou também gostam de outros gêneros?

Bárbara - Nosso principal gênero é rock, mas algumas de nós também curtem outros estilos, como pop, música clássica e MPB.

9) - Como está a agenda da banda? Vcs tem empresário, tem alguém que faz o marketing, como é a THE SLEEPLESS dos negócios?

Bárbara - Este ano estamos com alguns shows já agendados. Não temos uma equipe de marketing ou um empresário. Nós mesmas criamos nossos posts e agendamos nossos shows.

10) - Deixem contatos para quem quiser conhecer o trabalho de vcs e contratá-las também.


Bárbara - Nosso instagram é @thesleepless.band. Lá vocês podem conhecer nosso trabalho e nos contactar para agendar shows!




segunda-feira, 17 de abril de 2023

TE CHAMAM DE LADRÃO, DE BICHA, MACONHEIRO ...


Ser artista nunca foi fácil. O artista é um rebelde por natureza, mal visto pela sociedade, sempre visto como subversivo, moralmente desregrado. Predomina desde sempre a velha fábula da formiga e da cigarra, onde as formigas laboriosas e moralistas não consideram o labor do artista como trabalho, mas como lazer, diversão. Por isso tem sempre gente rotulando os artistas de vabagundos, bichas, maconheiros. Certos comportamentos sociais são contraditórios. As pessoas vão aos shows, usufruem dos trabalhos dos artistas, mas ainda assim tem aqueles que acham que artista não é profissão. Os bem sucedidos, podres de ricos, são venerados. Mas ainda assim tem-se a impressão de que os artistas vivem em eternas férias, curtindo a vida enquanto os outros trabalham. As pessoas não tem noção do sofrimento dos artistas. No andar de cima até existe alguma fartura. Mas no andar de baixo, os não famosos são humilhados e sub remunerados. E muitas vezes o sujeito hiper talentoso tem de amputar a arte de si.  As vezes o menino nasce com dom pra arte, mas o pai pensa: - ah, meu Deus. Essa profissão não dá futuro pra ninguém. E maldiz o talento, busca provar com argumentos sólidos que não se deve arriscar. Melhor ter emprego normal, ser assalariado ou abraçar profissões rentáveis. E o compele a se formar advogado, médico, dentista, qualquer coisa que o deixe livre do impulso artístico.  Assim como tem a cura gay, tem pai que quer que o filho seja curado da maldição da arte, parar com essa bobagem e partir para um emprego de verdade, desses que a gente trabalha 8 horas por dia, rala e enrica o patrão. E pra completar o calvário, temos o aviltamento do mercado, que valoriza uma sub arte de baixíssimo nível, fisiológica e escatológica, em detrimento da arte reflexiva e arrebatadora. E para o caso da música, temos os DJs, os funkeiros e os VS pra ocupar os palcos e tirar o emprego dos bateristas, baixistas, guitarristas. E isso tudo com a inteligência artificial chegando pra invadir a praia deles também. Mas fazer o que? A gente nasce com o dom e esse dom nos move. E o prazer de compor uma canção ou tocar um instrumento, se não é orgasmo, chega perto. Então, meus caros formigas, abram alas pras cigarras, aproveitem o baile, dancem, cantem e paguem o couvert sem reclamar. Se reclamarem, mando chamar o chefe tamanduá pra dar uma enquadrada em vcs.

sábado, 1 de abril de 2023

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA MÚSICA e EM QUASE TUDO...APOCALIPSE DIGITAL?

Tenho visto muita coisa que ainda parece de brinquedo. Mas não tenho dúvidas de que vai evoluir e corrigir os erros ou anomalias. IA é isso. Aprende com os erros, evolui, se aperfeiçoa. Vc disponibilizar sons, samplers pro pessoal ir montando músicas não é novidade. Tem gente vendendo essas coisas como se fosse IA. Tem um enxurrada de aplicações disponibilizadas que por enquanto são incipientes. Mas não tenho dúvidas que vai evoluir até não sei onde. Na China já tem música totalmente produzida por IA que já chegou a 100 milhões de audições. Na Korea tem bandas pop totalmente produzidas por IA, até os clipes. Os artistas não existem. Li numa matéria que muitas gravadoras já estão fazendo isso: fornecendo artistas, vozes, músicas, sem ter de pagar por direitos autorais, cachês, essas coisas. Talvez precisam de nós humanos apenas para consumir música né? Há pouco tempo vi um "especialista" dizendo que a IA fará tudo melhor que o ser humano. Parece que a humanidade desistiu de destruir o mundo pela hecatombe nuclear. Mas o apocalipse pode vir de outro jeito...por obsolescência e inutilidade mesmo. Que me perdoem os otimistas radicais, mas é impossível não nos preocupar com essas coisas. Eu acho curioso...alguns realmente não se importam..até que sentem que alguém vai morder uma fatia do seu bolo...ou comer o bolo inteiro.

quinta-feira, 30 de março de 2023

ARMAS PERIGOSAS...

 

Enquanto isso naquela blitz

- Pois não, seu guarda.

- Documentos por favor...

- Tá aqui ó. Tudo pago.

- Muito bem. O senhor poderia sair do carro por favor?

- Mas seu guarda...tá tudo certo...eu..

- Qual o motivo do medo? Tá escondendo algo?

- Não seu guarda...é que...

- Por favor...saia do carro.

- Tá bom então...

- Bom...deixa eu ver aqui...no porta luva...olha só...

- Ô seu guarda...é só pra minha defesa pessoal.

- Defesa pessoal?

- S..sim. Eu viajo muito sabe?

- Meu amigo. Vc tem noção da periculosidade desse dispositivo?

- Sim. Mas é pra me defender...

- Mas essa arma não é feita pra se defender. Com ela vc consegue roubar sem dar um tiro.

- Espere um pouco. Mas uma arma é feito pra atirar. Que história é essa?

- Não estou falando do revólver, mas desse smartphone. Com um celular bom vc consegue espalhar mentiras e ganhar dinheiro com isso. Consegue xeretar e desgraçar a vida de alguém. Consegue alienar e escravizar milhões de pessoas.

- Puxa seu guarda. É verdade. Mas e o revólver?  Eu tenho licença tudo direitinho.

- Olha só. Revólver perto do celular é brincadeira de criança. Mas as pessoas não estão prontas pra essa conversa. Ninguém se importa.

- Tá certo seu guarda. Celular é uma praga mesmo. Mas posso tirar um self com o senhor? Vou botar no Instagram.

- Claro...

domingo, 19 de março de 2023

ROCK PIRA FLOWER POWER


Um dos maiores festivais de Rock da nossa região pode voltar com mais força. Pra quem não sabe, a cidade de RIO PIRACICABA foi palco de alguns dos Festivais de Rock mais incríveis de Minas. Entre as décadas de 80 e 90 acontecia na cidade o ROCK PIRA, um festival de rock que marcou época. As duas primeiras edições foram na área da antiga chaminé. Na edição de 1989, teve a participação especial do grande guitarrista Português Phil Mendes, do grupo DZB de Nova Era e de João Gera com a sua banda e de várias bandas itabiranas. 
Em 1990 muitas bandas da região também e as participações das bandas Náuplio de Belo Horizonte, Poseidón e Apolium de Itabira e mais uma vez contando com a brilhante participação de Phil Mendes. Em 1991 também foi histórico. Participaram novamente as bandas Apolium de Itabira , DZB de Nova Era e Náuplio de Belo Horizonte, mas teve outras atrações especialíssimas, como a banda Kaya Devas, com seu rock progressivo e letras viajantes, a banda Tatwa, cover de Cazuza e Barão Vermelho, Performance Band, cover do Pink Floyd a banda República dos Anjos, Católicos Protestantes, Express Band, Kamasutra e  Fernanda e 3 do povo, que foi um espécie de prenúncio do PATO FU. Nesse festival houve o encontro da Fernanda com Ricardo Koktus, que toca com ela no Pato Fú até hoje e com o John Ushoa, com o qual inclusive se casou. Ah...uma coisa interessante também é que Bob Faria, hoje comentarista da 98 fm, que já foi da Rede Globo, também participou com sua banda Sustados por um gesto. Foi realmente um festival inesquecível, que colocou Rio Piracicaba no mapa do rock e abriu espaço para muitos artistas. Tudo graças ao Dindão, que tomou frente e fez acontecer. 

POSSIBILIDADES DO ROCK PIRA EM 2023

O prefeito Augusto Henrique tem feito uma administração destacada , revolucionária e disruptiva. Um prefeito que fez a diferença através de flores merece respeito. Enquanto o mundo faz guerra, Augusto Henrique oferece flores para sua gente, pra quem passa ou visita. Claro, espera-se de um prefeito muito mais que isso. Espera-se que todos os setores funcionem, mas já é um bom caminho . Nunca vi em toda história Rio Piracicaba tão linda. De fazer inveja em toda a região. Tivemos algumas conversas iniciais e deveremos nos encontrar em breve pra conversar a respeito.

RIO PIRACICABA TÁ VIVENDO UMA ÉPOCA FANTÁSTICA


Quem passa por Rio Piracicaba de carro tem um choque de qualidade. A cidade está muito bem cuidada, com empreendimentos interessantes, provavelmente a que mais se desenvolveu na região nos últimos anos. E tem espaços bem legais pra fazer eventos excelentes. Tem o palco na área central, caso o evento seja gratuito. E tem o parque de exposições, que também tem ótima estrutura e um palco excelente. Com uma curadoria bem estruturada, dá pra fazer um evento muito  bom, com shows de qualidade, dentro da realidade financeira possível, para um estilo que não morre.  

ROCK PIRA FLOWER POWER

Uma ideia que junta o rock, que sempre foi revolucionário, à revolução das flores( power flower) que fez a diferença em Rio Piracicaba. Creio que juntar as duas coisas vai ser bem legal. A ideia tá lançada. Fiquem de olho nos próximos capítulos...



quarta-feira, 1 de março de 2023

GUARDIÕES DO RIO - EXPEDIÇÃO PIRACICABA

A Expedição pela vida do rio está de volta

Uma iniciativa fantástica de instituições e pessoas que tem uma relação de profundo respeito com o RIO PIRACICABA, que afinal de contas, tem sido fonte de vida para diversas gerações. Nossas cidades se desenvolveram a partir do Piracicaba, e a expedição tem como objetivo exatamente saber como anda a saúde do rio e o que precisa ser feito para minorar seus problemas, para que continue sendo fonte de saúde e saciedade para os povos do médiopiracicaba. 

A pré mobilização para execução da segunda fase da Expedição Piracicaba Pela Vida do Rio, que acontecerá entre os dias 18 e 25 de março, dentro das comemorações da Semana da Água 2023 na Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba, teve início no hidro território, com adesão total dos municípios já visitados.

A primeira cidade contemplada foi Catas Altas, quando uma comitiva, formada pelos jornalista Geraldo Magela Gonçalves Dindão, editor do Tribuna do Piracicaba - A Voz do Rio, Paula Magali da Agência Prefácio e pelo presidente do CBH Doce, Flamínio Guerra, foi recebida pelo prefeito Saulo Morais, pela controladora interna Thaís Lana Motta e pelo coordenador de meio ambiente Matheus Nazareth.

Na oportunidade os membros apresentaram todos os detalhes dessa segunda fase do trabalho, recebendo o total apoio do chefe do executivo catasaltense, cuja cidade é um berçário de águas.

Da mesma forma, em seguida, a comitiva seguiu para Mariana, onde também na sede do executivo municipal da cidade, representantes do município, juntamente com o prefeito Edson Agostinho de Castro Carneiro e a secretária de meio ambiente Denise Almeida, receberam as propostas para a realização do “Seminário das Águas” na cidade e conheceram a segunda fase do projeto, abraçando também a causa. 

Lançamento

Em Ouro Preto, local onde acontecerá o evento de lançamento da expedição, o secretário municipal de meio ambiente, Francisco de Assis Gonzaga, juntamente com a secretária de educação Déborah Etrusco e os staf´s das secretarias, participaram de uma produtiva reunião junto à comitiva, quando ficaram acertados data ficando o dia 18 de março, o horário, às 15 horas e o local, sendo o anexo do Museu da Inconfidência na Praça Tiradentes o ponto escolhido para sediar o evento.

Nessa terça-feira a comitiva segue para Santa Bárbara, Barão de Cocais e continua descendo a bacia.

Fase 2 - Diagnóstico

Após a Fase 1 da Expedição Piracicaba Pela Vida do Rio, que ocorreu entre os dias 26 de maio a 5 de junho de 2019 e coletou material para análise nas 21 cidades, a coordenação do projeto prepara mais uma vez para percorrer a Bacia e apresentar os resultados desse trabalho promovido pelo Tribuna do Piracicaba – A Voz do Rio e o CBH Piracicaba.

O trabalho técnico científico realizado sob a coordenação da UNIFEI / PROFÁGUA - ANA ainda com apoio da UFOP Ouro Preto, do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN) de Belo Horizonte e SAAE de Itabira, se apresenta como o mais elaborado diagnóstico sobre as condições hídricas da bacia já realizado.

Esse trabalho, que foi possível graças aos pioneiros que desenvolveram pesquisas semelhantes, como o nosso antecessor e conselheiro, engenheiro ambiental Cláudio Bueno Guerra, nos dará uma visão real de quão impactados estão nossos rios e nos indicará qual melhor “remédio” para revitalização de toda bacia.

Seminários das Águas

De posse do diagnóstico da bacia, será apresentado às cidades quais problemas pontuais afetam a qualidade e a queda no volume das águas – quais setores responsáveis por cada situação e diante essa exposição convidar a todos os envolvidos a buscarem juntos soluções para mudar o atual quadro.

Todo esse debate acontecerá durante a realização dos “Seminários das Águas”, que acontecerão nas cidades que compõem a bacia.

Concluindo a pré mobilização a coordenação estará divulgando todo o programa e cronograma dessa nova empreitada.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

REFÉNS DA NUVEM


REFÉNS DA NUVEM

E eis que migramos todos pra nuvem. Mas que danada de nuvem é essa que ninguém vê mas comporta tudo? A música tá lá, os filmes, a literatura, as nossas conversas e micro-debates no facebook, no zap, nossas fotos, o que comemos, o que vestimos, por onde andamos. Nossos rastros esculpidos na colossal e infinita caverna. E qual o lugar da arte nessa imaterialidade toda? Eu sempre achei curioso o termo patrimônio imaterial. Mas como tudo na nuvem, até a palavra patrimônio perdeu o sentido. Tá lá a nuvem colossal sobre nossas cabeças.  Eu fico até pensando. As novíssimas gerações leem livros físicos? A cada dia menos né? Vai tudo ficando pra trás, livros, cds, k7s, papéis e revistas, jornais, gibis. A galera acessa tudo nos seus smartphones. Uma saraivada de assuntos, pouco conteúdo profundo, muita opinião rasa, pouca razão. O mundo em 10 segundos. Eu fico pensando no pessoal das artes plásticas. Como ficam as texturas, as tintas, a madeira boa pra escultura, a argila? Como fica o tangível, as formas, os volumes? Não, isso não funciona na nuvem. Mas tem outras artes, artes gráficas, 3-D, instalações artístico-tecnológicas,modinhas voláteis até a próxima modinha. E como fica o cinema? Uai...tudo no streamming. Tudo na telinha. O que já foi feito e o novo. Atemporal, mas instantâneo. A cada dia o mundo pede mais velocidade e otimização de tempo. Quem conseguir fazer filmes de 30 segundos vai bombar no mercado. Menos é mais. Tudo é demais. E a novilingua vai se expandindo. E a música? Essa foi totalmente aviltada primeiro pelo CD, depois pelo wave, mp3 internet e hoje em dia, na nuvem. As pessoas não tem nem parâmetros pra avaliar qualidade sonora. Ninguém liga. As pessoas comuns ouvem em suportes menores, nos celulares, pequenas caixinhas sem grave. Alguns ouvem com fones, mas a grande maioria tem como suporte apenas seus smartphones. Para os músicos, céu e inferno. Detesto ficar rezando o mantra de que antigamente era melhor. Mas até que era realmente legal quando os graves eram graves, quando havia liberdade para solos de guitarra, a música não era nem sincada nem formatada em células de estrofe refrão. Isso quando não é só refrão. Pro tiktok só precisa de alguns segundos de música pra fazer coreografias e mímicas engraçacinhas. Existem diversas plataformas para vc divulgar seu conteúdo. Se pagar, tem probabilidade de chegar em muita gente. De forma orgânica fideliza mais, porém gasta muito mais energia e o prazo é bem maior. Vai depender do conteúdo. Se for bom e tiver relevância, o público ajuda a carregar. Mas o músico não tem mais algo palpável pra vender. Quando ainda tinha CDs ou Lps havia materialidade e produto. Na área da dança, muitas dificuldades pelos motivos da maioria dos esportes e da música. Tem a prática individual que pode ser praticada em particular. Mas tudo que é coletivo vem sendo execrado. A humanidade usa a NUVEM como um gigantesco HD. Fico imaginando se esse HD queimar...ou for formatado...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

PROFECIAS POSITIVAS

Que nossa cidade seja cada vez mais desenvolvida. Que está pandemia acabe e que possamos resgatar valores esquecidos. Que venha o desenvolvimento cultural. Que venham eventos, festas, progressos. Que a saúde seja cuidada para q não percamos pessoas queridas por não ter médicos no posto ou por que os exames demorem demais a serem liberados.Que venham empresas e com isto muitos empregos.Que nossas crianças sejam protegidas de todo o mal e que tenham educação e saúde de qualidade.Que nossos idosos sejam respeitados e amados como se deve.Que as famílias sejam cada vez mais valorizadas e restauradas.Que prevaleça o amor.Que nossa cidade esteja debaixo da proteção de Deus sempre.Que possamos sorrir.E quem sabe ter aqui qdo isto passar uma festa da família pública onde todos nós possamos ir sem medo de nada, só a vontade de sorrir.Desejamos pra todas as famílias bençãos e prosperidade.E que os chamados excluídos deficientes ou outros sejam todos incluídos neste grande amor.Amamos nossa Monlevade e temos orgulho de ser Monlevadenses. Desejamos pra nossa cidade e pra tds nossos irmãos brasileiros mais empatia, menos discriminação, menos hipocrisia, mas respeito e menos individualismo. Queremos uma cidade mais humana! Que possamos amá-la, independente das dificuldades. Que sejamos filhos agradecidos, comprometidos com a responsabilidade de sermos conhecedores de nossos direitos e, principalmente, dos nossos deveres. Que Monlevade continue sendo uma cidade de respeito ao próximo, aos mais velhos, às crianças, aos professores (as). Continue sendo uma cidade receptiva, amiga e como sempre, uma cidade feliz de se viver! Queremos Monlevade com mais amor à Deus, indiferente da religião, pautando a vida no bem, na compaixão, na solidariedade e no bem querer mútuo. Que lutemos com resiliência por um mesmo objetivo: ver João Monlevade uma cidade focada em crescer, indiferente de opção partidária, mais amor a terra e à sua cultura. Que nos conscientizemos que estamos atravessando momentos de pandemia e precisamos fazer nossa parte. Precisamos nos empenhar muito mais para não vermos esse número de mortes por covid 19 aumentar ainda mais. Que a população tenha mais consciência e seja mais prudente. Esperamos que o prefeito seja mais enérgico nesse sentido. Sabemos que ele vai ter grandes dificuldades. Que os sonhos de todos os políticos que outrora passaram pela cidade, se reúnam em um só pensamento, trazendo bons fluidos, muita sabedoria ao nosso novo prefeito, vice, vereadores e equipe Mas que o Menino Jesus lhe dê forças e sabedoria para fazer de nossa cidade um lugar decente para viver! Que ele entenda as necessidades dos moradores, que dialogue com o povo, com o empresariado. Que não vire as costas para os que o colocaram lá. E mesmo não agradando a todos, governe com seriedade e senso de justiça, que se preocupe com a qualidade de seus projetos, que esteja sempre do lado do povo, que foque na saúde, já que é médico e tem naturalmente essa sensibilidade, mas com menos gastos desnecessários como fizeram alguns no passado recente, que seja comprometido com quem realmente precisa, em consonância com os vereadores, assim tudo flui melhor. Que consiga atrair mais investimentos, mais fábricas e empresas para a cidade , qualificando principalmente os menos favorecidos para que possam ter uma vida mais digna. Que tenhamos o corpo de bombeiros, um trânsito planejado, racionalizado, um transporte mais confortável e humanizado. Que finalmente consigamos concluir o parque do areão, que vai mudar a vida na cidade. Que olhe também pelos animais, que sejam tratados com carinho e respeito. Que a cidade recupere a Escola Santana para a coletividade, um dos prédios mais importantes da região que pode se transformar num complexo cultural, com museu, teatro, escola, tudo junto. Que tenhamos saúde preventiva, participação popular, educação, cultura e geração de emprego e renda sejam a tônica que norteará as demais políticas públicas.Que tenhamos uma real mudança para melhor, um renascimento, pois a percepção era de abandono. Que 2020 fique pra nós como ano do aprendizado. Que Monlevade tenha sabedoria para que possamos desfrutar de muita prosperidade nesse 2021 que se inicia! Um brinde pra João Monlevade que segue, pra vida que continua e para as constantes chances de dar a volta por cima. Queremos uma cidade que flua... que cresça e que tenha futuro. Que construa pontes e não divisões. Por aqui moramos, vivemos e vamos ficar! Que tenhamos principalmente mais humildade, para que as pessoas possam com respeito, educação e cordialidade conviverem em paz.

Este texto foi uma compilação das frases que nos foram enviadas para um QUIZ no grupo PENSANDO MONLEVADE. Fizemos a pergunta: o que vc deseja para João Monlevade em 2021? E as pessoas enviaram seus pensamentos. As frases premiadas vão ganhar brindes dos nossos parceiros. O grupo Pensando Monlevade agradece a Kerlon Eletro, Vinateca da JÔ, Alesandra Alves, Pontes Boutique, CDL, Jornal Bom dia e Tribuna do Piracicaba pela parceria.

Queremos agradecer também aos participantes: Nanda Barros,Enói Alvarenga,Lourdes Paula,Marcelo Sputnik,Luciana Freitas,Jussara Januaria, Ju Barbosa,Santa Silveira, Sonia Dias,Rosemary P. Martins, Flávio De Castro Carneiro, Helena De Vasconcelos Quaresma, Janete Roque Rocha, Ana Teresinha Drumond Machado, Maria Das Graças Lima, Lélia Carvalho Lage Silva, Nazare Joana, Cláudio Caneta, Efigenia Maria, Flavio D Alcantara Espeschit, Ines Costa, Tabela Modas, Mírian De Oliveira Nascimento, Ida Martins Martins, Jacqueline Soares, Dayse Gatti, Vanilda Magalhaes, Maria Rosalina Menezes Vidal, Marilia Dias, Isabel Ribeiro Mota, Tatiana Gasparini, Katia Maria Cota Ferreira, Rosangela Venancio, José Geraldo De Sousa Sousa, Antonio Nico Pereira, Sebastiana Mendes dos Reis, Silvia Carvalho, Marcio Magno Passos, Dina Crepaldi, Gladevon Costa, Edgar Garcia, Jussara Januaria, Ana Lucia Torres Procopio, Laurita Ferreira, Thiago Henrique, Rosário Gonçalves, Geraldo Ferreira, Eva Lima, Isabel Oliveira, Sinézio Vilela Santiago, Varley Souza, Dulcinéia Lírio Caldeira, Ana Isabel Gomes, Marlene Souza.