domingo, 15 de agosto de 2010

CARAVANAS DO OP, CARAVANAS DA ESPERANÇA

Para mim particularmente, foi muito importante integrar a caravana do OP que percorreu boa parte da cidade no último sábado. Partimos em 3 ônibus por diversos bairros da cidade, sendo dois õnibus com delegados dos bairros contemplados e outro com os secretários, o Prefeito Gustavo Prandini e comitiva. Havia ainda um carro de suporte pilotado pela secretária de saúde Polyana , com suprimento hidratante ( agua é saúde!), afinal, o trajeto seria forte. Eu nem imaginava o que estaria por acontecer. Já havia manifestado para algumas pessoas sobre meu desejo de sair de carro percorrendo todos os bairros da cidade, conhecendo a periferia da periferia, os locais mais afastados, as paisagens que não vislumbramos ao ficarmos reclusos na bolha estética do centro comercial de carneirinhos. Por isso foi importante conhecer algumas coisas pontuais. Em primeiro lugar foi muito bacana perceber que o orçamento participativo é uma oportunidade única para mapear os problemas dos bairros, para saber o que a população indica como obras prioritárias para as suas vidas. O mais interessante é que não são indicadas obras faraônicas. Em sua maioria, os pedidos são para obras simples, de calçamentos de trechos de rua, redes de esgoto, aberturas de ruas para ligação com outras ruas, enfim. Muitos desses pedidos serão prontamente atendidos através do OP. O que não será resolvido de imediato, ficará para um segundo momento, quando houver recursos para isso. Pude assistir também ao encontro do prefeito e técnicos com alguns moradores. Alguns chegam a pedir coisas que estão fora da alçada da prefeitura. Infelizmente, nem tudo dá pra se fazer. Isso frustra um pouco, mas o cobertor é curto. Tem-se de fazer o máximo, com o que se dispõe. Pude conhecer alguns pontos da cidade que me deixaram maravilhado. No tanquinho I, pedidos de rede esgoto e de abertura de uma rua que ligue direto à BR 381, num ponto em que será diminuido grande parte do trajeto de hoje. O bairro é quase rural, quase roça. Um local onde ainda se respira ar puro, com muitas árvores e bosques. Depois passamos ainda pelo Tanquinho 2 e depois rumamos para o alto do Promorar. A vista que se tem de lá é maravilhosa. Se os moradores do promorar tem ainda problemas em termos de infra-estrutura ( vários pedidos no bairro), pelo menos tem uma visão previlegiada da cidade. Merece a construção de um mirante por ali. Na volta do Promorar quando descíamos de ônibus, tivemos mais uma visão deslumbrante, que nos dá uma noção do tamanho de Monlevade. De lá vimos um mar de casas que se estende por uma área imensa. Imaginei como deve ser lucrativo o ramo de materiais de construção no município. Principalmente de quem vende coberturas de zinco ou sei lá que material era aquele. Estivemos em diversas localidades. O bairro Santo Hipólito já me deixou um pouco chateado pela tristeza da paisagem. Além dos morros quase pelados, cenas de queimada, poucas cores, imagino, baixa estima. O único descanso para os olhos é uma matinha que fica do lado esquerdo do bairro para quem chega próximo a quadra de esportes. Mas dizem que é de particulares. Que o pessoal do meio ambiente fique de olho. Me informaram que tem uma parte que é bonita, com muitas chácaras, mas não passamos por lá. Percorremos ainda o Cruzeiro Celeste, bairro de contrastes que tem comercio pujante, mas sérios problemas sociais também e da-lhe pedidos de rede de esgoto, construção de muros de arrimo para contenção de barrancos, etc. Nessa hora paramos para o mais delicioso pão com salame com guaraná que já comi na vida. Ficamos sabendo que antes o lanche teria de ser dividido com os delegados e fiquei morrendo de medo de não sobrar pra mim. Mas graças a Deus, quando a causa é nobre e do bem, o milagre da multiplicação dos pães se faz e quase todos se alimentaram( apenas o Dom Cristiano vacilou e ficou sem, tornando-se farejador de churrascos o resto do trajeto). Terminamos noss0 "OP TOUR" no alto do Estrela Dalva com a bela visão de um enorme campo de futebol de areia todo iluminado , que segundo nos informaram, ganhará investimentos estruturantes em breve. Foi um sábado cansativo. Saímos as 13 horas da Prefeitura e retornamos as 7 da noite. Foram horas de caminhada e de convivência dentro dos ônibus, porém foi altamente produtivo, instrutivo, compensador. A certeza que se tem é de que as pessoas querem coisas simples, possíveis de se fazer. O Prefeito Gustavo Prandini, com um indefectível chapéu panamá, capturado de sua irmã Pollyana, aproveitou para ouvir as pessoas de perto e de se revigorar nesse contato. Ao final, a todos iluminava com seu sorriso fácil, com o carisma abençoado que Deus lhe deu. Eu também cheguei em casa muito disposto e feliz com a certeza de que todos ataques que o governo vem sofrendo, ataques estes orquestrados por vozes dissonantes dos opositores de sempre e dos desgarrados, seja nos jornais que se dizem éticos, mas cuja ética está a serviço dos coronéis de sempre, da gotejante difamação radiofônica por parte da rádio do coronel serão abafadas com o sucesso do governo e ele é plenamente factível. Tudo bem! Erros aconteceram e eles municiaram os detratores. As dificuldades econômicas momentâneas também nos impõe muita paciência e criatividade. Mas uma vez corrigidos os erros e contemplados os principais anseios do povo, teremos a reversão desse quadro e a consequente boa avaliação do governo. Com dizia Tancrêdo: "Não vamos nos dispersar". As pedras virão, os dardos envenenados também. Então, que façamos nossos telhados de borracha, assim os ataques retornarão aos agressores. E rezemos para que São Jorge feche nossos corações e mentes para tanta maledicência, amém.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

OS VALORES DA NOSSA GENTE!!!


Enquanto isso, na sala de aulas

( Professora) - Gente. Hoje eu vou falar pra vocês sobre um assunto muito interessante. Vocês por acaso sabem quais são os valores da nossa gente?

- Eu sei professora!

- É mesmo, Flavinho? E quais são os valores.

- Ah professora. Isso é fácil: nossos valores estão no Banco do Brasil, Caixa Federal, Bradesco, Banco Mercantil, Banco Itaú e Banco Real.

- Não é nada disso. Não é disso que eu to falando. Alguém mais quer responder?

- Eu, professora!

- Muito bem, Larissa. Quais os valores da nossa gente?

- Virar ladrão.

- Como é que é?

- Uai.Eu ouvi um cara falando na rádio que só quem rouba tem valor.

- Nada disso, Larissa. Alguém mais quer responder?

- Professora...seria a Bergo Mineira?

- Não, Julinha. Primeiro que nem chama Belgo mais.Agora se chama ArcelorMittal e embora reconhecendo que a Arcelor tem seu valor, não é disso que estamos falando.

- Ah Professora. Lá no bairro nós chama é de Bergo mesmo.

- Tá bom. Mas vamos voltar aos valores. Eu não estou falando de questões materiais, mas de valores humanos que a gente cultiva. Por exemplo: pra vocês nós seríamos um povo hospitaleiro?

- Olha, professora, acho que somos hospitaleiros sim viu. Eu fico ouvindo rádio e o que eles falam do hospital...ô pessoal hospitaleiro, viu.

- Meu Deus do céu...vocês levam tudo ao pé da letra. Hospitalidade é a tendência em receber bem os visitantes, seja de onde vierem. O Monlevadense tanto recebem bem os visitantes que vem pra passear, como os que vem pra trabalhar e fixar residência.

- Ah, professora. Agora deu pra entender. Então outro valor da nossa gente seria, por exemplo, ser solidário e ajudar aos que precisam?

- É por aí mesmo. Solidariedade é um valor. Parabéns, Patrícia.

- Professora, eu vi minha mãe falando que o pessoal daqui é empreendedor. Nem sei o que é isso, mas parece que é um valor, não é?

- Muito bem.Agora vocês pegaram o jeito. Empreendedorismo pode ser um valor sim. É a capacidade de criar empresas e torná-las rentáveis, com capacidade de gerar emprego e renda. Mais alguém quer falar?

- Professora.

- Fala Joãozinho

- O pessoal daqui também gosta muito de namorar, de beijar na boca, de dar uns amassos e tudo o mais. A senhora acha que isso é um valor?

- Uai...pode ser...um povo romântico, né?

- Pra mim isso chama é taradeza, mas como a senhora é educada, deixa romântico mesmo. Tá bom!

- Ok, Joãozinho.Não tem jeito.Você tinha de mandar um valor picante, né?Bom...,mas então eu tenho uma novidade pra vocês. A prefeitura acaba de lançar um Concurso Literário cujo tema é Valores da Nossa Gente. Em forma de poesia ou crônica, os participantes terão de desenvolver seus trabalhos em cima do tema Valores da Nossa Gente.

- Nossa, professora.E nós podemos entrar?

- Não só podem como devem. Podem pegar o regulamento através do site da prefeitura

www.pmjm.mg.gov.br . Tem todos os detalhes e os vencedores ganham prêmios. Muito legal a iniciativa.

- Valeu viu professora. Tchau.

- Mas peraí...Joãozinho...onde você já vai?

- Uai...já vou me inscrever no concurso literário, afinal de contas, Saramago deixou uma lacuna na literatura ibérica. É minha chance de chegar lá.

- Ta aí mais um possível valor da nossa terra: mirar no alto. Ninguém chega ao cume do Everest sem sonhar com isso. Você tentou ser engraçadinho, mas acho que a gente tem de sonhar alto mesmo.

- Professora...posso ir ao banheiro.

- Vai lá, Ângela.

- Posso ir também, professora?

- Pode sim, Cláudia.

- Professora?

- Fala Joãozinho.

- Ta aí um valor das meninas de Monlevade. Elas são Miss...

- Miss?

- Missjonas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Ainda a 381 - precisamos conectar os pontos

Continuo vendo ações isoladas em prol da duplicação da 381. São pessoas que publicam em seus blogs, nos jornais, são abaixo assinados, ações de vereadora, palavras de candidatos, mas não há uma conexão entre os discursos. Parece que cada um está em sua "ilha", cada um fazendo um sinalzinho de fumaça pra ver se alguém enxerga. Se todos se juntassem para fazer uma fogueira comum, ai sim haveria uma nuvem de vulto pra chamar a atenção de todos. Que tal amarrarmos essas intenções, conectarmos os pontos e criarmos algo compacto e visível? Será que as divergências e interesses individuais e de grupos são mais importantes que as vidas que são ceifadas todos os anos pela estrada assassina?

sábado, 7 de agosto de 2010

O CASO 381 - NÃO DÁ MAIS PRA ESPERAR. TEM DE SER JÁ.

Ações isoladas de cidades como Caeté, que vira e mexe interrompe a pista, como a de São Gonçalo que também o faz e até da nossa vereadora Dorinha Machado, não tem sido suficientes para sensibilizar as autoridades maiores sobre o drama real da nossa rodovia da morte. Já sugeri que só conseguiremos êxito se fizermos um movimento gigantesco, suprapartidário, capaz de unir lado a lado todas as facções, todos de mãos dadas em prol de um objetivo que é maior. Precisamos fazer alguma coisa. Quem sabe com a presença de todos os prefeitos da região, dos deputados, de candidatos a governadores, dos grupos musicais, bandas de rock, sertanejos, funk, pagode, das populações de todas as cidades do entorno, enfim. Precisamos fazer um movimento que possa ser visto da estação espacial em órbita da terra ( um exagero, mas para deixar bem claro que se não tivermos visibilidade para sensibilizar nossas autoridades máximas não conseguiremos o objetivo, que é a duplicação). O que não dá é pra continuarmos nesse negócio de paleativos. Não dá mais pra esperar. Tem de ser agora. Ademais, o momento político é já. As eleições se aproximam e se não for agora, só daqui a 4 anos. Precisamos conseguir que os políticos que hoje dependem dos nossos votos incluam a questão da 381 em seus discursos e projetos e que os executem. Precisamos que toda a sociedade se comprometa. Como eu já disse, o momento é agora. Quando vejo deputados de força como Alexandre Silveira dizendo que agora vai, por um lado fico mais esperançoso, mas por outro lado precisamos somar nesse coro para que aconteça de verdade. Ademais, residi em Belo Horizonte por vários anos e reparei que sempre quando chega próximo a uma eleição, os candidatos disparam a falar da 381, tratores e máquinas são deslocados, outdoors e placas são colocados, mas depois das eleições novo adiamento é comunicado à população, pois embora alguns deputados comprometidos queiram de verdade contemplar as suas bases, lá em cima é que as coisas são decididas e se não pressionarmos, as verbas acabam indo pra outras bandas. No caso da 381, precisamos parar com esse guerrinha infrutífera e arregaçarmos as mangas antes que algum familiar ou amigo de qualquer um de nós sejam as próximas da rodovia assassina. Tenham piedade Marina, Serra e Dilma. Por favor, Zé Fernando, Anastasia e Hélio Costa. Vamos lá Prandini e prefeitos da região. Que se engajem todas as rádios, todos os jornais, toda a blogosfera, todos os conectados na região inteira. Promessas já não adiantam. Além do mais, vem aí a duplicação da Arcelor e com esse crescimento, cresce também o número de venda de carros, aumenta o consumo e os riscos. Se o que falta é vontade política, precisamos clamar para que essa vontade se faça. Quando os políticos querem, removem montanhas, constroem pirâmides e muralhas e mudam os cursos de rios. Pelo amor de Deus, gente. Vamos esquecer nossas diferenças e nos unir pra exigir o fim dessa sentença de morte aplicada a tanta gente nos últimos anos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CONCURSO LITERÁRIO "OS VALORES DA NOSSA GENTE"

Enquanto isso,dois amigos conversavam num bar da cidade.


- Nossa senhora. Que dureza. Nada pra gente fazer. Só barzinho e mais nada.

- Pois é. Bem que alguém poderia criar algumas coisas interessantes né? Uns shows diferentes, teatro...

- Mas o problema é que o povo reclama e quando tem ninguém vai. Vai entender...

- Acho que o povo gosta mesmo é de festas populares,cavalgadas e festas de peão. Nós é que estamos noutro planeta.

- Ah...não sei não. Acho que o povo gosta de cultura sim. O problema é que as pessoas engolem o que a mídia empurra. Se só toca sertanejo no rádio o povo só vai ouvir sertanejo. Não aconteceu isso com o funk? Agora que as rádios tão tocando menos funk, tem menos shows.

- É...mas Monlevade é um caso à parte. Aqui é uma cidade utilitária.

- Utilitária ? O que é isso?

- Utilitária quer dizer que as pessoas trabalham, trabalham, comem, dormem, trabalham, trabalham...não tem muito tempo pra viver.

- Ah...mas é como a gente tava falando. Não tem muita coisa pra se fazer também. Então o negócio é mesmo trabalhar e ganhar dinheiro.

- Mas do que adianta trabalhar tanto se você não aproveita bem o que ganha para ser feliz?

- Ah...mas é exagero da sua parte. Aqui é uma cidade que tem tudo. Tem comércio maravilhoso, uma indústria fantástica.

- É...mas falta o povo amar a cidade. Você já experimentou conversar com os jovens e perguntar a eles se gostam daqui?

- Não. Mas o que eles dizem?

- Uai...dizem que não gostam da cidade, que aqui não tem nada pra fazer , que a cidade é feia, que não tem um lugar bacana pra ir...

- Ah...mas a juventude também não se contenta com nada.

- A juventude nada. Nós mesmos estamos aqui tomando uma, mas lembra que no inicio da conversa nós mesmos reclamamos que não tem nada pra fazer?

- E você? Continua escrevendo poesias?

- Continuo sim. Escrever pra mim é uma terapia, um exercício vital para sobreviver.

- E você ficou sabendo do concurso literário que foi lançado?

- Não. Mas que concurso é esse?

- Rapaz...eu li no jornal. Parece que o concurso é para crônicas e poesias e o tema é “Valores da nossa gente”. Tudo a ver com essa conversa que estamos tendo.

- Sugestivo. Vou pensar no assunto. Mas você sabe onde consigo o regulamento?

- Olha, como trata-se de uma iniciativa da Fundação Casa de Cultura e da Prefeitura, imagino que esteja no site da Prefeitura. www.pmjm.mg.gov.br.

- Legal isso, hein? Nossa conversa até já me forneceu alguns subsídios.

- Pois é...e parece que tem uns prêmios bacanas também.

- Até que enfim uma boa noticia. Então tá...vou nessa então!

- Ei...espera aí...ainda tem meia cerveja na garrafa.

- Desculpe-me...mas a inspiração tá borbulhando e vou começar a escrever é agora mesmo.

- E a conta?

- Um dos valores da nossa gente é a generosidade. Pague aí que a próxima é minha!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A PRÉ-HISTÓRIA DE MONLEVADE

Por ser estrangeiro, fica mais fácil tocar num assunto que muitos podem estranhar. No ano quem vem João Monlevade completa 47 anos de emancipação político-administrativa, mas me causa estranheza a utilização da emancipação como ato fundador da cidade. Se formos pensar, a parte fundante da cidade é a historia de Jean Monlevade (foto acima), um visionário francês que fez uma siderurgia no coração do vale do aço, isso em meados de 1818. Tudo o que veio depois é derivação do sonho desse pioneiro. Depois veio outro visionário, Louis Ensch e deu mais um impulso à cidade, por volta de 1947. Temos de admitir: antes da emancipação havia uma arquitetura mais arrojada, mais glamour, mais beleza. Quem frequenta o blog do Marcelo Melo sabe do que estou falando. As fotografias que ele disponibiliza mostram uma Monlevade muito bonita, que foi sofrendo metamorfoses até chegar à configuração atual. O que resta desse patrimônio histórico vem se deteriorando e merece a nossa reflexão (prometo pesquisar junto ao pessoal da Fundação Casa de Cultura para informar aqui no blog). Parece que a geração emancipada não quer cultivar raizes. Gosta de dizer que a cidade é nova e que o que importa é o presente... e o futuro se você for esperto ( e recordar é morrer...) Seguindo essa lógica, quem nasceu antes de 1964 não existe. E o que vem antes são os monlevadossauros, não passam de pré-história.

O GALO E O SEU NAMORO COM A SEGUNDONA

O time do Galinheiro talvez tenha sido o que mais frequentou a zona de rebaixamento durante o Brasileiro de Pontos corridos . Ser atleticano não deve ser fácil . Trata-se de uma torcida masoquista que se vangloria de sofrer , sofrer , sofrer até Morrer . Nesta partida até achei que eles poderiam ganhar pois tem lá o Luxemburgo e contrataram jogadores de Primeira Linha. Mas o time deles não engrena . Falar que trata- se de um time em Formação é uma desculpa que já ouvimos outras vezes, principalmente naquele maravilhoso ano em que os galináceos frequentaram a segundona . Aliás, naquele ano pelo menos eles foram felizes entre os iguais .Fizeram uma campanha muito bonita e ratificaram o estilo secundino , onde se tem de ter muita RAÇA pra jogar nos estádios ranca toco espalhados pelo pais . Mas parece que namorar a segundona é uma constante na vida dessa sofrida torcida . Então eles estão no Caminho Certo . Com jeito eles chegam lá. Triste mesmo é ver a trajetória de um treinador como o Luxemburgo manchada por uma campanha melancólica como essa. Depois que sair do galo terá de recomeçar tudo num Bragantino ou Novorizontino . Quanto ao Cruzeiro, digamos a Verdade : o time que temos é mais ou menos. Se ficarmos entre 4 já estaremos no lucro . Vamos ver depois que chegarem Montillo , Ernesto Farias e outros que podem aparecer.